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EM13CNT202Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus diferentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT202 da BNCC, a primeira vez que li, parecia um daqueles textos complicados, né? Mas depois, quando a gente descomplica na prática, dá pra ver que não é nenhum bicho de sete cabeças. Na real, o que essa habilidade pede é que os alunos consigam entender como a vida se manifesta de várias formas e em diferentes níveis. Vai desde o micro, tipo células e tecidos, até o macro, como ecossistemas inteiros. Além disso, eles têm que perceber como as condições do ambiente influenciam tudo isso. Não é só saber o que é uma floresta ou um mangue, por exemplo, mas entender por que eles são do jeito que são e como mudanças neles podem impactar tudo.

Pra gente que tá na sala de aula, isso significa que os alunos precisam ter uma noção bem bacana de biologia e ecologia, mas também de química e física, porque tá tudo conectado. Eles já vêm do primeiro ano com uma base disso aí, já estudaram sistemas do corpo humano, cadeia alimentar e tal. Aí no segundo ano a gente aprofunda pra ver como esses conhecimentos se aplicam em diversas situações.

Bom, vou contar agora três atividades que eu faço na minha turma do 2º ano do ensino médio. Dá trabalho? Dá. Mas é bacana demais ver os meninos se empolgando.

Uma das atividades que faço é a famosa "Aula ao Ar Livre". Escolho um parque aqui perto da escola e organizo um dia pra gente ir lá. Os meninos já ficam animados só de sair da sala de aula. A ideia é observar as plantas, os animais e até o solo. Eu levo umas lupas e algumas fichas com perguntas chave tipo "Que tipo de vegetação você vê?" ou "Quais são as condições do solo aqui?". A turma se divide em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e cada grupo tem que anotar suas observações. Isso leva uma manhã inteira, umas 3 horinhas. Quando fizemos isso da última vez, a Ana Clara descobriu uma lagartixa camuflada numa pedra e ficou maravilhada em ver como ela tava ali quietinha se escondendo dos predadores. Foi um momento massa porque ela conseguiu ligar tudo aquilo que estudamos em sala sobre adaptação e sobrevivência.

Outra atividade que funciona bem é a "Simulação Virtual de Ecossistemas". Essa é mais tecnológica. Uso um software bem simples que simula diferentes tipos de ecossistemas e condições ambientais. Cada aluno tem acesso a um computador ou tablet (a escola tem um laboratório de informática que salva nessas horas). Organizo uma sessão no laboratório onde eles podem brincar com as variáveis do ecossistema: tipo mudar temperatura, quantidade de água, adicionar ou remover espécies e ver o que acontece. É como se fosse um jogo e eles adoram! Dá pra fazer isso em uma aula dupla de 100 minutos. O João Pedro sempre fica impressionado ao ver como pequenas mudanças podem causar um grande impacto no equilíbrio ecológico. E ele sempre me diz: "Profe, nunca imaginei que dá pra aprender biologia assim brincando!"

Por último, eu faço o "Debate dos Fatores Limitantes". Essa atividade é mais teórica e rola em sala mesmo. Divido a turma em dois grandes grupos e cada grupo defende uma posição sobre um problema ambiental específico que discutimos previamente. Um grupo pode defender a conservação da Amazônia enquanto o outro grupo argumenta sobre a necessidade de aproveitar seus recursos naturais para o desenvolvimento econômico. Eles têm que usar tudo aquilo que aprenderam sobre fatores limitantes e condições ambientais para embasar seus argumentos. Dura uma aula inteira, uns 50 minutos. A turma sempre fica animada quando chega essa parte do debate onde eles podem argumentar livremente, mas com respeito e embasamento. O Lucas sempre traz uns pontos interessantes sobre economia que fazem todos pararem pra pensar.

Essas atividades ajudam demais a tornar o conteúdo mais concreto pra galera. Eles acabam percebendo na prática como tudo isso está conectado com a vida real deles. Ver os meninos empolgados com os conteúdos faz qualquer esforço valer a pena! É isso aí, a gente vai descomplicando o ensino dia após dia. E você? Como tem colocado esse tipo de habilidade em prática na sua turma?

Então, quando a gente fala em perceber que o aluno aprendeu sem aquela prova tradicional, sabe, é mais sobre estar atento no dia a dia. Eu gosto muito de ficar circulando pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Às vezes fico só escutando o papo deles. Outro dia, estava rolando uma atividade em grupo sobre ecossistemas e ouvi a Júlia explicando pro Pedro como a poluição afeta o ciclo da água num mangue. Ela usou um exemplo de uma reportagem que a gente tinha visto na semana anterior. Eu pensei: "Pô, essa entendeu direitinho o lance". Esse tipo de coisa é um sinal claro de aprendizado pra mim.

E tem também aqueles momentos mágicos quando um aluno começa a fazer perguntas que vão além do que foi dado em aula. O Caio, por exemplo, veio me perguntar se as mudanças climáticas poderiam alterar a biodiversidade de uma floresta amazônica inteira. Aí eu vejo que o menino tá ligando os pontos e ampliando o raciocínio por conta própria.

Mas, olha, nem tudo são flores. Os erros comuns? Ah, são vários. Um clássico é quando os meninos confundem conceitos básicos, tipo assim: "professor, então se não chove num lugar, é porque acabou a água no mundo?". A Ana achou que era isso uma vez. Aí eu percebo que precisa dar aquela revisada na noção de ciclo da água. Outra confusão comum é misturar os tipos de biomas com ecossistemas específicos. O Lucas achava que todo mangue era igual, independentemente da região do país. Aí tive que puxar ele de canto e mostrar uns mapas e fotos pra ele ver as diferenças.

Quando pego um erro desses na hora, tento corrigir ali mesmo sem chamar muita atenção pra não deixar o aluno constrangido, sabe? E sempre gosto de usar exemplos ou analogias simples pra clarear a ideia deles.

Agora, falar do Matheus e da Clara... Olha, com o Matheus, que tem TDAH, a abordagem muda um pouco. Ele fica bem agitado às vezes e tem dificuldade de atenção, mas é um menino muito curioso. Gosto de usar atividades que ele possa mexer com as mãos ou que envolvam movimento. Uma vez fizemos um experimento sobre fotossíntese usando plantas que ele teve que colocar na luz do sol e depois na sombra. Isso ajudou ele a ficar focado na atividade. E também dou pausas mais frequentes pra ele se mexer um pouco.

Com a Clara, que tá dentro do espectro autista, eu já preciso organizar as atividades de uma forma mais previsível e clara. Ela se dá muito bem com gráficos e mapas mentais. Então sempre incorporo isso nas aulas pra ela entender melhor os conteúdos. Uma vez ela fez um mapa mental dos ecossistemas com desenhos lindos, foi até emocionante ver a dedicação dela.

O que não funcionou tão bem foi uma vez que tentei fazer uma atividade muito aberta sem instruções claras. O Matheus ficou perdido e a Clara ficou angustiada por não saber por onde começar. Aprendi ali que preciso ser mais estruturado com eles.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. É sempre um desafio adaptar as aulas pra que todos os alunos consigam aprender e se interessar pelo conteúdo. Mas quando a gente vê o brilho no olhar deles ao entenderem alguma coisa nova, ah... isso não tem preço! Espero ter ajudado vocês com essas experiências de sala de aula. Qualquer dúvida ou ideia nova, tô por aqui! Abraços!

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