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EF69AR16Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar criticamente, por meio da apreciação musical, usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética

MúsicaContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69AR16 da BNCC, tem muita coisa aí pra desdobrar, mas vou tentar explicar do jeito mais simples e prático possível. Imagina assim: o aluno não só precisa saber escutar uma música e curtir ou não, ele tem que entender o que tá por trás daquela música. Tipo, qual o contexto em que ela foi feita? Por que ela é importante naquele momento histórico ou cultural? Então, a gente tá falando de fazer os meninos e meninas pensarem criticamente sobre música. Não é só ouvir, mas analisar e relacionar a música com aspectos sociais, econômicos, políticos... a vida mesmo.

O que os alunos precisam conseguir fazer é ouvir uma música e conseguir fazer essas conexões. Por exemplo, se a gente pega uma música de protesto dos anos 60, o aluno tem que conseguir perceber como aquela música era uma forma de expressão política, como ela tá relacionada com o cenário histórico da época. Se pega um funk atual, eles têm que entender como reflete questões sociais e culturais. Não precisa entender profundamente todos esses aspectos de cara, mas dar os primeiros passos nessa direção.

Na série anterior, lá no 6º ano, eles já começam a entender um pouco do contexto cultural das músicas. A gente trabalha mais com a apreciação musical pura e simples. Agora no 7º ano, dou um passo adiante pra instigar essa análise crítica mais aprofundada.

Agora deixa eu contar como eu levo isso pra sala de aula com três atividades que sempre faço aqui com a galera.

A primeira atividade é o "Desafio das Décadas". É bem simples: trago um aparelho de som portátil (daqueles comuns) e algumas músicas dos anos 60, 70, 80 e 90. Escolho músicas que foram populares e têm um contexto interessante pra debater. Eu coloco os alunos em grupos pequenos de quatro ou cinco, dou uns dez minutinhos pra cada grupo ouvir a música e depois eles têm que apresentar pro restante da turma as suas percepções sobre aquela música. A ideia é falar sobre o contexto histórico da época, os temas abordados na letra e como aquilo reflete a sociedade daquele tempo. Na última vez que eu fiz isso, o João ficou fascinado com uma música dos Beatles e conseguiu relacionar com as mudanças sociais da década de 60. A turma toda aprende bastante com isso.

Outra atividade que faço é o "Música ao Vivo", onde eu trago um músico local pra tocar algumas músicas ao vivo na sala de aula. Já trouxe desde violeiros até bandas de rock locais. O objetivo aqui é eles perceberem como a música pode ser diferente quando tocada ao vivo e entenderem o impacto cultural da música naquela comunidade específica. Essa atividade costuma levar uma aula inteira, uns 50 minutos mais ou menos. Da última vez, trouxe um sanfoneiro e a Isabela ficou curiosa sobre como aquele tipo de música ainda consegue unir as pessoas em festas populares. Foi bem bacana ver essa interação.

Por fim, tem uma atividade que eu chamo de "Música nas Notícias". Peço pra cada aluno trazer uma notícia recente que envolve alguma música ou artista musical. Pode ser algo sobre uma letra polêmica, um show beneficente ou até um novo estilo musical que tá bombando nas redes sociais. A gente lê as notícias juntos e debate em classe sobre como aquele evento noticiado impacta ou reflete a sociedade atual e sobre o papel da música nesse contexto. Da última vez que fizemos isso, o Lucas trouxe uma notícia sobre uma banda fazendo um show em apoio às mudanças climáticas e isso gerou um baita debate sobre ativismo musical.

Essas atividades são maneiras de fazer os meninos pensarem além da melodia e do ritmo. Eles começam a ver a música como parte viva da história e da cultura, não só uma forma de entretenimento. E olha, eles costumam reagir super bem a isso tudo. Acho que quando eles percebem as camadas por trás de algo tão comum quanto uma canção no rádio, tudo fica mais interessante.

Bom, é isso! Espero que essas ideias possam ajudar quem também tá no desafio de ensinar Artes com esse olhar crítico aí que a BNCC propõe. Se quiserem trocar mais figurinhas ou contar como fazem aí nas suas turmas, tô por aqui!

Agora, como é que eu percebo que o aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova formal? Olha, é tudo na base da observação. Quando eu tô circulando pela sala de aula, olho pras expressões deles, pras reações durante as atividades. Às vezes eles tão ali, meio desinteressados, mas de repente um detalhe chama a atenção e eu vejo um brilho no olhar. Isso já me diz muita coisa. E as conversas entre eles são fundamentais. Quando um aluno começa a explicar pro outro algum conceito ou detalhe sobre a música que a gente tá estudando, e faz isso com propriedade, aí eu penso "ah, esse entendeu mesmo".

Teve uma vez que tava rolando uma atividade sobre música de protesto. A gente tava ouvindo "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores" e eu percebi que o João tava explicando pro Lucas o contexto da ditadura militar, e como a música se encaixava nisso tudo. Ele sacou que a letra tinha um significado muito além do que tava só ali na superfície. Isso pra mim é um sinal claro de compreensão.

Aí tem os erros mais comuns. Um dos erros que acontece bastante é quando os alunos começam a associar qualquer tipo de música a qualquer contexto social sem realmente checar as informações ou fazer uma análise mais profunda. Tipo, a Maria uma vez disse que um funk famoso refletia diretamente uma questão ambiental específica só porque tinha uma frase na letra que mencionava natureza. Ela misturou tudo. Eu entendo o porquê disso, às vezes eles tão empolgados pra encontrar alguma conexão e acabam forçando um pouco a barra. Nesses casos, eu tento trazer eles de volta pro tema, questionando: "E aí, qual parte da música fala exatamente disso?" ou "Como essa situação é refletida na letra?" Isso ajuda eles a pensarem melhor e não cometerem esse tipo de erro.

Agora, com o Matheus e a Clara, eu tenho que ajustar algumas coisas mesmo. O Matheus tem TDAH, então precisa de atividades que mantenham ele engajado, mas também preciso cuidar pra não deixar ele sobrecarregado. Coisas muito longas ou repetitivas não funcionam pra ele. Às vezes faço atividades em blocos menores e vou mudando de assunto pra manter o interesse dele. E também deixo ele se movimentar um pouco mais livremente pela sala quando necessário. Já com a Clara, que tem TEA, eu uso mais visuais e exemplos concretos. A música vem acompanhada de imagens ou vídeos que ajudam a contextualizar melhor. Ela gosta de uma rotina mais bem definida, então eu aviso sempre qual será o próximo passo da aula.

Um dia fizemos uma atividade em grupo onde cada um tinha que escolher uma música e apresentar seu contexto histórico pra turma toda. Pro Matheus funcionou bem porque ele podia escolher algo que realmente interessasse a ele, e isso ajudou a manter o foco. Pra Clara, preparei cartões com imagens relacionadas à música dela para ela poder usar na apresentação dela, e olha só, funcionou super bem! O que não deu muito certo foi uma vez que fizemos um debate aberto sem muita estrutura e nem deu tempo de explicar detalhadamente o objetivo; aí tanto o Matheus quanto a Clara ficaram meio perdidos.

Bom, gente, é isso aí por hoje! Compartilhar essas experiências é sempre bom porque sempre tem alguém aí do outro lado com dicas boas também. E é sempre bom aprender junto! Valeu pela atenção e até a próxima!

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