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EM13CNT207Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Identificar, analisar e discutir vulnerabilidades vinculadas às vivências e aos desafios contemporâneos aos quais as juventudes estão expostas, considerando os aspectos físico, psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divulgar ações de prevenção e de promoção da saúde e do bem-estar.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade aí da BNCC, a EM13CNT207, o que eu entendo na prática é que a gente tá ajudando os meninos a se ligarem nas coisas que podem afetar a saúde e o bem-estar deles hoje em dia. Sabe aqueles papos sobre redes sociais, ansiedade, bullying, alimentação, tudo isso? Então, são esses desafios que eles enfrentam diariamente, e nós, como professores, precisamos dar uma força pra eles identificarem essas situações e aprenderem a lidar com isso de uma maneira mais saudável.

Os alunos têm que conseguir perceber que essas vulnerabilidades não são só sobre o que se vê por fora. Elas envolvem também coisas mais internas, tipo emoções e sentimentos. E além disso, tem o lance social. Eles precisam entender que tudo isso tá conectado. Tipo assim: um problema emocional pode ter um impacto físico e vice-versa. Na série anterior eles já tinham um pouco dessa noção, porque a gente fala sobre saúde e bem-estar desde cedo. Mas agora a ideia é aprofundar e discutir mais esses aspectos dentro do contexto deles.

Agora vou te contar como eu coloco isso em prática lá na sala com os meninos do 2º ano do Ensino Médio. A primeira atividade que costumo fazer é um debate sobre redes sociais e saúde mental. A gente usa vídeos curtos de uns 5 minutos que encontro no YouTube, sabe? Coisa simples mesmo, mas que provoca reflexão. Eu divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por discutir um aspecto específico: tipo impacto do uso excessivo das redes sociais, comparação social ou até mesmo cyberbullying.

Os grupos têm uns 20 minutos pra discutir e depois a gente faz uma roda de conversa. A última vez que fiz essa atividade rendeu bastante. A Luísa comentou sobre como às vezes ela se sente mal por ver as fotos dos amigos sempre felizes e o Pedro trouxe uma perspectiva bacana sobre como ele tenta filtrar melhor as informações pra não se sentir sobrecarregado. Os alunos adoram porque conseguem ver que não estão sozinhos nessas questões.

Outra atividade que rolou bem foi uma oficina de alimentação saudável. Eu trouxe um nutricionista amigo meu pra bater um papo com os alunos. Não precisa de muito: só a sala mesmo e uns slides que ele preparou pra ilustrar. A ideia é eles conectarem como a alimentação pode afetar não só o corpo, mas também a mente. Durou uma aula inteira, cerca de 50 minutos.

Nesse dia eu lembro bem da reação do Gustavo. Ele ficou impressionado ao saber que certos alimentos podiam influenciar o humor dele. "Achei que era só coisa de quem quer emagrecer", ele disse todo surpreso. Foi legal ver como algo aparentemente simples pode abrir tanto os olhos da galera.

A terceira atividade é mais pro lado físico: uma caminhada ecológica no parque aqui perto da escola. Organizo geralmente numa sexta-feira à tarde quando dá pra sair com a turma toda. Antes da caminhada, faço questão de discutir com eles sobre os benefícios da atividade física regular pro bem-estar geral — físico e mental — e como estar em contato com a natureza ajuda a aliviar o estresse.

Na última caminhada, teve um momento especial quando o Rafael comentou sobre como ele sempre achou besteira essa história de 'conectar-se com a natureza', mas que depois daquela tarde ele sentiu realmente uma paz diferente dentro dele. É incrível porque essas atividades fazem eles refletirem muito além da sala de aula.

O tempo dessas atividades varia bastante, mas sempre tento encaixar dentro de uma ou duas aulas no máximo. Os meninos costumam reagir muito bem porque é diferente daquela aula tradicional na carteira, sabe? Eles gostam quando trazemos coisas do cotidiano deles pra dentro da sala.

E assim vamos indo, tentando sempre achar novos jeitos de abordar essas questões importantes de forma que faça sentido pra eles. É desafiador? É! Mas também extremamente gratificante quando vejo a galera começando a entender melhor suas relações consigo mesmos e com o mundo ao redor.

