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EM13CHS101Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS101 da BNCC parece um bicho de sete cabeças à primeira vista, mas quando a gente quebra ela em pedaços, fica mais fácil de entender. Basicamente, o que a gente quer é que os meninos consigam pegar informações de várias fontes e comparar essas informações pra entender a história, a geografia, a filosofia, tudo isso que acontece ao nosso redor. A ideia é que eles não fiquem só com uma versão dos fatos, tipo aquele ditado "quem conta um conto aumenta um ponto", sabe? A gente tá formando molecada que vai saber cruzar dados, desconfiar do que lê num lugar só e buscar mais fontes pra ter um panorama mais completo.

Quando a galera chega no 1º ano do ensino médio, eles já vêm com uma bagagem lá do fundamental. Eles já sabem ler textos diferentes, já tiveram contato com história e geografia, por exemplo. O que a gente faz é aprofundar isso. Então, se no fundamental eles aprendem o que foi a Revolução Francesa, agora a gente quer que eles consigam ver como diferentes autores tratam esse evento. Será que todos os livros contam igualzinho? Será que um filme sobre o mesmo assunto mostra as coisas de um jeito diferente? E por quê? Eles têm que aprender a se perguntar essas coisas.

Uma atividade que gosto de fazer é usar notícias de jornal. Trago jornais físicos mesmo, ou às vezes imprimo matérias online. Aí eu escolho um tema atual, tipo mudanças climáticas. Distribuo umas quatro ou cinco matérias de jornais diferentes sobre o assunto e divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo fica com uma matéria e tem uns 15 minutos pra ler e discutir entre eles. Depois disso, a gente faz uma roda de conversa na sala onde cada grupo apresenta o que leu e fala das diferenças e semelhanças que encontraram em relação aos outros grupos. Na última vez que fiz isso, o Lucas levantou uma questão muito interessante sobre como alguns jornais usam palavras mais otimistas enquanto outros pintam um cenário bem mais sombrio. Isso gerou uma discussão rica sobre como a escolha das palavras pode influenciar nossa percepção dos fatos.

Outra coisa legal é trabalhar com documentários. Por exemplo, usei o documentário "The True Cost", que fala sobre a indústria da moda e seus impactos sociais e ambientais. A galera assiste o documentário em casa (porque em sala não dá tempo) e depois a gente debate na aula seguinte. Eu peço para eles trazerem uma página com suas impressões pessoais e qualquer outra informação ou opinião diferente que encontraram na internet ou conversando com alguém. Na última vez que fizemos isso, a Juliana trouxe dados de um artigo acadêmico que encontrou online e fez uma ponte interessante entre o documentário e as condições de trabalho nas fábricas de roupas brasileiras. Foi bacana ver como ela conseguiu relacionar informações de fontes diferentes para formar uma opinião mais completa.

E tem uma atividade clássica que sempre funciona: análise de música. A música é uma forma poderosa de narrativa e muitas vezes traz questões sociais e históricas à tona. Por exemplo, peguei "Construção" do Chico Buarque uma vez e foi show! Primeiro a gente escutou juntos em sala e depois pedi para os alunos refletirem sobre o contexto em uma redação curta. Que época era aquela? Do que exatamente ele tava falando? Depois disso a gente compara com músicas atuais que toquem em temas parecidos como desigualdade social ou questões urbanas. O Gustavo fez uma comparação incrível entre "Construção" e "Capítulo 4, Versículo 3" dos Racionais MC's. Ele falou sobre como ambas as músicas falam da vida do trabalhador urbano mas em épocas e estilos totalmente diferentes.

Essas atividades não só ajudam os alunos a desenvolverem essa habilidade específica da BNCC como também ampliam o horizonte deles em relação ao mundo. Eles começam a perceber que nada é tão simples quanto parece à primeira vista e que é preciso olhar as coisas sob várias perspectivas para realmente entendê-las.

