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EF69AR06Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.

Artes visuaisProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69AR06 da BNCC, que é sobre desenvolver processos de criação em artes visuais, basicamente é a gente botar a molecada pra criar, né? Mas não é só sair desenhando ou pintando sem rumo. A ideia é eles conseguirem pegar um tema ou um interesse deles e transformar isso numa obra de arte, seja uma pintura, uma escultura, qualquer coisa assim. E o legal é que eles fazem isso tanto sozinhos quanto em grupo, usando materiais que têm ali na mão ou até mesmo coisas digitais como apps de desenho. Na prática, o aluno precisa conseguir pensar num projeto, planejar como vai fazer e depois meter a mão na massa. É importante que eles também aprendam a se organizar e a trabalhar junto com os colegas.

Quando os meninos entram no 6º ano, eles já sabem um pouco sobre cores, formas e materiais básicos. Na série anterior, trabalhamos muita coisa sobre as cores primárias e secundárias, um pouco de técnicas de desenho e pintura. Agora, a gente aprofunda isso um pouco mais e coloca um foco maior na criação com intenção, sabe? É tipo assim: antes eles faziam arte por fazer, agora fazem arte com propósito.

Bom, uma atividade que eu costumo fazer é o “Desafio da Natureza”. Eu peço pra turma se inspirar em elementos da natureza pra criar uma colagem. O material é simples: revistas velhas, papel colorido, cola e tesoura. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos porque aí eles podem trocar ideias e aprender uns com os outros. Normalmente levo duas aulas pra essa atividade: uma pro planejamento e início da colagem e outra pra finalizar e compartilhar com a turma.

Na última vez que fiz essa atividade, o grupo da Ana, do Lucas, da Camila e do João acabou se destacando. Eles decidiram criar uma colagem sobre o ciclo da água. Foi interessante ver como eles dividiram as tarefas: enquanto João buscava imagens de rios e nuvens nas revistas, Ana recortava figuras de gotas d’água em papel azul. Eles ficaram super empolgados quando perceberam que poderiam usar pedaços de alumínio pra representar o brilho do sol. No fim, apresentaram a colagem explicando cada parte do ciclo. Foi bacana ver a colaboração deles!

Outra atividade legal é a "Escultura Livre". Pra essa eu sempre arranjo massinha de modelar. É barato e eficaz pro que quero mostrar. Cada aluno faz sua própria escultura baseada num sentimento que escolheram expressar. No início da aula, mostro algumas imagens de esculturas famosas e discutimos rapidamente o que cada uma delas poderia estar expressando. Daí dou pra eles cerca de 40 minutos pra criar. A ideia aqui é individual mesmo, mas depois eles compartilham uns com os outros o que fizeram.

Um caso engraçado foi do Pedro. Ele decidiu representar "ansiedade". E aí ele fez uma escultura com várias cabeças pequenas ao redor de uma cabeça maior, dizendo que era como se fossem vozes na cabeça dele dizendo o que fazer. Todo mundo achou bem criativa a forma como ele colocou isso na massinha. E ele ainda deu um nome pra obra: "Mil Vozezinhas". Os colegas adoraram e foi bem legal ver como ele conseguiu expressar um sentimento tão complexo numa escultura.

Por fim, faço também um "Projeto Digital". A gente usa tablets da escola (quando tão disponíveis) ou os computadores do laboratório de informática. Os alunos criam uma peça digital usando aplicativos simples como Paint 3D ou até mesmo algo mais básico como o Paint normal. Eles escolhem um tema atual ou algo que tão vivendo ou curtindo no momento — pode ser sobre música, um filme novo ou até questões sociais como meio ambiente.

Na última vez que fizemos isso, a Letícia criou um poster digital sobre desmatamento na Amazônia. Ela usou imagens reais misturadas com desenhos dela mesma pra chamar atenção pro tema. Quando ela apresentou pra classe, rolou uma discussão bacana sobre o papel da arte na conscientização ambiental. Outros alunos se inspiraram e começaram a pensar em temas sociais pra seus próprios projetos.

O que eu mais gosto dessas atividades é ver como os alunos se envolvem e começam a perceber que arte pode ser muito mais do que só algo bonito de se ver — pode ser uma forma poderosa de expressar ideias e sentimentos! Eles ficam orgulhosos das suas criações e isso motiva ainda mais explorar novos materiais e técnicas.

