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EM13CHS306Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Contextualizar, comparar e avaliar os impactos de diferentes modelos socioeconômicos no uso dos recursos naturais e na promoção da sustentabilidade econômica e socioambiental do planeta (como a adoção dos sistemas da agrobiodiversidade e agroflorestal por diferentes comunidades, entre outros).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS306 da BNCC é um baita desafio, mas também uma oportunidade daquelas de a gente abrir a cabeça dos meninos. Na prática, essa habilidade é sobre fazer os alunos entenderem como diferentes modelos socioeconômicos afetam o planeta, especialmente no uso dos recursos naturais e na promoção da sustentabilidade. Tipo assim, eles têm que conseguir olhar para diferentes sistemas, como a agrobiodiversidade e os sistemas agroflorestais, e ver os impactos ambientais e sociais que esses modelos trazem. Queremos que eles consigam comparar esses modelos e avaliar qual é mais sustentável ou não, sempre levando em conta o contexto das comunidades que adotam esses sistemas.

E isso não é do nada, né? Os meninos já vêm com um certo background do 2º ano sobre questões ambientais e econômicas. Eles já discutiram bastante sobre aquecimento global, uso sustentável dos recursos e até mesmo sobre economia local. Então, agora no 3º ano a ideia é aprofundar mais isso e trazer pra eles uma visão mais crítica e comparativa.

Uma das atividades que faço pra trabalhar essa habilidade é a análise de casos reais de comunidades que utilizam sistemas agroflorestais. Eu pego reportagens de revistas como a "Superinteressante" ou mesmo artigos curtos que encontro online sobre comunidades que adotaram sistemas agroflorestais e as mudanças que isso trouxe. Aí, divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou um caso pra cada grupo. Eles têm uns 30 minutos pra lerem e discutirem entre eles os pontos principais: o que mudou na comunidade, quais foram os impactos econômicos e ambientais, etc. Depois, cada grupo apresenta pro resto da turma o seu caso, trazendo suas análises.

A última vez que fiz essa atividade foi bem interessante. A turma tava dividida em grupos e o grupo da Mariana ficou com uma reportagem sobre uma comunidade no Pará. Eles se empolgaram tanto que pediram pra usar o projetor da sala pra mostrar umas fotos do local que encontraram online. No final, surgiu até um debate entre os grupos sobre qual modelo seria mais aplicável aqui na nossa região.

Outra atividade que faço bastante é um debate simulado, onde metade da turma defende modelos econômicos tradicionais (como monocultura) e a outra metade defende modelos mais sustentáveis (como agroflorestal). Antes do debate, dou uma aula expositiva rápida de uns 20 minutos sobre as características de cada modelo. Eu distribuo folhetos resumidos com os prós e contras de cada sistema para dar uma base pros argumentos deles.

Os alunos se preparam em casa e no dia do debate eles têm uns 10 minutos cada grupo pra apresentar seus argumentos iniciais. Depois abrimos pra réplica e tréplica. Vou te falar, da última vez o Mateus tava tão envolvido no papel de defensor da monocultura que quase convenceu metade da sala! O bom disso é que eles conseguem ver na prática como os argumentos são construídos e quais são as falhas ou as forças de cada lado.

Por fim, gosto de fazer um projeto prático com eles: um plano de ação para tornar nossa escola mais sustentável. Divido a turma em grupos menores (uns 3 alunos por grupo) e dou umas duas semanas pra desenvolverem uma proposta concreta. Eles têm que pensar em ações simples que poderiam ser implementadas na escola para melhorar a sustentabilidade, seja reduzindo o consumo de água ou aumentando o uso de materiais recicláveis.

Na última vez que fizemos isso, o João Pedro sugeriu a criação de uma horta comunitária usando o espaço vazio do pátio da escola. Ele até fez um esboço do layout da horta e calculou quanto isso poderia economizar na compra de verduras pra cozinha da escola. O grupo dele ficou tão empolgado com a ideia que levaram até pra direção da escola!

