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EM13CHS102Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13CHS102 da BNCC, o negócio é fazer os alunos entenderem e analisarem aquelas ideias que moldaram o jeito como a gente vê o mundo e como isso tem tudo a ver com história, geografia, política, economia, sociedade, meio ambiente e cultura. Parece complicado no papel, mas na prática é mostrar pros meninos como certas ideias influenciam nossa vida até hoje e como podemos ver as coisas de outros jeitos. Tipo, quando a gente fala de etnocentrismo ou racismo, é sobre reconhecer essas ideias e pensar de forma crítica: "Por que isso é assim? E se fosse diferente?"

Os alunos já vêm do ensino fundamental com uma noção básica sobre essas coisas. Eles sabem o que é racismo, já ouviram falar em evolução nas aulas de ciências e talvez tenham uma ideia do que seja modernidade. O que a gente faz agora é aprofundar isso, mostrar exemplos concretos e abrir espaço pra discussão. No 1º ano do ensino médio, eles estão começando a se ver como parte ativa da sociedade e têm essa curiosidade natural de entender melhor o mundo ao redor. Então uso isso a nosso favor.

Bom, agora vou falar de algumas atividades que faço com minha turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira é um debate sobre etnocentrismo. Divido a galera em grupos e dou um texto simples sobre diferentes culturas ao redor do mundo, tipo um texto comparando como diferentes povos celebram datas importantes. Os materiais são basicamente textos impressos e um quadro branco pra anotar as ideias principais. Os grupos têm uns 40 minutos pra ler e discutir entre eles as diferenças culturais apresentadas no texto. Depois, cada grupo apresenta suas conclusões pro restante da turma. Na última vez que fizemos isso, a Maria levantou uma questão super interessante sobre como o Natal é celebrado em países que não são cristãos. Ela se perguntou por que esses países adotaram essa celebração e isso gerou uma discussão acalorada: “É por querer participar de algo global?” “É imposição cultural?” Os meninos adoraram participar desse debate!

Outra atividade que gosto muito é assistir documentários curtos seguidos de uma roda de conversa. Escolho um documentário que trate de evolução ou modernidade — tem uns bem legais e curtos disponíveis online. Acho importante não passar de 20 minutos pra não perder o foco dos meninos. Depois do filme, a gente senta em círculo na sala de aula (ou no pátio se o dia estiver bonito) e conversamos sobre o que viram. Pergunto sempre: "O que mais chamou atenção?" "Tem algo ali que te fez pensar diferente?" Na última vez, vimos um documentário sobre o impacto da revolução industrial na vida das pessoas comuns. O João ficou impressionado com as condições de trabalho daquela época e puxou um paralelo com as condições atuais em fábricas na Ásia. Ele ficou surpreso ao perceber como algumas coisas ainda são parecidas e isso abriu espaço pra gente discutir como a modernidade nem sempre traz progresso pra todo mundo.

A terceira atividade envolve jornalismo investigativo. Peço pros alunos trazerem notícias atuais sobre questões de cooperativismo ou desenvolvimento sustentável. A ideia aqui é entender como essas narrativas se apresentam hoje no jornalismo e comparar com conceitos históricos que já discutimos em sala. Cada aluno lê sua notícia em casa (uma semana antes) e faz uma análise crítica do texto: “Qual a intenção por trás dessa notícia?” “Quem ganha e quem perde com essa narrativa?” Depois eles apresentam pros colegas suas descobertas em pequenas apresentações de cinco minutos cada uma. Lembro bem do Marcos trazendo uma notícia sobre uma cooperativa agrícola no interior do Goiás que estava ajudando pequenos produtores a melhorar a produção sem destruir a vegetação nativa. Ele ficou animado ao perceber que esse tipo de iniciativa está crescendo e ajuda muito mais gente do que ele pensava.

