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EM13CNT201Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e discutir modelos, teorias e leis propostos em diferentes épocas e culturas para comparar distintas explicações sobre o surgimento e a evolução da Vida, da Terra e do Universo com as teorias científicas aceitas atualmente.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT201 da BNCC é um baita desafio, mas é também muito bacana de trabalhar na sala de aula. O que a gente precisa fazer é ajudar a galera a entender como diferentes épocas e culturas explicaram o surgimento e a evolução da vida, da Terra e do Universo. Não é só sobre listar teorias e modelos, mas sim comparar essas explicações antigas com o que a ciência aceita hoje. Tipo, os meninos têm que conseguir ver como as ideias foram mudando ao longo do tempo e por quê. Isso ajuda eles a perceberem que a ciência é uma construção coletiva que evolui com novas descobertas.

Quando os alunos chegam no 1º ano do Ensino Médio, eles já têm um certo entendimento básico sobre evolução e teorias científicas lá do Ensino Fundamental. Eles ouviram falar de Darwin, sabem mais ou menos sobre o Big Bang, mas muitas vezes ainda veem tudo de forma isolada, sem conectar como essas ideias surgiram em contextos culturais e históricos diferentes. Aí é que entra essa habilidade, pra abrir os horizontes deles.

Uma das atividades que faço envolve usar vídeos curtos e artigos simples sobre cosmogonias de diferentes culturas, como mitos de criação gregos, africanos e indígenas. Trago também resumos sobre teorias científicas mais antigas, tipo o modelo geocêntrico de Ptolomeu e as ideias de Copérnico. Aí, eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou um tempo pra eles lerem ou assistirem os materiais e preparar uma pequena apresentação. Isso geralmente leva umas duas aulas. Os alunos ficam super animados, especialmente quando descobrem como algumas culturas viam o universo de forma tão diferente. Da última vez que fiz essa atividade, a Ana Paula ficou intrigada com as histórias dos índios guaranis e fez um monte de perguntas depois. É legal ver eles se interessarem assim.

Outra atividade é o debate. Eu dou pra eles um tema polêmico pra discutir, tipo criação x evolução. Antes do debate, eles precisam pesquisar argumentos dos dois lados. Uso textos da internet mesmo, mas sempre reviso antes pra garantir que são fontes confiáveis. Divido a turma em dois grupos e cada um defende uma posição. Eles têm uma aula pra se preparar e outra pro debate em si. É impressionante ver como alguns alunos se soltam nessas horas. O Rafael, por exemplo, sempre é meio quieto nas aulas normais, mas no último debate ele argumentou tão bem que impressionou todo mundo. Aí eu penso: missão cumprida.

E tem também o projeto final do bimestre, que é bem completo e leva umas três semanas pra fazer. Os alunos criam uma linha do tempo das teorias sobre o universo e a evolução da vida. Eles usam cartolina ou fazem digitalmente e precisam incluir pelo menos cinco teorias diferentes de épocas distintas, explicando cada uma em suas palavras e comparando com as teorias atuais. Cada grupo escolhe uma forma criativa de apresentar o trabalho pra turma toda — vale teatro, música, tudo! Da última vez, o grupo do João fez uma música incrível parodiando uma canção famosa pra explicar a transição do modelo geocêntrico pro heliocêntrico e foi o maior sucesso.

Essas atividades acabam mostrando pra galera que não existe uma única história sobre o universo ou sobre como ele foi explicado ao longo do tempo. Eles percebem que muitas ideias lá de trás contribuíram pro conhecimento que temos hoje — mesmo aquelas que estavam erradas à luz das descobertas atuais! Isso tudo ajuda não só no conteúdo da disciplina em si, mas também a desenvolver o pensamento crítico deles.

Enfim, trabalhar essa habilidade da BNCC tem sido uma experiência muito enriquecedora tanto pra mim quanto pros meus alunos. Eles saem dessas atividades mais curiosos e questionadores. E eu saio sempre aprendendo algo novo também com as perguntas deles! No fim das contas, esse é um dos grandes baratos de ser professor: ver a galera crescendo e se desenvolvendo desse jeito!

Quando tô andando pela sala, dá pra perceber se a galera tá entendendo mesmo. Tipo, eu sempre dou uma circulada, escuto as conversas e olho os trabalhos em grupo. Aí tem aqueles momentos mágicos, sabe? Como quando o Lucas tava explicando pra Maria sobre a teoria do Big Bang. Ele disse algo tipo: "Olha, antes, muita gente achava que o universo era estático, mas aí descobriram que ele tá expandindo". Fiquei só observando e vendo que ele pegou a ideia principal e mais: tava conseguindo passar pra colega de um jeito que ela entendia também.

Outra hora bacana foi quando eu tava passando pelas mesas e vi o João discutindo cultura maia com o Pedro. Eles estavam comparando as explicações maias sobre a origem do mundo com as teorias científicas atuais. O João falou: "Os maias tinham uma visão bem diferente do surgimento da vida, tipo uma coisa bem ligada aos deuses, né? Mas hoje a gente vê que a ciência explica isso com evoluções e tal". Nesse momento, percebi que eles estavam começando a fazer essas conexões entre diferentes visões de mundo.

Mas, claro, nem tudo são flores. Tem uns erros que aparecem direto e são bem comuns. Um exemplo é quando a Ana achava que a evolução das espécies aconteceu de uma hora pra outra, tipo um estalo. Ela dizia: "Professor, então o macaco virou humano assim do nada?". Isso rola porque às vezes eles não conseguem entender bem o conceito de tempos geológicos e mudanças graduais. Nessas horas, eu paro tudo e explico com exemplos mais visuais. Tipo, mostro imagens de fósseis ou uso animações que ilustram essas transformações ao longo do tempo.

Outro dia teve o caso do Felipe confundindo cosmologia com astrologia. Durante uma apresentação ele comentou: "Então, na cosmologia de hoje a gente usa horóscopos pra prever coisas do universo". Tive que dar aquela risadinha e explicar direitinho as diferenças entre estudar a origem e estrutura do universo (cosmologia) e os signos do zodíaco (astrologia). É erro por falta de clareza em palavras parecidas, né? Aí eu aproveito pra reforçar mais a parte de vocabulário específico.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, eu procuro adaptar as atividades pra ele conseguir se concentrar melhor. Eu uso quebra-cabeças visuais ou jogos didáticos que permitem ele aprender enquanto se mexe, sabe? E também deixo ele usar o fone com música instrumental pra ajudar na concentração durante tarefas individuais. Já fiz grupos menores pra ele participar. Isso funciona porque não sobrecarrega tanto ele com muitos estímulos ao mesmo tempo.

A Clara, que tem TEA, gosta mais de rotinas previsíveis. Então eu mantenho um cronograma visual na sala, mostrando o que vamos fazer em cada período. Isso ajuda ela a se situar melhor no ambiente. Também tento adaptar as explicações com imagens e gráficos coloridos porque ela responde super bem a estímulos visuais. Uma coisa que não funcionou foi quando tentei fazer atividades em grupo grandes com ela sem preparação prévia; aí ela ficou meio perdida.

Bom, sei que lidar com essas diferenças é desafiador, mas é gratificante ver como todos podem progredir e entender o conteúdo quando encontram os métodos certos. A gente aprende junto com os alunos todos os dias, né?

E é isso aí! Espero que essas dicas ajudem vocês também nas suas salas de aula com essa habilidade tão rica em possibilidades. Se alguém tiver outras experiências ou sugestões, compartilhem por aqui! Até a próxima!

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