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EF69AR11Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.

DançaElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69AR11 da BNCC é um negócio interessante, viu. Quando falam de “experimentar e analisar os fatores de movimento” no contexto da dança, a ideia é que os meninos comecem a perceber como certos aspectos do movimento influenciam a maneira como eles dançam. Esses fatores são o tempo, o peso, a fluência e o espaço. Isso significa que eles precisam experimentar como o tempo (tipo, se um movimento é rápido ou devagar), o peso (se está mais leve ou pesado), a fluência (se é mais contínuo ou cortado) e o espaço (se ocupa mais ou menos espaço) afetam a dança deles. Por exemplo, se eles já aprenderam a fazer um passo de dança simples no 6º ano, agora eles vão explorar como fazer esse mesmo passo mais rápido ou mais devagar muda completamente a experiência da dança.

Bom, explicando isso de uma maneira prática: imagina que os alunos conseguem fazer um giro básico. Legal, mas agora eu peço pra eles tentarem girar devagarinho, bem lentos, e depois de forma bem rápida. Aí eles vão perceber que só essa mudança de tempo já transforma o movimento. E isso se conecta com o que aprenderam antes porque, no 6º ano, já começaram a explorar movimentos básicos. Agora é hora de aprofundar e entender o impacto dos elementos individuais do movimento.

Então, deixa eu contar umas atividades que faço com minha turma do 7º ano pra trabalhar isso. Uma que gosto muito é a “Exploração dos Contrários”. Nessa atividade a gente não precisa de muito material, apenas um espaço livre — pode ser a própria sala se der pra afastar as carteiras, ou no pátio da escola. Peço pra galera formar duplas ou trios e dou uns comandos simples: “façam o movimento mais pesado que conseguirem”; depois: “agora façam ele mais leve”. Mais tarde eu falo: “tenta um movimento bem rápido agora” e em seguida “e agora o mais lento possível”. Essa atividade leva uns 20 minutos e gera umas reações engraçadas, porque os alunos percebem que às vezes achavam que estavam fazendo rápido ou leve, mas nem tanto. Da última vez que fiz isso, o João quase derrubou a Mariana quando tentou fazer um movimento pesado demais, todo mundo caiu na risada.

Outra atividade legal é a “Dança do Espaço”. Aqui eu uso fita adesiva colorida pra marcar áreas no chão. Faço quadrados grandes e pequenos por todo o espaço. A ideia é trabalhar como ocupar diferentes tamanhos de espaço influencia a dança deles. Coloco uma música pra tocar (geralmente algo instrumental pra não distrair muito) e peço pros alunos dançarem dentro de cada quadrado. Primeiro num grande, depois num pequeno. E aí vai alternando. Essa leva uns 30 minutos e no começo os meninos ficam meio tímidos em ocupar todo o espaço do quadrado grande ou se limitar no pequeno. Mas logo entram na brincadeira. Na última vez, a Ana Clara se empolgou tanto nos quadrados grandes que parecia estar num palco de verdade!

A terceira atividade que sempre faz sucesso é a “História Dançada”. Aqui eu divido a turma em grupos e cada um precisa criar uma pequena apresentação baseada numa história inventada por eles mesmos. Dou papel e caneta pros grupos escreverem pontos principais da história — geralmente coisa rápida — tipo 5 minutos pra planejar. Depois eles têm que traduzir essa história em movimentos que mostrem claramente mudanças de tempo, peso, fluência e espaço. O objetivo é ver como conseguem variar esses elementos enquanto contam uma história com o corpo. Eles têm uns 20 minutos pra preparar e depois cada grupo apresenta pro restante da turma. Essa atividade leva cerca de 1 hora no total — incluindo planejamento, ensaio e apresentação — mas vale super a pena porque os meninos ficam muito engajados. Na última vez o grupo do Gabriel apresentou uma história sobre um cachorro voador que passou por várias aventuras, foi engraçado ver como eles usaram movimentos leves e espaçados pra representar o voo do cachorro.

