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EM13CNT205Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13CNT205, é aquele tipo de coisa que a gente precisa dar uma descomplicada pra molecada entender mesmo, sabe? Basicamente, o que eu vejo é que os alunos têm que aprender a lidar com incertezas. A ideia é que eles consigam interpretar resultados de experimentos, fazer previsões sobre fenômenos naturais ou processos tecnológicos e tenham noção de probabilidade e incerteza. Parece complicado, né? Mas não é tanto assim.

Por exemplo, pensa numa previsão do tempo. A galera do 2º ano do ensino médio já tem uma noção básica de probabilidade desde o fundamental, mas agora a gente aprofunda isso com coisas que eles veem no dia a dia. Tipo, como se fala que há 70% de chance de chover: o que isso realmente quer dizer? Será que eles vão levar guarda-chuva ou não? O importante é que eles não só vejam números ou previsões, mas entendam o contexto e os limites dessas informações. Eles precisam aprender a questionar: será que esses 70% são baseados em dados confiáveis? Dá pra tomar decisão só com esse número? Essa habilidade se conecta muito bem com o que eles já viram antes em matemática e ciências naturais, porque eles já aprenderam probabilidades básicas e agora estão aplicando isso em situações mais complexas.

Então, eu resolvi trazer três atividades práticas pra sala que ajudam muito nesse processo.

A primeira atividade é a clássica do "lançamento de dados", mas com um twist. Eu levo pra sala alguns dados comuns e outros truques, tipo aqueles dados viciados mesmo. Cada grupo de quatro alunos recebe um par desses dados e uma folha pra anotar resultados. A galera lança os dados 50 vezes e registra tudo. No final, cada grupo apresenta os resultados e tenta identificar se teve algum padrão estranho. Aí entra a discussão: por que um dado sempre dá mais seis do que o outro? Falo sobre probabilidade teórica e experimental e dá pra aprofundar bastante. Essa atividade leva uma aula toda, tipo uns 50 minutos. Os meninos adoram quando percebem que tem um dado viciado e começam a entender na prática o que é incerteza. Semana passada, por exemplo, o João ficou impressionado como o dado dele só dava número alto e começou a levantar teorias de conspiração na sala.

A segunda atividade envolve previsão do tempo, bem conectada com o exemplo inicial. Aqui eu peço pra cada aluno pegar no celular ou levar recortes de jornais ou revistas com previsões do tempo para uma semana inteira, pra diferentes lugares do Brasil. A ideia é comparar essas previsões ao longo da semana com o que realmente acontece. Antes disso começar, a gente discute o que significa "probabilidade de chuva" e como essas previsões são feitas. Depois da semana de observação, os alunos trazem os dados e discutimos juntos onde as previsões acertaram ou erraram e por quê. Essa atividade é legal porque usa algo do cotidiano deles e dura uns 15 minutos por dia durante uma semana inteira pra observar os resultados. Da última vez, a Maria trouxe uns recortes de jornal velhos e ficou indignada como erraram na previsão de sol pra Goiânia enquanto chovia canivete.

A terceira atividade é usar simulações online sobre pandemias (no caso, foi bem útil durante a COVID-19). Existem simuladores disponíveis na internet onde você pode ajustar variáveis como taxa de contágio ou eficiência da vacina pra ver como isso afeta a propagação da doença. Eu reservo um dia no laboratório de informática da escola e deixo os meninos mexerem nesses simuladores em duplas. Eles têm que anotar como cada ajuste impacta nos resultados finais e depois apresentar suas conclusões pro resto da turma. Assim eles entendem melhor como modelos científicos funcionam com base em probabilidades e incerteza. Da última vez que fizemos isso, o Pedro e a Ana ficaram surpresos em ver como uma pequena mudança na taxa de transmissão pode fazer um impacto gigante nos números finais.

O legal dessas atividades é que elas geram muitas discussões valiosas na turma sobre como interpretar dados científicos na prática e reconhecer as limitações disso tudo. E olha, não importa quantas vezes eu faça essas atividades, sempre tem algum aluno que traz uma perspectiva nova ou faz uma pergunta inesperada que enriquece ainda mais nosso aprendizado.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado quem tá pensando em como abordar essa habilidade com os alunos. Qualquer coisa só perguntar aí!

Aí, continuando sobre como perceber se os meninos estão mesmo aprendendo sem ficar só naquela de aplicar prova formal. O que eu faço muito é andar pela sala, ouvir a conversa da galera e prestar atenção nessas conversas entre eles. Sabe quando você tá explicando uma coisa e vê que um aluno vira pro colega e começa a explicar do jeito dele? Isso é lindo de ver! É tipo assim, quando o Lucas, por exemplo, tava explicando pra Giovana sobre como o vento influencia as previsões do tempo. A Giovana tava meio perdida, mas o Lucas usou o exemplo do jogo de futebol no fim de semana pra falar sobre como as nuvens se movem. Na hora eu pensei "cara, esse entendeu".

Outro momento que vejo que eles pegaram a ideia é quando começam a questionar coisas do dia a dia usando o que aprenderam. Teve um dia que a Ana veio me perguntar por que se na previsão do tempo falavam que tinha 70% de chance de chover e não choveu. Aí eu perguntei "o que você acha?" e ela começou a listar várias possibilidades, tipo vento mudando de direção, umidade que caiu. Isso mostra que ela tá começando a ligar os pontos, né?

Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que a galera comete nesse conteúdo. Um clássico é confundir probabilidade com certeza. Tipo assim, o João outro dia tava dizendo que se a previsão diz 80% de chance de chover, então vai chover com certeza. Eita! Aí eu paro tudo e tento esclarecer. Falo pra pensar na probabilidade como uma chance num jogo de dados: mesmo com muitas chances de cair um número, nunca é garantido.

Outra coisa é quando eles pegam uma parte da equação e não consideram todas as variáveis envolvidas. Teve a Fernanda que tava fazendo uma atividade e esqueceu totalmente da pressão atmosférica nas previsões meteorológicas. Ela focou só na temperatura e umidade. Quando eu pego isso na hora, tento fazer perguntas abertas pra ver se eles mesmos chegam à resposta certa: "E se algo mudar no ambiente?"

Agora, sobre adaptar pras necessidades do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA... Bom, isso é uma parte que precisa de muita atenção e carinho. Com o Matheus, por exemplo, eu tento deixar as atividades mais dinâmicas. Ele se perde fácil se a explicação for longa demais. Então eu uso muito recurso visual e lúdico. Tipo umas cartas com imagens de nuvens ou gráficos de previsão do tempo pra ele manipular e entender melhor. O que não funciona é querer que ele fique parado por muito tempo escutando só teoria.

Já com a Clara, é um pouco diferente. Ela precisa de rotina pra se sentir segura e ter clareza nas instruções. Então sempre antes de começar qualquer atividade, eu explico o passo a passo pra ela separadamente, às vezes uso um quadro pra desenhar o processo todo pra ela ver num visual só. E funciona bem! Mas já percebi que ela fica bem desconfortável se mudo alguma coisa no planejamento sem avisar antes.

Então é isso, pessoal! Ensinar esses meninos é um desafio diário, mas também é uma alegria ver eles crescendo e entendendo o mundo ao redor deles cada vez mais. É uma sensação boa perceber essas pequenas vitórias no dia a dia. Bom trocar essas experiências aqui com vocês! Abraço e até a próxima conversa!

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