E aí? Como vocês trabalham essa habilidade na escola de vocês? Tô curioso pra saber e trocar umas ideias!

Olha, pra perceber que os meninos aprenderam mesmo, eu vou muito além da prova formal. Adoro observar o dia a dia deles na sala. A gente que tá há tanto tempo em sala de aula já começa a pegar essas nuances, né? Por exemplo, quando eu circulo pela sala durante uma atividade em grupo ou até quando eles estão só conversando entre si, dá pra sacar muita coisa.

Uma vez, eu tava circulando pela turma enquanto eles discutiam em grupos sobre saúde mental. O João tava explicando pro grupo dele sobre como o sono afeta o humor e o desempenho na escola. Ele disse algo como "se a gente não dorme direito, fica meio lerdo no outro dia, né?" e foi desenvolvendo o raciocínio. Fiquei ali do lado só ouvindo e pensei: "esse aí pegou a ideia!". Não precisou de prova pra eu ver que ele entendeu como uma coisa tá ligada na outra.

Outra coisa é quando um aluno faz uma pergunta mais aprofundada ou puxa uma discussão mais complexa. Isso geralmente é sinal de que ele não só entendeu o básico, mas tá pensando além. Teve um dia que a Ana perguntou se o tempo que passamos nas redes sociais pode mesmo afetar nossa saúde mental tanto quanto a falta de sono. Daí eu percebo que ela tá relacionando conceitos e pensando criticamente.

Agora, quando falamos dos erros mais comuns, os meninos costumam tropeçar bastante na hora de aplicar essas ideias no dia a dia deles. O Pedro, por exemplo, vive achando que só porque ele tem uma alimentação saudável de vez em quando já tá garantindo bem-estar. Ele não percebe que é um conjunto de hábitos que precisa mudar. Aí, quando pego esse erro na hora, tento ajudá-lo a ver o todo e não só parte do problema.

Outra coisa comum é a galera confundir conceitos científicos com crenças populares. A Marina outro dia veio com a ideia de que beber água com limão em jejum "cura" tudo, desde ansiedade até insônia. Nessas horas, eu paro pra dar aquela explicada básica sobre como nem tudo que se fala por aí tem base científica. Faço eles pesquisarem fontes confiáveis e trazerem isso pro debate na sala.

Com relação a alunos com necessidades específicas, cada caso é único, né? O Matheus tem TDAH e com ele, precisei ajustar algumas coisas. Primeiro, tento sempre manter as atividades curtas e dinâmicas pra ele não perder o foco. Também dou feedbacks imediatos pra ele saber se tá no caminho certo ou não. Uma estratégia que funcionou foi deixar que ele se movimentasse mais pela sala durante as atividades. Sentar ele perto da janela ou da porta também ajuda.

Já com a Clara, que tem TEA, o foco é na previsibilidade e rotina. Ela se beneficia muito quando sabe o que vai acontecer em cada etapa da aula. Eu sempre deixo um cronograma do dia no quadro e tento seguir à risca pra não gerar ansiedade. Ah, e uso muito material visual e apoio em tecnologia: slides com imagens claras ajudam bastante no entendimento dela.

Por outro lado, já teve coisa que tentei e não deu certo. Uma vez tentei um projeto em grupo muito aberto e informal pros dois participarem juntos e foi um caos. O Matheus ficou disperso demais e a Clara se perdeu nas interações menos estruturadas. Aprendi que precisa ter um meio-termo aí: clareza nas instruções e espaço pra cada um expressar suas ideias no seu ritmo.

No fim das contas, é muito sobre observar cada aluno no seu jeito de aprender e encontrar formas de fazer com que eles se sintam incluídos no processo todo. E claro, sempre aberto a mudar o que precisar pra ajudar cada um deles.

Bom, essa é minha experiência com essa habilidade aí da BNCC. Tem sempre muito chão pela frente, mas é assim mesmo: cada dia uma descoberta nova. Espero ter ajudado alguém por aqui! Qualquer coisa, tô por aqui pra trocar mais ideias. Abraços!

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