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EF69AR13Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo.

DançaProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Pessoal, falar sobre a habilidade EF69AR13 da BNCC é uma coisa que me deixa muito animado. Quando a gente fala de dança na escola, tem sempre aquela ideia de que é só sair dançando por aí, mas esse negócio é muito mais profundo. A habilidade quer que os meninos investiguem brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas culturais pra criarem suas próprias danças. É tipo assim: pegar o que já existe e transformar em algo novo. Isso ajuda demais a galera a perceber como a dança tá presente em várias culturas e como a gente pode se expressar através dela.

Quando eu explico isso pra turma, gosto de fazer eles entenderem que não é só copiar um movimento legal que viram no TikTok, mas investigar as raízes daquilo. Na prática, isso quer dizer que o aluno precisa conseguir entender de onde vem essa dança, qual é a história por trás dela e como ele pode usar isso como inspiração pra criar algo autêntico. A turma já vem com alguma bagagem do ano anterior, onde exploraram as danças populares do Brasil. Então eles já têm uma noção básica de ritmos e movimentos que são parte do nosso cotidiano.

A primeira atividade que faço com eles é a roda de conversa sobre danças e brincadeiras regionais. Aí você pergunta: “Professor, qual material você usa?” Olha, é bem simples: eu trago alguns vídeos curtos que encontro na internet e peço pra eles também trazerem vídeos ou relatos de danças ou brincadeiras que eles conhecem. A turma se organiza em círculo e a gente vai conversando sobre o que cada um trouxe. Isso leva uma aula inteira, geralmente uns 50 minutos. Os meninos ficam super animados porque começam a ver coisas do cotidiano deles de um jeito diferente. Lembro uma vez que o João contou como a avó dele ensinou uma dança típica lá do interiorzão de Goiás. Foi bem legal ver ele compartilhando isso com os colegas.

Outra coisa que faço é a pesquisa prática. Dividimos a turma em grupos e cada grupo escolhe uma dança ou brincadeira pra investigar mais a fundo. A pesquisa pode ser feita na internet ou entrevistando alguém da família que conheça bem aquela prática. O material aqui é só o básico: papel, caneta, celular pra gravar entrevistas ou fazer anotações. Isso pode levar umas duas semanas porque eles fazem em casa e apresentam depois na aula seguinte. E olha, quando eles apresentam, dá gosto de ver! Na última vez, o Pedro e a Ana trouxeram uma apresentação sobre o frevo e até fizeram um passo ao vivo! A turma vibrou demais!

E por último, vem o momento da criação. Com tudo isso em mente, peço pra galera criar uma dança autoral, seja sozinho ou em grupo. Aí você vê a magia acontecer! Eles têm liberdade total pra misturar elementos diferentes das pesquisas deles e inventar algo único. Material? Nada além da imaginação deles mesmo! Damos umas duas aulas pra ensaios e depois eles apresentam na frente dos colegas. Foi numa dessas que vi um momento marcante: a Luísa sempre foi super tímida mas quando ela apresentou com o grupo uma dança misturando capoeira com hip hop, foi contagiante! Todo mundo aplaudiu de pé.

O legal dessas atividades é como os alunos reagem positivamente a perceberem que podem sim criar algo original usando referências culturais diversas. Vejo eles mais engajados e interessados em aprender sobre diferentes culturas e como isso pode ser rico pro desenvolvimento pessoal deles.

Aí é isso, pessoal. Trabalhar essa habilidade da BNCC não só ajuda os alunos na expressão artística mas também amplia o conhecimento deles sobre diferentes matrizes culturais. É muito gratificante ver o crescimento deles tanto na dança quanto no entendimento cultural. Isso sim faz valer a pena cada dia na sala de aula.

Bom, acho que já falei demais por hoje! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui!

Quando eu explico isso pra turma, é sempre aquela coisa de olhos piscando, né? Aí, gosto de ver como os meninos vão se envolvendo aos poucos. Não tem bicho de sete cabeças, o lance é estar atento aos sinais do dia a dia que mostram que eles entenderam o que a gente tá propondo. Por exemplo, quando tô circulando pela sala durante uma atividade prática, observo muito o jeito deles trabalharem juntos. Se o Pedro tá lá, todo empolgado, e começa a mostrar pro colega como ele encontrou uma forma diferente de rodopiar ou de combinar um movimento novo com a música que escolhemos, já é um sinal claro de que ele tá pegando o espírito da coisa.

E tem aquele momento mágico nas conversas que acontecem entre eles. Semana passada, tava ouvindo a Ana explicando pro Lucas como ela viu no TikTok um tipo de dança folclórica diferente e como isso inspirou ela a criar algo pra apresentação da turma. Quando vejo esse tipo de troca, sei que a galera tá conseguindo fazer aquelas conexões culturais que são tão importantes. E olha, não é só ficar repetindo o que viu por aí; é realmente pensar em como adaptar e criar algo novo.

Agora, claro que nem tudo são flores, né? Tem uns erros comuns que surgem e são parte do processo de aprendizado. O Zé, por exemplo, sempre esquece de prestar atenção no ritmo da música. Ele se empolga tanto nos passos elaborados que acaba saindo do tempo. Isso acontece porque muitas vezes eles ficam focados no movimento físico sem se ligar no som. Quando pego esses erros na hora, chamo ele e falo: "Zé, sente o ritmo primeiro, depois pensa nos passos." Aí a gente bate palma junto pra ele sentir o tempo certinho antes de tentar de novo.

Outro erro clássico é misturar muitas ideias num só movimento. A Sofia é rainha disso. Ela tá lá tentando colocar todos os estilos numa única sequência e acaba perdendo a essência do que realmente quer expressar. Nesse caso, eu costumo sugerir que ela escolha um tema ou sentimento pra guiar os movimentos. Ajuda muito quando eles conseguem simplificar e focar mais na unidade da apresentação.

Agora falando do Matheus e da Clara... Eles são uma história à parte e muito inspiradora também. O Matheus, por ter TDAH, precisa de atividades mais curtas e variadas pra manter o foco. Com ele, eu geralmente uso músicas diferentes durante as atividades pra dar aquela mudada no estímulo auditivo e isso costuma ajudar bastante. Outra coisa é deixar ele dar umas escapadinhas criativas quando precisa se mexer mais. Em vez de ficar preso numa estrutura rígida, um pouco de liberdade controlada faz maravilhas.

Já com a Clara, que tem TEA, tudo é uma questão mais visual e previsível. Pra ela funciona muito bem usar cartões com fotos dos movimentos ou vídeos curtos que ela pode assistir várias vezes. Também sempre prevejo tempos de descanso pra ela assimilar o que aprendeu sem se sentir sobrecarregada com tanta informação sensorial ao mesmo tempo.

O que não funcionou uma vez foi tentar fazer um mega grupo com todo mundo ao mesmo tempo sem preparar as transições direito. Foi confuso pra Clara e cansativo demais pro Matheus. Aprendi rapidinho a ajustar as dinâmicas dos grupos menores pro trabalho em dupla ou trio funcionar melhor.

E assim vou ajustando o dia a dia na sala pra cada um encontrar seu jeito de brilhar na dança. Cada conquista deles é um trechinho da música que vamos compondo juntos durante o ano todo.

Bom, pessoal, acho que já falei demais por hoje! É sempre bom compartilhar um pouco do nosso cotidiano na sala de aula com vocês. Se tiverem histórias ou dicas também, manda aí! A gente vai trocando ideia e aprendendo junto.

Um abração!

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