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EM13CHS202Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS202 da BNCC, que fala sobre analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação dos grupos, povos e sociedades contemporâneos, é um verdadeiro desafio, mas também uma oportunidade bacana de trazer o mundo real pra dentro da sala de aula. Na prática, o que a gente quer é que os alunos consigam perceber como as tecnologias afetam a vida deles e do mundo ao redor. Não é só sobre saber usar o celular ou o computador, mas entender como essas tecnologias influenciam a economia, a política, a cultura e até as decisões que a gente toma no dia a dia.

Por exemplo, é importante que os alunos percebam como as redes sociais podem impactar a opinião pública e até influenciar eleições. Ou como os avanços tecnológicos afetam o mercado de trabalho, criando oportunidades em algumas áreas enquanto acabam com outras. Os meninos já vinham de uma base em que discutiam tecnologia mais como ferramenta do que como agente de transformação social. No 1º ano, por exemplo, a gente falava mais sobre como as ferramentas tecnológicas podiam ser usadas pra pesquisar e estudar. Mas agora, no 2º ano, eles precisam entender o lado mais profundo disso tudo: o impacto nas nossas relações sociais e na sociedade como um todo.

Agora vou contar três atividades que faço na sala pra ajudar na compreensão dessa habilidade.

A primeira atividade é um debate sobre redes sociais e fake news. Eu divido a turma em dois grupos: um grupo defende as redes sociais como ferramentas positivas que democratizam a informação, e o outro critica sua influência negativa na propagação de fake news. Eu uso recortes de notícias impressas e vídeos curtos da internet. A turma fica animada com isso! Eles têm uma aula pra se preparar e depois debatemos por uns 40 minutos na aula seguinte. Na última vez que fizemos isso, o Lucas trouxe um argumento interessante sobre como as fake news não são culpa das redes sociais, mas sim do uso irresponsável delas pelas pessoas. A discussão foi tão boa que precisei mediar quando a Ana começou a interromper todo mundo pra defender o lado dela apaixonadamente. Foi engraçado ver ela dizendo "não deixem que isso aconteça, gente!" como se estivesse numa assembleia de verdade!

A segunda atividade envolve uma pesquisa sobre como a tecnologia mudou alguma profissão ao longo dos anos. Peço pra cada aluno escolher uma profissão e pesquisar sobre ela: como era antes das inovações tecnológicas e como é hoje. Dou uma semana pra eles fazerem isso em casa e depois apresentarem em sala. Eles podem usar cartolinas ou fazer uma apresentação digital simples. A turma fica bem curiosa com essa atividade porque muitos acabam descobrindo coisas que não imaginavam sobre profissões tradicionais. Na última vez, a Mariana escolheu a profissão de fotógrafo e trouxe várias fotos antigas impressas pra mostrar como era antigamente com câmeras analógicas. A turma ficou encantada com as imagens e ela até deixou as impressões circularem durante a apresentação!

A terceira atividade é uma roda de conversa sobre as mudanças nos valores culturais trazidas pelas tecnologias. Eu levo algumas músicas e filmes antigos e atuais pra gente comparar e discutir como os temas foram mudando com o tempo. Essa atividade leva duas aulas: uma pra ouvir e assistir os materiais e outra pra discussão. Os alunos ficam super empolgados com esse tipo de análise! Da última vez, o Pedro comentou sobre como as músicas antigas falavam mais de amor romântico enquanto as atuais falam muito mais de relações fluidas e momentâneas. Essa observação gerou um debate interessante sobre comportamento jovem hoje em dia.

Essas atividades são oportunidades de ver os alunos realmente se conectando com o conteúdo. Claro que nem sempre é fácil; tem dias em que estão dispersos ou com preguiça de participar ativamente. Mas quando engajam, eles percebem que tecnologia não é só um aplicativo novo ou um celular mais moderno: é algo que molda nossa vida de formas bem complexas.

No fim das contas, acho que meu papel é esse mesmo: ajudar os meninos a desenvolverem esse olhar crítico, a questionarem além do óbvio, entenderem que estão inseridos num contexto muito maior do que só a sala de aula ou o bairro onde vivem. E assim vou seguindo com eles, aprendendo junto nessa jornada.

Bom, por hoje é isso aí! Espero ter ajudado algum colega a pensar em maneiras novas de abordar essa habilidade na sala de aula também. Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências, vamos conversando aqui no fórum! Abraço!

Por exemplo, quando eu vejo a galera discutindo em grupos na sala, isso já me diz muito. Às vezes eu dou uma atividade em que eles precisam pesquisar sobre o impacto das redes sociais nas eleições. Eu circulo pela sala, finjo que tô só passando, mas tô de olho e ouvido atento. Outro dia vi a Ana explicando pro João como as fake news podem manipular a opinião pública. Ela tava ali, usando exemplos do próprio bairro deles, o que pra mim era um sinal de que ela não só entendeu o conceito, mas também conseguiu aplicá-lo no contexto dela. Essa é a hora que penso: “ah, essa entendeu”.

E tem momentos durante as rodas de conversa também. Eles começam meio tímidos, mas aí a galera vai se soltando. Quando ouço o Lucas dando exemplos de como o uso do WhatsApp mudou a dinâmica de comunicação na família dele, sei que ele pegou a ideia central da habilidade. É o tipo de insight que não vem num teste tradicional, mas a gente percebe nessas trocas.

Agora, claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo geralmente vêm daquela pressa em pular pros resultados sem entender o processo. Como quando a Mariana chegou toda animada dizendo que as "fake news são boas pras eleições porque deixam tudo mais animado". Pera lá! Aí tive de puxar o freio e voltar duas casas pra gente entender melhor o impacto real das informações falsas na democracia.

Esses erros ocorrem porque, muitas vezes, eles tentam simplificar ou generalizar as coisas sem entender a complexidade por trás. Quando pego esse tipo de erro na hora, paro tudo e faço uma pausa pra reflexão. Pode ser um bate-papo rápido no meio da aula ou até um exercício de revisão que eu puxo do bolso.

Com a galera que requer um pouco mais de atenção, tipo o Matheus e a Clara, tenho que adaptar algumas estratégias. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Já percebi que quando faço debates rápidos ou uso vídeos curtos ele fica mais engajado. Certa vez, fizemos um quiz no Kahoot sobre como as tecnologias influenciam diferentes aspectos da vida e vi que ele curtiu muito mais do que uma leitura longa e chata.

A Clara tem TEA e uma das coisas que funcionou com ela foi o uso de imagens e mapas mentais. Já testei usar infográficos pra ajudar na compreensão dos impactos das tecnologias nas sociedades e foi bem legal ver como ela se envolveu mais. Também deixo ela trabalhar num cantinho mais tranquilo da sala, onde pode se concentrar melhor sem tanta distração.

Mas nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez fazer role-playing games pra simular debates políticos e o Matheus ficou perdido com tantas regras enquanto a Clara não se sentia confortável em assumir papéis diferentes. Aprendi que pressão não é uma boa ideia, então agora pergunto antes se eles querem participar e tento adaptar os papéis.

No fim das contas, meu objetivo é garantir que todos tenham a chance de aprender e contribuir à sua maneira. Sei que não é fácil equilibrar as necessidades de todo mundo, mas acredito que com paciência e algumas boas ideias dá pra fazer acontecer.

Bom, pessoal, por hoje é isso. Espero que essas experiências ajudem vocês também aí na sala de aula. Compartilhem como estão lidando com esses desafios! Vamos trocar figurinhas e crescer juntos nessa jornada educativa. Até a próxima!

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