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EM13CNT103Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar o conhecimento sobre as radiações e suas origens para avaliar as potencialidades e os riscos de sua aplicação em equipamentos de uso cotidiano, na saúde, no ambiente, na indústria, na agricultura e na geração de energia elétrica.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT103 da BNCC, para mim, é sobre fazer a galera entender que radiações não são só aqueles raios misteriosos de filme de ficção científica, mas algo bem presente no nosso dia a dia. A ideia é que eles consigam avaliar tanto as vantagens quanto os riscos que as radiações trazem em diferentes contextos. Então, tipo assim, quando eu penso nesse conteúdo, quero que os meninos consigam olhar pro micro-ondas de casa e entender como ele funciona e quais são os cuidados, por exemplo. Ou ainda, quando falamos de exames de raio-X, quero que eles saibam por que a gente usa um avental de chumbo e como isso tá ligado à proteção contra radiações.

Na prática, a turma tem que ir além do “isso é perigoso” ou “isso é seguro” e realmente investigar e ponderar os impactos. Quando observamos as séries anteriores, eles já vêm com uma noção básica do que são as radiações. Tipo, sabem que o sol emite radiação ou que o celular também tem suas ondas. O desafio está em aprofundar isso pra outros contextos e ensinar a avaliar criticamente cada situação.

Agora vou compartilhar três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é bem mão na massa e chama a atenção da turma logo de cara. Chamo de “Desvendando os dispositivos do dia a dia”. A ideia é dividir a galera em pequenos grupos e pedir que tragam equipamentos de casa ou da escola mesmo: celular, micro-ondas, controle remoto, lâmpada fluorescente. Cada grupo pega um equipamento e pesquisa como ele funciona, focando em identificar se e como usa radiações. Para isso, eles usam celulares pra pesquisar na internet — nada muito sofisticado, mas funciona bem pra eles começarem a explorar.

A turma geralmente leva uma aula inteira nesse processo de pesquisa e discussão. Aí vem a hora legal: cada grupo apresenta suas descobertas pros outros e discutem as potenciais aplicações e riscos dessas radiações. A última vez que fiz essa atividade, o Pedro trouxe um rádio velho do avô dele e o grupo dele ficou meio perdido no começo. Mas aí a Mariana lembrou das aulas passadas sobre ondas eletromagnéticas e conseguiram ligar isso às transmissões de rádio. Foi massa ver a compra deles com o conteúdo.

Outra atividade bacana é o “Debate dos Raios”. Aqui eu divido a turma em dois grandes grupos: um vai defender os benefícios das radiações em determinado contexto (tipo saúde ou energia) e o outro vai levantar os riscos associados. Para preparar, eles têm uma aula pra pesquisar sobre o tema designado pro grupo — uso artigos online ou até vídeos curtos que explicam conceitos complexos de forma simples. Na aula do debate mesmo, cada grupo tem um tempo pra expor seus argumentos e depois rola uma discussão aberta.

Essa atividade costuma durar duas aulas: uma pra pesquisa e preparação e outra pro debate em si. É sempre interessante ver como eles se empolgam durante o debate. Na última vez, quando falamos sobre energia nuclear, o João ficou todo inflamado defendendo as usinas nucleares como solução pro aquecimento global. Já a Ana trouxe umas informações sobre acidentes nucleares que deixaram todo mundo pensativo. No fim das contas, eles acabam aprendendo muito uns com os outros.

Por último, gosto de fazer uma atividade chamada “Passeio pelo hospital”. Calma lá, não levo eles literalmente pro hospital! É mais uma viagem virtual mesmo. Mostro vídeos sobre como as radiações são usadas em diagnósticos médicos, tipo exames de raio-X ou ressonância magnética. Depois dos vídeos, rola um bate-papo com a turma sobre como esses procedimentos são feitos com cuidado justamente por envolverem radiações.

