Olha, essa habilidade EM13LGG105 da BNCC que a gente precisa trabalhar com os alunos do 2º ano é uma daquelas que, à primeira vista, pode parecer um pouco complicada, mas que é super interessante quando você pega o jeito. A ideia central aqui é fazer com que os alunos consigam analisar e experimentar diferentes formas de comunicação em várias mídias, sabe? Tipo, eles precisam entender como as mensagens mudam conforme o meio e como podem usar essas ferramentas pra participar de discussões sociais ou mesmo criar intervenções na sociedade.
Quando a gente fala em remidiação, estamos pensando em pegar uma mensagem que tá em uma mídia, como um texto escrito, e passar pra outra, tipo um vídeo ou uma apresentação de slides. Os meninos precisam sacar que cada mídia tem suas particularidades e que a escolha de uma pode mudar o impacto da mensagem. Imagina assim: você tem um artigo sobre desmatamento na Amazônia. No texto escrito, ele pode ser mais técnico e detalhado. Já se você transforma isso num vídeo, pode usar imagens impactantes que falam direto ao emocional das pessoas. Os alunos precisam fazer isso: pegar o conteúdo e adaptar pra mídia mais adequada dependendo do público e do contexto.
Agora, falando das atividades práticas que faço com os meninos pra desenvolverem essa habilidade. Uma delas que rola sempre é o famoso "Jornal da Turma". Eu divido a galera em grupos pequenos e a ideia é que cada grupo produza uma edição de jornal sobre temas atuais que eles escolhem. Eles têm que fazer reportagens escritas, mas também criar um vídeo ou um podcast sobre alguma matéria. Pra isso, geralmente usamos celulares mesmo e computadores da escola. Essa atividade leva umas duas semanas, entre planejamento, execução e apresentação final. Da última vez, teve um grupo liderado pela Ana que fez um super trabalho sobre fake news. Ela produziu um podcast bem legal entrevistando funcionários da escola sobre o tema e foi sensacional ver a turma toda debatendo e refletindo sobre as informações que consumimos diariamente.
Outra atividade que gosto muito é o "Projeto Transmídia". Aqui a ideia é pegar histórias conhecidas - podem ser livros ou filmes - e fazer os alunos criarem novas narrativas a partir dessas histórias em diferentes formatos. Eles podem criar um perfil de personagem nas redes sociais ou transformar uma cena do livro em quadrinhos, por exemplo. Isso ajuda eles a entenderem não só as diferentes linguagens, mas também como cada escolha narrativa muda a percepção da história. Da última vez que fiz essa atividade, dois alunos, o Lucas e a Mariana, pegaram "O Cortiço" do Aluísio Azevedo e criaram um perfil no Instagram pro João Romão. Foi hilário ver as postagens dele reclamando dos inquilinos! A turma adorou.
Por último, gosto de propor algo chamado "Debate Multimídia". Funciona assim: escolhemos um tema polêmico - como mudanças climáticas ou igualdade de gênero - e os alunos têm que defender pontos de vista usando diferentes mídias. Uns fazem apresentações em PowerPoint, outros vídeos curtos estilo TikTok ou até memes pra defender seus argumentos. Sempre sai algo criativo disso! Os meninos ficam super entusiasmados pra ganhar o debate convencendo os colegas pelo impacto visual ou argumentativo das suas mídias escolhidas. Na última vez, o Pedro fez um vídeo impressionante sobre a pegada ecológica dos smartphones e como podemos reduzir nosso impacto ambiental. Tava tão bem feito que até os colegas ficaram sem palavras por uns segundos!
E é assim que eu vou trabalhando essa habilidade com a turma do 2º ano. A ideia é sempre deixar eles bem à vontade pra explorarem as diferentes mídias e verem qual se identificam mais sem perder o foco no conteúdo e na mensagem que querem passar. É gratificante ver eles se soltando mais nas criações a cada atividade nova. Acho que é isso por hoje! Se tiverem alguma ideia ou dúvida, bora continuar nosso papo aqui no fórum. Abraço!