Então é isso galera! Espero que essas ideias ajudem vocês aí nas suas escolas também. Bora trocar figurinhas sempre! Abraço!

E continuando aqui, falando sobre como a gente percebe que os meninos aprenderam mesmo essa habilidade, sem precisar de prova formal. Olha, é tudo uma questão de observar o comportamento deles no dia a dia. Imagina que você tá circulando pela sala durante uma atividade de criação. Quando vejo o Joãozinho, por exemplo, pegando aquele papel e já começando a rabiscar com um propósito definido, com aquela cara de concentração, já dá pra sentir que ele tá entendendo o processo. Ele não tá só desenhando por desenhar. Ele tá ali pensando no que quer passar. Às vezes, você escuta uma conversa entre a Marcela e a Luiza. A Marcela explicando com todo cuidado pra Luiza como ela fez pra escolher as cores da pintura dela. Isso é um sinal muito claro de aprendizado, porque ela conseguiu articular o próprio processo criativo.

Um dia desses, tava passando pela sala e vi o Pedro mostrando pro Lucas como ele usou uma técnica que a gente tinha conversado em aula passada, e o Lucas perguntando com curiosidade genuína. É aquele momento em que você pensa "ah, esse entendeu". Eles aprendem muito uns com os outros também, né? E eu sempre reparo nessas trocas, porque se um aluno consegue explicar pro outro, é porque ele internalizou mesmo o conteúdo.

Agora, vamos falar dos erros mais comuns. Olha, às vezes os meninos acabam se perdendo na ideia. O Gabriel, por exemplo, fez um trabalho sobre o tema da natureza e começou com uma ideia incrível de representar a floresta amazônica, mas daí ele foi colocando tanta coisa no desenho dele que perdeu o foco inicial. Isso acontece bastante. Eles têm tantas ideias e querem colocar tudo de uma vez só. É um erro comum porque estão animados demais ou porque ainda não têm aquela habilidade de filtrar o essencial. Quando isso rola, eu chego junto e converso com eles sobre a importância de focar na ideia principal e mostro como eles podem partir dali pra desenvolver as outras partes do projeto.

Outra situação é quando eles não planejam direito antes de começar. A Ana, por exemplo, começou a pintar sem pensar nas cores que ia usar e depois ficou frustrada porque o resultado não era o que ela esperava. Eu sempre reforço a importância do planejamento antes de botar a mão na massa. Então, quando pego esse erro na hora, ajudo os alunos a parar e repensar seus passos antes de continuar.

Agora falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA na minha turma... Olha, com o Matheus eu procuro fazer as atividades mais dinâmicas pra manter ele focado. Costumo dividir as tarefas em pequenas etapas pra ele não se perder e ir completando cada parte aos poucos. Tipo assim: ao invés de pedir pra ele fazer um grande quadro de uma vez só, eu divido em partes menores. E também dou algumas pausas programadas onde ele pode levantar um pouco ou fazer algo diferente por alguns minutos antes de voltar à atividade principal.

Pra Clara, que tem TEA, eu uso materiais visuais bem organizados e ajudo ela a seguir rotinas bem definidas. Como ela se dá muito bem com estrutura visual, crio guias passo-a-passo ilustrados pra ela trabalhar nas atividades. Uma vez fizemos uma escultura em argila e eu preparei um guia visual detalhado sobre como moldar cada parte da escultura antes dela montar tudo junto. Funciona super bem pra ela quando as instruções são visuais e claras assim.

Já tive algumas tentativas que não funcionaram também... Tipo quando tentei usar apps digitais pro Matheus achando que ia prender a atenção dele mais facilmente, mas acabou distraindo ele ainda mais com as várias opções na tela. Aprendi que nem sempre tecnologia é a solução pra tudo!

E assim vamos indo... É sempre uma troca constante entre tentar algo novo e ajustar de acordo com o que funciona melhor pra cada um dos alunos. E olha só... Vou ficando por aqui agora! Espero que essas histórias ajudem outros professores por aí com ideias e soluções pro dia a dia da sala de aula. Qualquer coisa tô sempre por aqui pra trocar mais experiências! Valeu!

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