Enfim, essas atividades ajudam os meninos não só a entenderem os conceitos teóricos da habilidade EM13CHS306, mas também a colocarem em prática esse conhecimento de forma crítica e criativa. E ver os olhos deles brilhando quando conseguem conectar as coisas é impagável!

Olha, pra saber se os meninos realmente entenderam esse negócio de modelos socioeconômicos e sustentabilidade, eu fico bem atento no dia a dia. Tem muito mais coisa que dá pra perceber sem precisar de uma prova formal. Primeiro, quando tô circulando pela sala, gosto de prestar atenção na conversa deles. Se eles estão discutindo entre si sobre, sei lá, como um modelo agroflorestal pode ser mais sustentável do que um modelo monocultor, é sinal de que eles já pegaram a ideia. Aí você vê o João explicando pro Pedro que "olha, se plantar várias espécies numa área só, isso ajuda a preservar o solo e ainda atrai mais espécies de animais". Quando ouço uma dessas, já penso: "esse aí entendeu direitinho".

E tem a Carol, que outro dia tava explicando pra Ana sobre a importância da biodiversidade na agricultura. Ela dizia assim: "não é só sobre plantar e colher, mas sim sobre manter o equilíbrio do ecossistema". Quando você escuta um aluno falando isso sem nenhum roteiro, é um alívio e tanto. Eles tão pegando a essência da coisa.

Agora, falando dos erros mais comuns, sempre tem aquele aluno que confunde as coisas. O Ricardo, por exemplo, sempre mistura os conceitos de agricultura intensiva e extensiva. Ele acha que intensiva é sempre ruim e extensiva é sempre boa. Isso porque na cabeça dele intensiva tá ligada à poluição por pesticidas e extensiva seria mais "natural". E aí eu explico que não é tão simples assim, que tudo depende de como o manejo é feito e quais práticas são adotadas. Daí a gente conversa sobre exemplos reais, tipo fazendas que usam sistemas intensivos mas com técnicas sustentáveis.

E tem a Juliana, que às vezes entende errado achando que todo sistema agroflorestal é 100% sustentável. Aí eu mostro exemplos de sistemas que não foram bem planejados e acabaram prejudicando o solo ou levando à perda de biodiversidade. Coisas assim acontecem porque nem sempre é fácil entender todas as nuances desses sistemas logo de cara.

O Matheus, que tem TDAH, é um garoto esperto pra caramba. Só que ele se distrai muito fácil, né? Então o jeito é adaptar algumas coisas pra ele. Eu sempre deixo ele escolher entre algumas atividades diferentes - tipo assistir a um vídeo curto ou fazer um desenho sobre o tema antes de partir pro texto escrito. Ele adora vídeos porque são mais dinâmicos e ele consegue focar melhor por curtos períodos. Também costumo dividir as tarefas em etapas menores pra ele não se sentir sobrecarregado.

A Clara, por outro lado, que tem TEA, precisa de uma abordagem diferente. Ela trabalha melhor quando as instruções são claras e visuais. Então eu uso muitos quadros e esquemas pra explicar as ideias pra ela. Outro dia fizemos um mapa mental sobre agroflorestas e ela adorou porque conseguiu ver como cada elemento se conectava com o outro.

Uma coisa que funciona bem com ambos é usar recursos digitais interativos. Tem uns aplicativos legais que simulam sistemas ecológicos e eles conseguem ver em tempo real como pequenas mudanças podem afetar o equilíbrio do sistema todo. Isso deixa tudo mais tangível pra eles.

Mas claro nem tudo funciona sempre. Teve aquela vez que tentei uma atividade em grupo com todos misturados e percebi que não rolou bem pro Matheus porque ele ficou muito disperso com a barulheira das discussões em grupo. Já a Clara ficou meio perdida porque não sabia como interagir na hora certa. Aprendi que às vezes preciso dar uma atenção mais individualizada nesses momentos ou formar grupos menores e mais controlados.

Bom, gente, acho que é isso. Compartilhar essas experiências aqui me ajuda a refletir sobre o que funciona ou não lá na sala com a galera toda tão diversa. E vocês? Como lidam com esses desafios aí na escola de vocês? Vamos trocando ideias por aqui!

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