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EM13CHS602Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e caracterizar a presença do paternalismo, do autoritarismo e do populismo na política, na sociedade e nas culturas brasileira e latino-americana, em períodos ditatoriais e democráticos, relacionando-os com as formas de organização e de articulação das sociedades em defesa da autonomia, da liberdade, do diálogo e da promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos na sociedade atual.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS602 da BNCC é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê no papel, mas na prática é bem importante e faz todo sentido pro dia a dia dos meninos. Basicamente, o que a BNCC quer da gente é que os alunos entendam como funcionam certas práticas políticas como o paternalismo, o autoritarismo e o populismo, e como isso tudo se desenrola na nossa história, tanto nos momentos de democracia quanto nas ditaduras. O aluno precisa conseguir identificar esses elementos na história e nas sociedades ao nosso redor, entender como isso afeta a vida das pessoas e como elas se organizam pra defender a democracia e os direitos humanos.

Agora, quando a gente pensa nos meninos do 1º ano do ensino médio, eles já vêm com um conhecimento bacana lá do fundamental sobre o que são democracia e ditadura. Eles já sabem diferenciar esses sistemas mais no básico, tipo assim: democracia é onde todo mundo tem voz e ditadura é quando uma pessoa ou um grupo manda em tudo sem ouvir ninguém. A ideia aqui no ensino médio é aprofundar isso, mostrando que essas coisas não são preto no branco e que têm nuances, que esse tal de autoritarismo pode aparecer até em um governo democrático.

Pra trabalhar essa habilidade de forma concreta, eu faço algumas atividades bem legais com a turma. Vou contar três delas pra vocês.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é uma espécie de linha do tempo interativa. Eu peço pros meninos trazerem materiais simples de casa: revistas velhas, jornais, canetinhas coloridas e cartolinas. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e cada grupo fica responsável por um período da história brasileira ou latino-americana. O legal é que eles têm que identificar momentos em que o paternalismo, o autoritarismo ou o populismo estiveram presentes e colocar isso na linha do tempo deles. Geralmente a gente leva umas duas aulas pra fazer isso direito. Eles adoram porque tem muita pesquisa envolvida, é tipo um quebra-cabeça histórico. Na última vez que fizemos isso, o Lucas achou um artigo antigo sobre o período Vargas numa revista da mãe dele e ficou todo empolgado mostrando pra turma como aquilo ilustrava um exemplo de populismo.

A segunda atividade envolve muito diálogo e debate. Quem me conhece sabe que eu gosto muito de filmes, então sempre tento usar cinema nas minhas aulas. Aí eu escolho um filme que trate desses temas, como "O ano em que meus pais saíram de férias", e passo pra turma assistir. Depois disso, a gente faz um círculo de conversa na sala pra debater o filme. Cada aluno tem que trazer uma questão ou observação sobre onde eles viram o autoritarismo ou populismo no filme. A gente gasta umas duas aulas com isso: uma pro filme e outra pro debate. E olha, sempre rola uns insights bem legais dos alunos. Na última vez, a Júlia fez uma ligação incrível entre uma cena do filme e a situação política atual num país vizinho nosso aqui da América Latina.

A terceira atividade é um projeto mais longo, leva umas três semanas pra concluir porque envolve bastante coisa. Eu peço pros meninos fazerem uma pesquisa sobre movimentos sociais na América Latina que lutaram contra regimes autoritários ou situações paternalistas e como esses movimentos contribuíram para a construção da democracia. Eles podem apresentar o trabalho em forma de seminário ou painel informativo. Na apresentação final, eles têm que falar das estratégias usadas pelos movimentos para defender os direitos humanos e a liberdade. Pra ajudar eles nessa pesquisa, geralmente uso alguns livros didáticos bem básicos e acesso à internet lá na escola mesmo. O Henrique já tá craque nisso; ele fez um trabalho bacana sobre as mães da Praça de Maio na Argentina e deixou todo mundo emocionado com a apresentação dele.