Olha, quando a gente fala em perceber se os meninos realmente aprenderam sem aplicar uma prova formal, é quase que uma arte, sabe? Acho que é um dos momentos mais bacanas da nossa profissão, porque a gente tá ali no meio da sala, ouvindo as conversas, observando como eles interagem com o conteúdo e entre eles. Às vezes, quando tô circulando pela sala, vejo aquele brilho no olho de um aluno que entendeu uma sacada. Tipo assim, uma vez estava rolando uma atividade em grupos sobre como as mensagens mudam conforme o meio. Aí ouvi o Pedro explicando pra Marília como uma notícia pode ter um impacto diferente se for passada na TV ou num post do Instagram. Ele usou exemplos do nosso dia a dia, falou sobre o alcance e a rapidez da internet em espalhar informações. Na hora pensei: "Ah, esse entendeu certinho!"
Outra situação foi com a Ana Clara. Durante uma discussão sobre campanhas de conscientização, ela trouxe um vídeo do YouTube e comparou com um cartaz que tinha visto na escola. Ela falou sobre como o vídeo era mais impactante por causa do som e das imagens em movimento, enquanto o cartaz era mais estático, mas detalhado. Essa análise dela foi bem profunda e me mostrou que ela entendeu a diferença de como diferentes mídias podem influenciar as pessoas de maneiras distintas.
Agora, quanto aos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, olha, tem uns clássicos. Por exemplo, o Lucas sempre confunde a ideia de remidiação com repetição simples de informação. Uma vez ele disse que passar uma notícia do jornal pra internet era só copiar e colar. Aí tive que explicar que não é só isso: a remidiação envolve adaptar a mensagem pro novo meio, considerando suas características próprias, como interatividade ou a falta dela.
Tem também a Júlia que às vezes acha que só porque uma mensagem tá nas redes sociais ela é menos séria ou importante do que se estivesse na TV ou no jornal. Muitas vezes isso acontece porque eles ainda tão bem imersos nesse mundo digital e não fazem essa ponte com mídias mais tradicionais. Quando pego esses erros na hora, eu procuro puxar um papo rápido com eles ali mesmo ou no final da aula pra esclarecer e trazer exemplos novos.
Sobre lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que é diagnosticada com TEA, cada dia é uma descoberta. Pro Matheus, atividades que envolvem movimento são bem eficazes. Tipo assim, eu proponho dinâmicas em que ele possa se movimentar pela sala pra buscar respostas ou interagir com diferentes recursos visuais. Outra coisa é dividir as tarefas em pequenos blocos de tempo pra ajudar ele a manter o foco.
Com a Clara é diferente. Ela é brilhante quando tem algum roteiro estruturado pra seguir nas atividades. Às vezes ela pode ficar sobrecarregada com muita informação ao mesmo tempo, então procuro dar instruções bem claras e visuais pra ela. Funciona muito bem usar gráficos ou quadros-resumo. Uma vez dei pra ela um infográfico sobre as diferenças de comunicação entre mídias e foi incrível ver como ela processou aquilo numa apresentação super organizada pros colegas.
O material visual é um grande aliado dos dois. Com o Matheus eu uso cartões coloridos que ajudam na parte da organização das ideias e pros sons também não serem muito invasivos durante os vídeos — sempre deixo ele usar fones de ouvido com volume controlado nessas horas.
Um exemplo do que não deu certo foi tentar incluir o Matheus e a Clara numa mesma atividade em pares logo de início sem nenhum preparo ou mediação extra. Eles têm ritmos muito diferentes e isso acabou gerando um pouco de confusão entre eles no começo da atividade. Aprendi que primeiro preciso trabalhar individualmente algumas estratégias antes de integrá-los nas atividades em dupla ou grupo.
Bom gente, acho que deu pra compartilhar bastante coisa aqui sobre como percebo o aprendizado dos meninos e as estratégias pra ajudar cada um no seu caminho. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, fica à vontade! Até mais!