Enfim, essas atividades ajudam muito os alunos não só a entenderem melhor os conceitos da dança mas também a se expressarem mais livremente através do movimento corporal. É sempre legal ver como uma atividade simples pode gerar tanto aprendizado e diversão ao mesmo tempo! E aí, pessoal? Alguém tem outras ideias legais pra trabalhar essa habilidade? Adoro trocar experiências por aqui!

Então, continuando aqui sobre a habilidade EF69AR11. A forma como eu percebo que o aluno aprendeu sem usar prova formal é bem mais sobre o dia a dia mesmo, sabe? É aquele momento que tô circulando pela sala, olhando eles praticarem, e aí vejo aquele brilho nos olhos quando eles conseguem fazer algo que não conseguiam antes. Tipo, quando a Mariana tá dançando e de repente começa a ajustar o movimento dela pra ocupar mais espaço, e ela mesma percebe isso e solta um "ah, agora entendi o que você quis dizer com usar o espaço todo". Aquilo ali já é um baita sinal de que ela tá assimilando o conceito.

Outra coisa é ouvir as conversas entre eles. Quando o João vira pro amigo dele e explica como mudar o peso do corpo pode deixar um movimento mais interessante, eu sei que ele realmente captou a ideia. É legal ver esse tipo de interação, onde um aluno vira uma espécie de mini-professor pro outro. Eles se ajudam bastante e às vezes até melhoram a técnica entre eles mesmos.

Teve um dia que eu tava observando um grupo e a Letícia tava explicando pro Pedro que quando ele ajusta o tempo do movimento pra ser mais lento, ele ganha mais controle e isso faz com que o passo fique mais bonito. E você vê na cara do Pedro que caiu a ficha, sabe? Ele tenta de novo e consegue fazer melhor. Esse tipo de coisa é ótimo porque mostra que eles estão dialogando sobre os elementos da dança de uma forma prática.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha... muita gente confunde fluência com tempo. Tipo a Raquel, que sempre acha que pra algo ser fluido tem que ser rápido. Aí ela vai lá e acelera tudo achando que tá arrasando na fluência, mas acaba perdendo o controle do movimento. Isso acontece porque muitas vezes eles associam fluidez à velocidade por conta das danças que veem na TV ou na internet. E quando pego esse erro na hora, tento corrigir pedindo pra ela repetir o movimento em um ritmo mais pausado e perceber como isso também pode ser fluido.

Outro erro comum é o pessoal achar que dançar ocupando espaço significa se espalhar pela sala sem noção. O Lucas é mestre nisso! Ele começa a dançar e de repente tá quase esbarrando em todo mundo. Isso porque ele associa ocupar espaço com se mover desordenadamente pelo ambiente. Eu já puxei ele algumas vezes, expliquei que ocupar espaço é mais sobre expandir os movimentos dentro do próprio eixo dele também, e aí ele vai entendendo melhor.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, procuro criar atividades que permitem mais movimentação e menos tempo sentado ou parados ouvindo explicações longas. Ele funciona muito bem com instruções curtas e claras durante a prática. Tipo assim: "Matheus, agora vamos tentar usar menos espaço nesse passo". Quando as aulas são muito teóricas ou paradas, ele fica inquieto demais e perde o foco fácil.

Já a Clara, que tem TEA, eu procuro usar materiais visuais que ajudem ela a entender melhor os conceitos. Ela responde muito bem a cartões visuais mostrando os diferentes tipos de movimentos ou exemplos de como ocupar espaço adequadamente. E também dou um tempo maior pra ela processar as instruções antes de começar a atividade. O lance com ela é evitar mudanças bruscas de rotina, porque isso pode desestabilizar ela um pouco.

Uma coisa que não funcionou foi tentar incluir músicas muito rápidas ou com muitas mudanças bruscas de ritmo logo no início das atividades. Isso deixava tanto o Matheus quanto a Clara meio perdidos. Agora eu começo com músicas mais constantes e depois vou variando.

Bom, é isso aí pessoal! Vou ficando por aqui, espero que essas experiências possam ajudar vocês também nas aulas de arte por aí. Se tiverem outras dicas ou quiserem trocar ideia sobre práticas na sala de aula, tô por aqui! Abraços!

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