BNCC/Arte/ Ano/EF69AR05
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EF69AR05Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).

Artes visuaisMaterialidades
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69AR05 da BNCC, a gente tá falando de explorar e entender um monte de jeitos de fazer arte, né? É tipo assim: os meninos não precisam só saber desenhar ou pintar, eles têm que experimentar outras formas de se expressar. Desenho e pintura são legais, claro, mas o mundo da arte é muito mais vasto. A ideia é fazer com que eles vejam e sintam que podem criar com qualquer coisa, e esse "qualquer coisa" inclui dobradura, modelagem com argila, gravura, e até fazer um vídeo ou uma performance. Tudo isso desenvolve o olhar deles pra arte e aumenta a criatividade.

Na prática, essa habilidade significa que os alunos têm que conseguir pegar um material qualquer e transformar em algo artístico. Por exemplo, usar papelão que sobra de casa pra fazer uma escultura. E aí também entram as novas tecnologias, tipo usar o celular pra fotografar ou filmar uma performance que eles mesmos criaram. Eles precisam explorar tudo isso e depois discutir o que fizeram, entender o que deu certo e o que pode melhorar.

Antes de chegar no 6º ano, lá no 5º ano, a galera já teve contato com desenho e pintura, mas era mais básico. Agora é hora de ampliar esse leque. Então eu gosto de lembrar pros alunos que eles já sabem criar com lápis e papel e que agora vamos além disso. Aí eles sempre ficam empolgados pra ver o que vem por aí.

Uma das atividades que eu faço é escultura com material reciclado. A gente usa papelão, garrafas PET, tampinhas e o que mais a galera trouxer de casa. Organizo a turma em grupos de quatro ou cinco, porque acho legal eles trocarem ideias enquanto criam. A atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. E olha, é impressionante ver como eles se envolvem! Teve uma vez que o Pedro e a Ana fizeram uma escultura gigantesca de um robô só com caixas de papelão. O engraçado foi ver a bagunça organizada deles no final: papel no chão, mas um robô lindo no meio da sala!

Outra coisa que faço é colagem com revistas velhas. Eu peço pra galera trazer revistas e jornais antigos de casa porque sempre tem alguém querendo se livrar disso. Dou tesoura e cola pra eles e peço pra criarem uma espécie de painel sobre um tema que escolhemos antes, tipo "meio ambiente" ou "emoções". A turma fica espalhada pela sala ou até mesmo fora dela quando o tempo tá bom. Essa atividade também toma duas aulas normalmente. E eu gosto porque sempre surgem coisas interessantes. Lembro do dia em que a Mariana montou um painel só com imagens de olhos tirados das revistas. Foi curioso ver a interpretação dela sobre o tema "olhar".

E tem também a dobradura em papel, que é algo mais individual. Sempre uso papel colorido A4 mesmo pra não complicar demais a logística. Um dia desses fizemos origamis simples como estrelas e animais. Dá pra fazer isso em uma aula só, dependendo do modelo escolhido. Os alunos ficam encantados quando veem que conseguem transformar uma folha de papel em algo tridimensional. E teve o Rafael, por exemplo, que nunca tinha feito dobradura na vida e saiu da aula empolgado com as estrelinhas dele.

O mais legal disso tudo é ver como os alunos começam a se interessar mais por arte de modo geral depois dessas experiências práticas. Eles chegam pra mim nas semanas seguintes contando dos novos projetos que inventaram em casa ou perguntando se podem trazer outras ideias pras próximas aulas. Essa troca é super rica porque mostra que eles estão entendendo e absorvendo esses conceitos artísticos.

Trabalhar com materialidades exige paciência e um pouco de organização porque a bagunça às vezes assusta: papel picado por todo lado na sala ou tinta respingada na mesa são inevitáveis! Mas não dá pra ter medo disso; faz parte do processo criativo da molecada descobrir o mundo por meio da arte.