Nessa atividade, a gente gasta cerca de uma aula: metade assistindo aos vídeos e metade discutindo os conteúdos. Os meninos geralmente ficam impressionados com as imagens dos procedimentos médicos e tenho sempre que explicar umas coisas duas ou três vezes até todo mundo pegar o jeito. Na última vez que fizemos isso, o Lucas perguntou se o médico usa essas máquinas todo dia sem ficar doente por causa das radiações. Foi aí que entramos numa discussão super rica sobre EPI (equipamentos de proteção individual) e medidas de segurança nos hospitais.

Eu sinto que essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem melhor essa habilidade da BNCC com exemplos concretos e próximos da realidade deles. No fim das contas, quero mesmo é que saiam da escola preparados pra tomar decisões informadas sobre temas tão relevantes como esse. E é isso aí! Espero ter ajudado com algumas ideias legais pro coleguinha novo aí na escola! Até mais!

Aí, pessoal, continuando no assunto, acho que uma das melhores formas de perceber que os alunos entenderam mesmo a parada da radiação é quando eu tô andando pela sala e escuto eles conversando entre si. Tipo, é muito legal ver aquele momento em que um aluno vira pro outro e solta algo como: "Ah, mas você sabe que o micro-ondas funciona com radiação, né? Mas é um tipo específico, não tem nada a ver com aquelas radiações perigosas de acidentes nucleares." Quando escuto isso, já fico com aquele sentimento de missão cumprida. E também quando eles começam a fazer aquelas conexões do dia a dia, tipo comentando num papo sobre como os raios solares são formas de radiação e por que é importante usar protetor solar. Outro sinal é quando um aluno explica pro outro e faz isso de forma clara, sem aquela cara de dúvida. Se o João tá falando pra Ana como o raio-X ajuda a ver dentro do nosso corpo sem precisar cortar a pele e usa exemplos da aula, eu sei que ele pescou a ideia.

Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que acontecem direto. Tipo o Pedro que vira e mexe confunde radiação ionizante com não-ionizante. Teve uma vez que ele tava comentando que usar celular podia causar câncer porque "é tudo radiação". Aí, tive que parar e explicar. Mostrei pra ele que a radiação do celular é diferente daquela de uma usina nuclear ou dos raios-X. Erros assim acontecem porque tem muita informação desencontrada na internet e os meninos acabam misturando tudo na cabeça. Quando vejo esses erros na hora, tento imediatamente corrigir explicando de novo e pedindo pra eles darem exemplos próprios. Assim, eles vão ajustando o entendimento.

E falando agora do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA... Bom, o Matheus é daqueles que precisa estar sempre em movimento. Então, pra ele, tento fazer atividades mais práticas e dinâmicas. Tipo assim, teve uma vez que fizemos uma experiência simulando um raio-X com lanternas e folhas de papel; ele adorou porque conseguiu mexer nas coisas e participar ativamente. Já com a Clara, preciso ser mais cuidadoso com estímulos visuais e sonoros excessivos. Ela se dá bem quando tem um roteiro claro do que vai rolar na aula. Com ela, tenho usado materiais visuais mais calmos e organizados: tipo infográficos simples e curtos sobre os tipos de radiação.

Ah, sobre o tempo... Pro Matheus, dou tarefas divididas em blocos menores pra ele manter o foco melhor. E com a Clara, às vezes deixo ela continuar no mesmo ponto se ela precisar de mais tempo pra processar alguma informação. O bacana é que ela tem um jeito impressionante de pegar detalhes que ninguém mais percebeu.

Já teve coisa que não deu certo também. Tentei uma vez usar um vídeo cheio de efeitos pra falar sobre radiações ionizantes e não-ionizantes. O Matheus não parava quieto porque tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo na tela e a Clara ficou desconfortável com tanto estímulo visual. Aprendi aí que às vezes menos é mais.

Bom, gente, é isso aí! O ensino é sempre sobre ajustar as velas conforme os ventos mudam. A experiência de sala de aula é cheia dessas descobertas diárias e desafios constantes. Mas quando a gente vê aqueles momentos em que os alunos se apropriam do conhecimento e usam na prática do dia a dia... Ah, aí não tem preço! Espero ter ajudado aí quem tá navegando no mesmo barco ou buscando ideias novas pros seus alunos.

Até mais!

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