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EM13CHS205Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS205 da BNCC é um trem bem interessante de trabalhar com a galera do 2º ano do Ensino Médio. Quando a gente fala de "analisar a produção de diferentes territorialidades", na prática, estamos pedindo pros meninos entenderem como diferentes culturas e grupos sociais se organizam no espaço e no tempo, como se expressam e como interagem entre si. Tipo assim, é fazer eles perceberem que o mundo não é só uma coisa homogênea, sabe? Tem várias culturas, economias, jeitos de viver, e isso muda de região pra região, país pra país.

Aí eu penso que o aluno precisa conseguir olhar pro lugar onde ele vive e perceber que tem várias camadas ali. Por exemplo, ele precisa sacar que a cultura jovem em Goiânia não é a mesma de São Paulo ou Nova Iorque. E mais do que isso, ele precisa pensar nos fatores econômicos, sociais e políticos que influenciam essas diferenças. Isso se conecta bem com o que eles já viram no 1º ano sobre diversidade cultural e social. Eles já têm uma base sobre o que é cultura e sociedade, então agora a gente aprofunda e começa a relacionar isso com o espaço em que vivem.

Uma das atividades que eu faço é a "Roda de Culturas". É simples: peço pra eles trazerem um objeto ou história que represente algo da cultura local deles. Pode ser uma receita da avó, um brinquedo antigo, ou uma música da região. Aí a gente organiza um círculo e cada um compartilha seu item ou história. Leva umas duas aulas, porque primeiro tem a preparação em casa e depois a apresentação na sala.

Na última vez, o João trouxe uma fita de música sertaneja do pai dele e contou sobre como isso faz parte das festas da família desde sempre. A Ana levou uma foto do avô trabalhando no campo e falou sobre as mudanças na agricultura local. A galera adora ver as diferentes perspectivas dos colegas e começa a entender melhor como tudo tá conectado.

Outra atividade que faço é um debate sobre culturas juvenis ao redor do mundo. Divido a turma em grupos pequenos e cada um pesquisa sobre uma cultura jovem de um lugar diferente: Japão, África do Sul, Estados Unidos... uso alguns textos curtos e vídeos disponíveis na internet mesmo. Eles têm uma aula pra pesquisar e preparar um argumento sobre o impacto cultural, econômico ou social daquela cultura juvenil.

Da última vez, um grupo apresentou sobre o K-Pop da Coreia do Sul. A Júlia ficou fascinada pelo jeito como essa cultura influencia até o jeito dos jovens se vestirem aqui no Brasil. O debate foi animado e eles começaram a perceber que esses movimentos jovens não estão isolados; tudo tá interligado por causa da globalização.

E tem também a construção de um painel coletivo sobre territorialidades brasileiras. Aqui uso cartolinas, revistas velhas e impressos da internet. A ideia é eles criarem algo visual que mostre as diferentes territorialidades dentro do Brasil: os povos indígenas, quilombolas, as culturas urbanas... Eles fazem pesquisa em duplas durante umas duas aulas e depois montam o painel juntos.

Uma situação engraçada foi quando o Pedro descobriu que tinha um quilombo perto da cidade dele e ele nem sabia! Ele ficou tão empolgado que quis visitar o local com a família no fim de semana seguinte. Isso mostra como essa atividade realmente faz eles olharem pro próprio território com outros olhos.

Bom, acho que trabalhar essa habilidade é fundamental pra formar cidadãos mais conscientes e abertos ao diverso. O mundo tá cada vez mais conectado, mas também polarizado em muitos aspectos. Se eles já saem da escola percebendo essas nuances todas, já dá pra dizer que a gente cumpriu parte do nosso papel como educadores.

E aí? Como vocês têm trabalhado isso nas suas turmas? Tô curioso pra saber outras ideias!

Aí eu penso que o aluno precisa conseguir olhar pra um mapa, por exemplo, e entender que cada pedacinho daquele espaço tem uma história, tem uma gente com suas próprias maneiras de viver. Mas como é que a gente percebe que o aluno entendeu isso sem meter uma prova formal no meio? Bom, vou te contar como eu faço.

No dia a dia, enquanto tô circulando pela sala, eu fico prestando atenção em como os meninos tão discutindo entre eles. Sempre rola aquelas atividades em grupo e é ali que você vê quem realmente pegou a ideia. Um dia, tava ouvindo dois alunos, a Marina e o João, conversarem sobre um trabalho que fizemos sobre culturas indígenas brasileiras. O João explicava pra Marina que os povos indígenas não são "todos iguais", como ele mesmo dizia. Ele tava falando das diferenças entre os Guarani e os Yanomami, e eu percebi que ele realmente tinha captado a mensagem de que dentro do nosso próprio país já existe uma diversidade enorme.

Outra coisa é quando um aluno explica pro outro. Certa vez o Lucas tava meio perdido no tema e a Ana foi lá e começou a explicar sobre as influências africanas na cultura nordestina do Brasil. Ela usava exemplos de música, culinária e vestimenta. Aí eu fiquei só observando de longe e pensei: "Ah, essa entendeu direitinho". Esse tipo de interação é muito mais revelador do que qualquer prova, porque você vê o conhecimento fluindo naturalmente.

Agora, sobre os erros mais comuns, sempre tem alguns tropeços que aparecem. Tem um menino na sala, o Pedro, que sempre confunde globalização com americanização. Ele tende a achar que tudo no mundo tá ficando igual por causa da influência dos Estados Unidos. Aí eu sempre tento mostrar pra ele que a globalização é um processo bem mais complexo, com várias trocas culturais e econômicas entre diferentes países, não só um país influenciando o resto. Outro erro comum é da Maria Luísa, que às vezes pensa que cultura é só música e dança. Eu explico pra ela que cultura envolve tudo: comportamento, língua, tradições... Aí quando pego esses erros na hora, procuro exemplos concretos pra corrigir. Tipo assim, trago notícias recentes ou falo de filmes que eles conhecem pra ilustrar melhor.

E tem também a questão de lidar com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA. Com o Matheus, eu preciso mudar um pouco o jeito das atividades pra manter ele engajado. Uso materiais visuais mais dinâmicos e vídeos curtos pra explicar os conceitos. Coisas tipo infográficos ajudam bastante também porque misturam informações de texto com imagens atraentes. O tempo de concentração dele é mais curto, então faço atividades em etapas menores pra ele não se perder.

Já com a Clara, procuro ser claro e objetivo nas instruções e uso recursos visuais bem organizados. Quando tinha uma atividade sobre as diferentes religiões no mundo, preparei mapas coloridos que ela adorou explorar. Também dou um tempo extra pra ela processar as informações no ritmo dela. Mas já tentei usar algumas músicas típicas de diferentes culturas pra ilustrar conceitos e percebi que ela não curtiu muito o barulho todo. Aí aprendi a ficar mais atento ao que realmente funciona pra cada um.

Bom, essa é mais ou menos minha experiência com essa habilidade EM13CHS205 na sala de aula. Cada dia é um aprendizado novo tanto pros alunos quanto pra mim mesmo. É legal ver como eles vão percebendo as nuances do mundo onde vivem e isso enriquece muito nosso trabalho como professores. Aí é isso pessoal! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia. Abraço!

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