No final das contas, mais do que conseguir criar algo bonito ou perfeito (o que nem sempre acontece), quero é que os meninos saiam das minhas aulas confiantes de que têm potencial criativo ilimitado. E eu sempre digo isso: "Olha gente, a arte tá aí pra gente experimentar sem medo!"

E assim vou levando minhas turmas junto comigo nessa jornada artística! Bom, vou ficando por aqui agora... até a próxima conversa!

Então, gente, uma das coisas mais legais de ser professor é perceber quando os alunos realmente entenderam o que a gente tá tentando ensinar, e isso nem sempre precisa de prova. Eu gosto muito de circular pela sala e ouvir os meninos enquanto eles estão fazendo as atividades. Tipo assim, outro dia, a Ana tava explicando pro João como usar uma técnica de colagem que a gente tinha visto na aula passada. Ela tava toda empolgada, mostrando como misturar pedaços de revista com tinta pra criar um efeito diferente. Quando eu vejo um aluno explicando pro outro com tanta segurança, sei que ele entendeu. E, às vezes, tão conversando sobre o que mais gostaram na atividade e aí eu percebo que eles pegaram o espírito da coisa. Dá uma alegria danada ver eles falando sobre as escolhas que fizeram, tipo "Ah, eu usei esse papel aqui porque achei que combinava melhor com a ideia que eu queria passar". Nessas horas, dá aquele clique: "ah, esse entendeu".

Agora, falando dos erros comuns, um dos erros que eu vejo bastante é quando os meninos acham que existe um jeito certo e um jeito errado de fazer arte. O Pedro, por exemplo, sempre que começa uma atividade fica meio perdido tentando descobrir o que é "certo". Tive que bater papo com ele várias vezes pra explicar que na arte não tem certo ou errado. A questão é se expressar do jeito deles. Esses erros acontecem porque muitas vezes eles vêm com aquela mentalidade de que tudo tem uma resposta exata, igual matemática. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, eu faço questão de dar exemplos de artistas famosos que quebraram regras e foram inovadores. Mostro trabalhos do Picasso ou do Van Gogh e digo: "Olha só como eles faziam diferente". Isso ajuda eles a relaxarem mais e se soltarem.

E tem também quando eles não prestam atenção nos materiais. A Júlia outro dia misturou dois tipos de tinta sem olhar as instruções e não deu o efeito que ela queria. Eu sempre dou aquele toque antes deles começarem as atividades pra lembrarem de ver direitinho como usar cada material pra evitar frustração.

Falando da turma específica do Matheus e da Clara, é sempre um desafio e um aprendizado adaptar as atividades pra incluir todo mundo de forma legal. O Matheus tem TDAH e ele se distrai fácil. Com ele, procuro deixar as atividades mais curtas e variáveis dentro da mesma aula. Por exemplo, se estamos fazendo um trabalho com argila, dou uns intervalos pra ele levantar e se mexer um pouco antes de voltar pro lugar dele. Já a Clara tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) e ela gosta de rotinas bem definidas. Sempre começo as atividades dela explicando passo a passo o que vai rolar na aula. Funciona muito bem mostrar imagens dos passos pra ela visualizar melhor.

Uma coisa que testei e funcionou bem foi dar pra Clara e pro Matheus materiais sensoriais diferentes pra eles explorarem antes da aula começar oficialmente. Isso os ajuda a concentrarem depois, porque já gastaram um pouco daquela energia inicial de curiosidade.

Mas nem tudo sai perfeito. Teve uma vez que tentei fazer uma atividade em grupo sem preparar tanto o Matheus antes. Ele ficou super ansioso e não conseguiu participar direito. Aprendi que com ele preciso sempre explicar antes pra ele saber o que esperar.

Bom, é isso, gente! Acho bacana compartilhar essas experiências porque sempre tem alguém passando por algo parecido. E vocês sabem como é... cada turma é um universo! Continuem mandando dicas por aqui também, tá? A troca é super válida! Até a próxima!

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