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EF69AR18Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer e apreciar o papel de músicos e grupos de música brasileiros e estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento de formas e gêneros musicais.

MúsicaContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF69AR18 da BNCC tá ali pra gente ajudar os meninos a entender e valorizar o papel de músicos e grupos que deram aquela força pro desenvolvimento da música, tanto no Brasil quanto lá fora. O negócio é fazer eles perceberem como esses artistas influenciam não só a música que a gente curte hoje, mas também a cultura em geral. Tipo, quando falamos de samba, a molecada pode conhecer as músicas do momento, mas talvez não saiba da importância de um Cartola ou de um Noel Rosa. A ideia é eles conseguirem identificar esses músicos e grupos importantes, entender o que eles fizeram e reconhecer como isso se desdobra na música que a gente escuta hoje. Na série anterior, normalmente os alunos já têm uma noção básica dos diferentes tipos de música, já ouviram falar de rock, samba, MPB... mas aí a gente aprofunda, né?

Vou contar como eu trabalho isso aqui na turma do 7º ano. Primeiro, tem a atividade do "Músico da Semana". Toda semana, eu escolho um músico ou grupo pra gente estudar. Pode ser qualquer estilo: samba, rock, bossa nova, até heavy metal. Uso vídeos curtos do YouTube e biografias simplificadas que eu mesmo monto. Organizo a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um tempinho pra eles assistirem os vídeos e lerem o material. Isso leva uns 30 minutos. Depois, cada grupo apresenta pro resto da turma o que aprendeu sobre o músico ou grupo em questão. Fazemos um bate-papo sobre como esse som tá presente nas músicas que eles ouvem atualmente. Na última vez que fizemos isso, escolhi o Gilberto Gil. A Maria Clara ficou toda entusiasmada porque descobriu que o Gil também foi ministro! Aí ela puxou um papo sobre como é importante ter artistas na política. Foi bem legal ver esse engajamento.

Outra atividade que gosto bastante é a "Linha do Tempo Musical". Essa é mais demorada, leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Peço pra cada aluno escolher um estilo musical que gosta ou tem curiosidade e pesquisar sua evolução ao longo das décadas. Eles precisam montar uma linha do tempo com pontos importantes dessa evolução, como lançamentos de álbuns marcantes ou mudanças significativas no estilo. Ah, e claro, sempre puxo eles pra ver a relação com músicos brasileiros e estrangeiros importantes nesse processo. Uso papel kraft grande e canetas coloridas pras linhas do tempo ficarem bem visuais e chamativas. Divido em duplas dessa vez, pra ninguém ficar sobrecarregado de info. Semana passada teve um momento engraçado quando o João Pedro ficou surpreso ao descobrir que o rock tem influência do blues e perguntou: "Mas blues não é coisa de velho?". Isso gerou uma discussão super proveitosa sobre preconceito musical e como tudo tá ligado.

A terceira atividade é o "Concerto da Sala", que na verdade é mais uma apresentação do que uma atividade de estudo direto. Cada aluno se encarrega de apresentar uma música ou artista importante, pode ser em forma de apresentação vocal (pra quem toca) ou só falando mesmo. Dou uns 10 minutos pra cada aluno se preparar no início da aula antes das apresentações começarem. Isso costuma levar uma aula inteira também, mas vale muito a pena pelo engajamento da galera. Eles gostam muito porque podem mostrar pros colegas algo que realmente curtem ou até apresentar artistas menos conhecidos. Da última vez por exemplo, a Ana Luísa trouxe uma música da Elis Regina e arrasou cantando junto com a gravação. Foi tão emocionante que o Felipe comentou emocionado: "Caramba! Não sabia que música antiga podia ser tão massa!".

Aí no final das contas é assim: essas atividades todas ajudam os meninos a realmente apreciar a riqueza musical que temos no Brasil e no mundo. É fascinante ver como eles vão abrindo os horizontes musicais deles com essas experiências na sala de aula. E é isso! Espero ter ajudado algum colega aí com essas ideias. Se alguém tiver outras sugestões ou dicas também pra compartilhar nesse sentido, tô sempre por aqui pra aprender mais! Abraço!

E, olha, uma das coisas mais legais pra mim é ver quando a galera tá pegando o espírito da coisa, sem precisar de prova nem nada. Tipo, circulando pela sala, dá pra perceber muito. Quando tô passando entre os grupos e ouço um aluno explicando pro outro sobre como o Cartola ajudou a moldar o samba do jeito que ele é hoje, já sinto que eles tão captando a mensagem. Teve uma vez que a Júlia tava meio perdida no começo da aula, mas depois de um bate-papo com o Gabriel, ela virou e disse: "Ah, então é por isso que as letras do samba falam tanto do cotidiano das pessoas!" Aí eu pensei, "essa entendeu".

As conversas entre eles são ouro. Às vezes, escuto um grupo discutindo sobre como certos ritmos influenciaram outros estilos musicais e fico só de ouvinte. Tipo, o João e o Pedro estavam debatendo sobre como o reggae tem uma pegada que influenciou muita coisa aqui no Brasil e em outros lugares. Naquele momento, vi que eles tão absorvendo e associando as informações com o que gostam de ouvir por aí.

Agora, os erros também aparecem. É normal. Um erro comum é confundir os contextos históricos dos artistas. Tipo assim, a Mariana uma vez achou que o Gilberto Gil tinha começado a carreira nos anos 90 porque ela viu uma foto dele mais recente num evento moderno. Aí tive que mostrar pra ela a linha do tempo da música brasileira pra ela entender onde cada artista se encaixa. Isso acontece porque muitas vezes eles olham só no superficial ou naquilo que tá mais na mídia atualmente.

Outro erro que vejo bastante é não relacionar o que aprendem com a música atual. Tipo assim, o Antônio sabia tudo de bossa nova, mas não conseguia ver como isso influenciou artistas atuais como o Silva ou a Mallu Magalhães. Pra ajudar nisso, eu tento sempre trazer exemplos atuais ou fazer paralelos durante as atividades.

E aí vem o Matheus e a Clara. Com eles, tenho que adaptar algumas coisas pra deixar as aulas mais inclusivas. O Matheus tem TDAH, então eu procuro fazer atividades mais dinâmicas e dividir as tarefas em blocos menores. Já percebi que se eu dou muita informação de uma vez só, ele fica perdido. Por isso, às vezes uso cartões com imagens de artistas ou pequenos trechos de música para ele associar visualmente as informações.

A Clara, com TEA, tem um jeito diferente de interagir com as atividades. Com ela, eu uso muito material visual e auditivo separado pra não sobrecarregar. Ela responde bem quando as explicações são mais diretas e uso fones de ouvido em algumas atividades pra ela focar nas músicas sem distrair com o barulho da sala. Uma vez fizemos uma atividade onde cada um escolhia um instrumento pra ouvir isoladamente numa música e ela adorou descobrir sons que antes não percebia.

O que descobri é que o segredo tá em observar cada aluno no seu ritmo e jeito de aprender. O que funciona pro Matheus pode não funcionar pra Clara e vice-versa. E claro, o mais importante é manter um ambiente onde todos sintam que podem perguntar ou errar sem medo.

Bom, acho que já deu pra compartilhar bastante sobre essa habilidade e como ela se desdobra na sala de aula. Dá trabalho adaptar tudo pras necessidades dos meninos e meninas, mas a satisfação de ver eles crescendo é impagável. Qualquer dica ou troca de ideia é sempre bem-vinda! Até a próxima conversa por aqui.

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