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EF69AR24Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas, investigando os modos de criação, produção, divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro.

TeatroContextos e práticas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF69AR24 da BNCC é um negócio que parece complexo quando você vê lá no documento, mas na prática é mais simples do que parece. Basicamente, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a reconhecerem e apreciarem a diversidade do teatro. Eles precisam entender que o teatro não é só o que a gente vê numa peça da escola ou na TV. Tem todo um universo de artistas e grupos teatrais, tanto do Brasil quanto de fora, que trabalham de formas diversas. É fazer com que a molecada perceba as diferentes maneiras de se criar uma peça, como ela é produzida e divulgada, e até como esses artistas ganham a vida com isso. Ou seja, é ampliar o olhar deles sobre o que é teatro e como ele se organiza. A habilidade conecta com o que eles já aprenderam no ano passado, que foi mais básico – tipo reconhecer gêneros teatrais e entender o que é uma cena, um ato. Agora, no 7º Ano, a coisa ganha uma profundidade maior.

Bom, uma das atividades que eu faço na sala é o chamado “Caminhada Teatral”. Eu organizo assim: na sala de aula mesmo, com cartolinas e canetinhas coloridas. Peço pros meninos pesquisarem sobre diversos artistas e grupos de teatro – um tanto daqui do Brasil, outro tanto de fora – e aí eles têm que fazer cartazes sobre esses artistas. Divido a turma em grupos pequenos, geralmente uns quatro ou cinco alunos por grupo. Essa atividade leva umas duas aulas pra ficar pronta. Primeiro eles pesquisam e depois montam os cartazes. No fim, a gente cola tudo na parede da sala e faz uma espécie de exposição. Aí a galera anda pelo “museu” improvisado, lendo as informações nos cartazes e depois compartilham o que acham mais interessante. Da última vez, a Júlia ficou impressionada ao descobrir que um dos grupos de teatro brasileiros que ela pesquisou fazia espetáculos de rua misturando dança e música. Ela nunca tinha pensado em teatro desse jeito.

Outra atividade legal é a “Roda de Conversa Teatral”. Essa eu faço em sala mesmo, sem muito material além do quadro branco pra anotar algumas coisas importantes que surgem na conversa. Primeiro, eu mostro vídeos curtos de diferentes performances teatrais – pego vídeos do YouTube mesmo – aí pode ser desde uma cena clássica de Shakespeare até um trecho de um grupo indígena brasileiro performando alguma peça tradicional. Depois dos vídeos, a gente senta em roda e começa a conversar sobre o que acharam das apresentações e quais diferenças notaram entre elas. Os meninos podem perguntar qualquer coisa e eu sempre incentivo eles a falarem o que sentiram assistindo aquilo tudo. Isso costuma levar uma aula inteira fácil fácil. Um dia desses, o Lucas comentou sobre como achava diferente o jeito dos atores indígenas usarem a voz e os gestos em comparação com os atores europeus – foi uma percepção bem bacana dele.

A terceira atividade é a “Entrevista Imaginária com Artistas”. Antes da aula começar, já deixo preparado umas fichas com nomes fictícios de artistas que eles vão assumir – tipo assim: “Você é um diretor da Broadway”, “Você é uma atriz de teatro experimental no Brasil”, e por aí vai. E cada aluno assume um nome desses e tem que se preparar pra ser entrevistado pelos colegas sobre sua vida no teatro. Dou umas dicas pra eles pesquisarem antes como seria essa vida profissional pra deixarem as respostas mais realistas. Isso leva umas duas aulas: uma pro preparo e outra pras entrevistas em si. Eles adoram porque é quase como brincar de faz de conta e também precisam usar bastante criatividade pra responder as perguntas dos colegas como se fossem essas personalidades do meio teatral. Da última vez, o Pedro fez todo mundo rir porque ele era “um ator francês” e tentou imitar um sotaque francês meio exagerado durante toda a entrevista.