No fim das contas, o mais bacana é ver os alunos saindo da sala com aquela vontade de questionar tudo ao redor deles e não aceitar qualquer informação sem antes dar aquela boa investigada. É gratificante também ver como essa abordagem ajuda em outras disciplinas porque eles aprendem a pensar criticamente em qualquer situação.

Bom, espero ter ajudado um pouco aí quem tá chegando agora nesse desafio de trabalhar com essa habilidade no ensino médio. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências parecidas, vou adorar ler! Valeu!

Então, pessoal, continuando aqui sobre como eu percebo que os alunos realmente aprenderam essa habilidade sem recorrer àquelas provas tradicionais que a gente conhece. Sabe como é, né? A gente tá ali no dia a dia, circulando pela sala, e é nesses momentos que eu noto se o aluno pegou o jeito. Tem uma coisa que eu faço muito: eu fico atento às conversas entre eles. Quando eu ouço um aluno explicando pro outro de um jeito que faz sentido, aí eu penso "beleza, esse aí entendeu". Teve uma vez que o Pedro tava explicando pra Júlia como dá pra entender diferentes versões de um mesmo evento histórico só olhando as fontes. Ele usou um exemplo do futebol – que eu sempre trago pra sala porque a galera curte – e começou a falar de uma partida polêmica onde cada torcedor contava o lance de um jeito diferente. Foi nesse momento que caiu a ficha, sabe? Ele tinha realmente entendido a ideia de perspectiva.

Outra situação legal foi quando eu vi a Mariana comparando notícias de diferentes jornais sobre um mesmo fato. Eu tinha dado um exercício onde eles precisavam juntar informações de fontes diferentes e montar um texto só. E ela tava lá, mostrando pro colega como tinha encontrado abordagens diferentes num jornal e na internet sobre um protesto na cidade. Aí eu vi que ela tava aplicando direitinho o que a gente discutiu em sala.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem algumas coisas que aparecem bastante. Um erro clássico é pegar uma informação de uma fonte só e aceitar aquilo como verdade absoluta. Tipo o Lucas, por exemplo. Teve uma atividade onde ele precisava analisar duas reportagens sobre a mesma questão ambiental. Ele só leu a manchete de uma delas e já tirou conclusões sem checar a outra fonte. Isso acontece porque muitos deles ainda não têm o hábito ou a paciência pra ler tudo com cuidado. Quando pego esses erros na hora, procuro chamar atenção pro detalhe. Eu pergunto "você conferiu se todas as informações batem?", ou "e se for só uma parte da história?". Tento fazer eles mesmos descobrirem onde erraram.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu faço algumas adaptações nas atividades. Ele tem uma dificuldade maior em manter o foco por muito tempo, então procuro quebrar as tarefas em partes menores. Em vez de dar um texto grandão pra ele ler de uma vez, eu entrego em trechos curtos e dou pausas pra gente conversar sobre o que ele entendeu até ali. Também uso materiais visuais, como mapas conceituais e gráficos coloridos, que ajudam ele a visualizar melhor as informações.

Já com a Clara, que tem TEA, as estratégias são outras. Ela precisa de um ambiente mais previsível e organizado, então mantenho sempre a mesma rotina: aviso antes qualquer mudança e uso bastante imagens e ícones nas instruções das atividades. Uma coisa que funciona bem com ela é usar tabelas pra ela conseguir cruzar informações de forma mais estruturada. O que não deu certo foi quando tentei incluir muita interação em grupo logo de cara; precisei adaptar isso com alguns colegas específicos que ela já tinha mais confiança.

E aí, pessoal, é isso! Espero ter ajudado compartilhando essas experiências do dia a dia na sala de aula. É sempre bom trocar ideias com quem tá nessa mesma missão de educar e aprender junto com os alunos. Qualquer dúvida ou se tiverem mais dicas pra compartilhar, manda aí!

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