Os alunos costumam reagir bem a essas atividades porque elas são práticas e fazem eles pensarem fora da caixa, além do conteúdo dos livros didáticos. É legal ver quando eles começam a perceber como essas matrizes conceituais estão presentes nas coisas do dia a dia deles. Eles ficam animados quando percebem as conexões entre o que estudam e o mundo real.

E olha, o mais gratificante é quando eles começam a questionar o porquê das coisas serem do jeito que são e começam a pensar em como poderiam ser diferentes. Isso pra mim é sinal de que estamos no caminho certo, porque formar cidadãos críticos é um dos nossos maiores objetivos enquanto educadores.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Se alguém tiver dicas de atividades diferentes ou quiser saber mais detalhes dessas práticas, só dar um alô por aqui! Abraços!

Aí, quando você tá na sala, você sente que a galera tá entendendo a parada quando eles começam a fazer aquelas conexões que fazem a gente pensar "pô, esse menino pegou o espírito da coisa". Não tem nada mais gratificante do que ver um aluno explicando pro outro um conceito que você acabou de ensinar, com as palavras deles, sabe? Teve um dia que eu tava lá no fundo da sala, só de ouvinte, e vi o João explicando pra Daniela sobre como o etnocentrismo influencia a forma como a gente vê outras culturas. Ele deu um exemplo lá do futebol — algo tipo torcer pra um time e achar que todos os outros são uma porcaria. Aí você vê que ele entendeu. É nesses momentos que não precisa de prova.

E também dá pra perceber nos debates. Quando a galera tá discutindo e começam a usar argumentos baseados no que aprenderam, mesmo sem perceber. Outro dia a Sara tava conversando com o pessoal sobre notícias falsas na internet. Aí ela solta um "isso é igual quando manipulam uma ideia histórica pra beneficiar alguém". Eu pensei "olha só, ela sacou". Não precisa de prova pra saber que ela tá ligada.

Agora, falando dos erros... Olha, o pessoal é bom de confundir conceitos parecidos. A Carol, por exemplo, sempre troca etnocentrismo por xenofobia. Uma vez ela fez uma comparação lá na frente da sala dizendo que era tudo a mesma coisa, e foi aquela troca de olhares entre os colegas. Mas aí eu intervi e expliquei direitinho: etnocentrismo é quando você julga outra cultura pela régua da sua própria, enquanto xenofobia é hostilidade direta contra outra cultura ou país. Quando noto isso na hora, já dou uma pausa no assunto e explico de novo. Mas sempre tento voltar pros exemplos práticos — até brinco, falo pra eles pensarem em como as piadas fazem parte disso.

Agora, sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. No começo foi desafiador até entender o que funcionava melhor pra eles. Pro Matheus, procurei adaptar o tempo das atividades. Ele tem mais dificuldades em se concentrar por longos períodos, então divido as tarefas em partes menores e dou umas pausas. Tipo, faço ele levantar e mexer um pouco antes de voltar pro tópico. Uma coisa que funcionou legal foi usar áudio nas atividades — ele adora música, então acabo relacionando conteúdo com alguma batida ou letra que ele curte.

Já pra Clara, que tem TEA, eu trabalho muito com visual e rotina bem definida. Recorro bastante a gráficos coloridos e imagens que ajudam ela a entender melhor os conceitos. Ela gosta de saber o que vem depois, então sempre aviso o que vamos fazer em seguida. E também uso materiais sensoriais — itens como texturas diferentes — durante as atividades práticas. Uma vez tentamos uma atividade em grupo sem preparar bem antes e ela ficou muito ansiosa; daí percebi que é melhor prepará-la antes das interações sociais mais intensas.

Cada aluno é único e o negócio é adaptar do jeito certo pra eles se sentirem confortáveis e engajados. No fundo, todos querem entender as coisas do mundo à sua volta; alguns só precisam de um caminho diferente pra chegar lá.

E por aqui vou ficando pessoal, porque já falei demais! Espero que essas histórias ajudem alguém aí na luta diária da sala de aula. Qualquer dúvida ou ideia nova tô sempre por aqui no fórum! Abraço!

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