No final das contas, essas atividades ajudam os alunos a não só conhecerem mais sobre teatro mas também desenvolvem outras habilidades importantes – tipo pesquisar, trabalhar em grupo, se expressar em público e tudo mais. A reação deles varia bastante: tem gente que se descobre adorando pesquisar e montar cartazes; outros se jogam na roda de conversa com tudo; alguns perdem o medo de falar em público durante as entrevistas imaginárias. Mas o importante é ver que todos saem sabendo mais do que quando entraram naquela aula específica.

Aí no fim das contas, quando você vê aquela molecada toda animada falando sobre artistas de teatro com quem nunca tinham ouvido falar antes ou percebendo as múltiplas formas de criação teatral pelo mundo afora... bom demais! É nessas horas que você lembra porque escolheu ser professor, né? É isso aí pessoal! Até a próxima conversa!

Então, continuando sobre a EF69AR24, percebo que os meninos estão realmente pegando o conteúdo quando começam a usar o vocabulário do teatro nas conversas do dia a dia. Por exemplo, outro dia eu tava circulando pela sala durante uma atividade e ouvi o Pedro explicando pro Lucas: "Cara, essa cena tá muito estilo Brecht, não é pra emocionar tipo Stanislavski." Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu."

O legal é ver como eles começam a fazer ligações com coisas fora da aula. A Luana outro dia comentou: "Professor, tava assistindo um filme e lembrei daquelas técnicas que você falou que o grupo do Augusto Boal usa." Tipo assim, quando eles começam a conectar o conteúdo com outras experiências, sei que a coisa tá fluindo.

Os erros mais comuns, agora falando dos tropeços, acontecem muito por ansiedade de querer mostrar serviço. A Sofia, por exemplo, sempre confunde os termos e me fala que uma técnica de improvisação é obra do Stanislavski quando na verdade era Grotowski. Acho que é porque ela fica nervosa pra responder e acaba misturando tudo. Quando isso acontece, eu paro a galera e falo: "Olha só, tá tudo bem errar, faz parte do processo." E dou uma recapitulada rápida ali mesmo.

Outro erro comum é esquecer as características principais dos estilos teatrais. O João vive misturando realismo com teatro do absurdo. Aí, quando percebo isso durante uma atividade prática ou discussão em grupo, tento usar exemplos visuais ou vídeos curtos pra refrescar a memória deles. Mostro cenas e peço pra identificarem o que encaixa onde. Isso ajuda bastante.

Agora sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas necessidades específicas e a gente vai ajustando as coisas conforme vamos aprendendo juntos. O Matheus, que tem TDAH, funciona melhor quando a gente divide as atividades em partes menores. Em vez de pedir pra ele fazer uma pesquisa completa sobre um estilo teatral de uma vez só, peço pra ele primeiro buscar informações sobre um ponto específico. Depois avançamos pro próximo. Isso deixa ele menos sobrecarregado.

Com ele também uso muitos vídeos curtos e áudios porque ele se concentra melhor assim. Uma vez tentamos um esquema de leitura em grupo e não rolou legal pra ele; o ambiente ficou muito disperso. Então hoje uso mais material visual.

Já com a Clara, que tem TEA, é bem importante ter uma rotina estruturada pra ela se sentir segura. Costumamos usar um quadro com as atividades do dia bem desenhado no canto da sala. Sempre que a aula envolve algum tipo de interação em grupo mais intensa, tento preparar ela antecipadamente sobre como vai ser essa dinâmica. E também dou liberdade pra ela participar no ritmo dela.

O que não funcionou uma vez foi tentar forçar interação em um exercício de improvisação sem dar tempo pra ela se preparar mentalmente. Isso deixou ela desconfortável e agitada. Agora já sei que precisamos de mais previsibilidade e sempre temos um plano B adaptado.

No fim das contas, o segredo é escutar os meninos e adaptar conforme vamos caminhando juntos. Cada turma e cada aluno me ensina algo novo todo dia.

Bom, pessoal, é isso aí por hoje! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias aí da sala de aula. Se alguém tiver mais experiências ou dicas pra compartilhar sobre como lidar com essas situações ou mesmo outras dúvidas sobre a EF69AR24, tô aqui pra trocar ideia! Até mais!

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