No geral, os alunos reagem bem a essas atividades porque são maneiras diferentes de aprender e eles conseguem ver a aplicação prática do que estudam. A galera se engaja mesmo nessas discussões sobre política porque percebem que isso tá diretamente ligado à vida deles hoje em dia. E assim, eu sempre digo pra eles: entender essa parte da história ajuda muito na formação cidadã deles. E é isso pessoal, espero que essas ideias ajudem vocês aí na sala de aula também! Até mais!

Aí, como perceber que os meninos realmente entenderam a habilidade EM13CHS602 sem usar uma prova formal é uma arte, viu? Eu sempre digo que o verdadeiro termômetro do aprendizado tá no bate-papo, nas conversas de corredor e naqueles momentos em que eles pensam que a gente nem tá prestando atenção. Tipo assim, tem uma hora lá na aula quando eu tô circulando pela sala, olho pra um grupinho e vejo a Maria explicando pro Pedro o que é populismo. Ela não usa as palavras difíceis que a gente vê nos livros, mas ela fala das atitudes de alguns políticos que prometem tudo pra todo mundo e não entregam nada. Aí eu penso: “ah, essa entendeu!”.

Outra coisa que me mostra que eles pegam a ideia é quando começam a relacionar isso com o que veem na TV ou em casa. Teve um dia que o João virou pra mim e comentou sobre um discurso de um político recente dizendo algo como "Ele é bem autoritário, né, professor? Ele não escuta ninguém!" Nesse momento você percebe que eles estão ligando as coisas, sabe? E isso sem uma única questão de prova.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, os meninos às vezes confundem conceitos, o que é super normal. A Sofia, por exemplo, uma vez achou que autoritarismo e paternalismo eram sinônimos. Pior que ela fez uns argumentos até bem sólidos, mas eu tive de intervir. Expliquei que autoritarismo é mais sobre controle e falta de participação e paternalismo tem mais a ver com tratar as pessoas como se fossem incapazes de tomar decisões por si mesmas. E por que esses erros acontecem? Bom, acho que é porque essas palavras parecem meio parecidas e são usadas meio soltas por aí na mídia.

E quando eu pego esse tipo de erro na hora mesmo, paro tudo e dou uma explicação rapidinha ali mesmo, tento usar exemplos do cotidiano deles. Tipo "imagina quando seu pai decide o cinema sem te deixar escolher, isso é meio paternalista". Aí faz sentido pra eles.

Aí tem o Matheus, né? Ele tem TDAH e não é fácil pra ele ficar ali paradinho prestando atenção. Com ele, eu deixo usar um fonezinho com música ambiente porque percebi que ajuda a focar mais. Além disso, divido as atividades em pedaços menores. Se eu der uma atividade grandona de uma vez só, ele se perde.

E a Clara, que tem TEA, precisa de mais estrutura nas atividades. Então, eu faço um esquema mais visual pra ela das tarefas. Tipo um passo-a-passo com imagens ou gráficos. Às vezes também uso apps de organização porque ajudam bastante na rotina dela.

Teve um dia que eu inventei de usar um filme como estratégia alternativa pros dois. Achei que ia ser legal pro Matheus se concentrar e pra Clara captar as ideias com mais clareza. Só que não rolou bem como esperado... O Matheus ficou tão empolgado com as cenas que perdeu o fio da meada e a Clara não gostou do barulho e das luzes rápidas do filme. Aprendi ali que estratégias visuais funcionam melhor pra Clara quando são estáticas, tipo infográficos.

Ah, e uma coisa legal foi quando criamos um mural colaborativo na sala. Isso ajudou muito a Clara a se expressar sem precisar falar na frente de todo mundo. Ela desenhou algumas ideias sobre autoritarismo e foi bem bacana ver como ela entendeu aquilo em imagens.

Bom, é isso aí pessoal! Sempre um desafio adaptar as aulas pra todo mundo entender e se sentir incluído. A gente vai aprendendo no caminho também com eles e cada turma é diferente. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências similares, tô sempre por aqui no fórum pra ouvir e trocar ideia! Até a próxima!

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