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EM13CHS304Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os impactos socioambientais decorrentes de práticas de instituições governamentais, de empresas e de indivíduos, discutindo as origens dessas práticas, selecionando, incorporando e promovendo aquelas que favoreçam a consciência e a ética socioambiental e o consumo responsável.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar essa habilidade da BNCC, a EM13CHS304, na prática é um desafio e tanto. Basicamente, o que a gente quer com isso é que os nossos alunos consigam entender e analisar os impactos que as ações de governos, empresas e pessoas comuns têm no meio ambiente e na sociedade. Quer dizer, a gente quer que eles percebam como certas práticas podem ser prejudiciais ou benéficas pro mundo onde a gente vive. A turma tem que aprender a selecionar e promover aquelas ações que fazem bem pra consciência socioambiental e incentivam um consumo mais responsável.

Então, como eu explicaria isso por miúdos pra um colega novo? É tipo assim: quando a gente fala de impacto socioambiental, não tá só falando de poluição ou aquecimento global, mas também de como certas decisões afetam comunidades, economias locais e até mesmo a cultura de um lugar. E aí, os alunos precisam ter esse entendimento de que uma coisa tá ligada na outra. Eles devem conseguir, por exemplo, olhar pra uma notícia sobre uma nova indústria que vai abrir na cidade e pensar nas consequências: vai gerar emprego? Vai poluir o rio ali perto? Como isso muda a vida das pessoas em volta?

A ligação com o que eles já sabiam da série anterior vem através dos temas relacionados a cidadania e meio ambiente, que já tinham sido mais ou menos abordados. Agora é trazer isso de uma forma mais crítica e profunda. Bom, vamos pro que interessa: como eu tenho feito isso aqui com a minha galera do 2º ano do Ensino Médio.

Primeira atividade: “Estudo de Caso” – Sempre começo com essa porque traz as discussões lá pra cima. Escolho um caso real de impacto socioambiental – tipo a construção de uma usina hidrelétrica ou uma decisão governamental que afeta o uso da terra – algo que tenha acontecido no Brasil mesmo pra ficar mais próximo deles. Normalmente pego algum material da internet, notícias recentes, artigos simples... nada muito complexo. Divido a turma em grupos menores de 4 ou 5 alunos e dou uma aula inteira pra trabalharem nisso (uns 50 minutos).

Os meninos têm que ler o material, discutir entre eles e responder algumas perguntas-chave que faço. Essa parte é sempre interessante porque rola muito debate saudável entre eles. Da última vez, por exemplo, o Pedro tava defendendo com unhas e dentes o impacto positivo de uma usina porque gera emprego – o que tá certo – mas aí veio a Mariana e fez ele repensar por causa dos impactos ambientais a longo prazo.

Segunda atividade: “Debate Simulado” – Essa é bem dinâmica e os alunos adoram. A gente escolhe um tema polêmico relacionado ao meio ambiente ou sociedade – tipo assim: “Grandes empresas devem ser mais responsabilizadas pela reciclagem dos produtos?”. Divido a turma em dois grupos: um defende o “sim” e o outro o “não”. Dou uns 30 minutos numa aula pra eles se prepararem, organizarem argumentos e contra-argumentos.

Depois, na aula seguinte, rola o debate. Cara, é empolgante ver como eles se envolvem! O João até trouxe estatísticas pra defender o lado dele uma vez. Eles aprendem a ouvir os argumentos dos colegas e pensar criticamente sobre os próprios posicionamentos. No final, faço uma reflexão geral sobre como essas discussões são importantes pra entender os impactos das decisões no mundo real.

Terceira atividade: “Projeto Prático” – Aqui é quando a prática realmente entra em cena. Proponho pra turma um desafio: criar um projeto que promova algum tipo de conscientização socioambiental na escola ou na comunidade onde moram. Damos um prazo maior pra isso – geralmente umas três semanas. Eles podem escolher qualquer formato: cartazes, campanha nas redes sociais, palestras... qualquer coisa que funcione.

Na última vez, a Camila e o grupo dela fizeram uma campanha super legal no Instagram sobre consumo responsável. Teve até vídeo mostrando alternativas ao consumo desenfreado! É muito gratificante ver quando eles conseguem conectar teoria e prática assim.

Bom, no geral os alunos gostam dessas atividades porque saem do formato tradicional de aula expositiva. Eles ficam mais engajados quando percebem que aquilo tudo tem um impacto real no mundo deles. E eu também acabo aprendendo muito com as perspectivas deles. Cada turma traz algo novo pra discussão!

E aí? Como vocês trabalham essa habilidade nas suas turmas? Alguma ideia diferente? Vamos trocar experiências!

Então, como eu explicaria isso pros alunos? É mais ou menos assim: a gente pega um tema que tá em alta, tipo o desmatamento na Amazônia ou o descarte de lixo eletrônico, e aí eu proponho atividades que fazem eles realmente pensarem sobre as consequências disso tudo. A gente já fez um painel onde cada grupo tinha que apresentar uma pesquisa sobre como as práticas de uma empresa afetam o meio ambiente. Foi muito interessante ver como eles se envolvem e começam a perceber a seriedade do assunto.

Agora, como é que eu sei que eles aprenderam de verdade, sem precisar aplicar uma prova formal? Bom, eu circulo muito pela sala enquanto eles estão trabalhando em grupo. Eu gosto de ouvir as conversas e perceber como eles estão se expressando. Quando vejo um aluno explicando pra outro o que significa sustentabilidade ou por que é importante reciclar, aí eu penso "ah, esse entendeu". Um dia desses, ouvi a Ana Clara explicar pro Lucas que não era só uma questão de reciclar por reciclar, mas de entender todo o ciclo de vida de um produto. Cara, nessa hora eu sabia que ela tinha captado a essência do conteúdo.

Tem também aqueles momentos em que eles fazem conexões espontâneas entre o que a gente discutiu na sala e alguma notícia recente. É tipo quando a Júlia comentou sobre um desastre ambiental que viu na TV e relacionou com o que estudamos sobre poluição industrial. Isso mostra que estão prestando atenção e entendendo como esse conhecimento se aplica no mundo real.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que eu observo a turma cometendo. Tipo o Pedro, que às vezes confunde desenvolvimento sustentável com qualquer ação ambiental positiva. Ele acha que plantar árvores resolve tudo, por exemplo. Não é bem assim, né? Desenvolvimento sustentável é sobre equilíbrio entre crescimento econômico, bem-estar social e proteção ao meio ambiente. Outro dia, ele tava explicando pro grupo dele sobre um projeto de energia limpa e deixou passar batido a parte dos custos sociais envolvidos na implementação desse tipo de energia. Quando pego um erro desse na hora, eu tento não corrigir de imediato pra não inibir, mas levo eles a pensarem mais profundamente sobre as consequências econômicas e sociais. Fico ali perguntando "E se...?" pra estimular a reflexão.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA, é um desafio à parte integrar eles nas atividades sem deixar ninguém pra trás. Com o Matheus, eu percebi que ele funciona melhor com tarefas bem quebradas em etapas menores. Se dou pra turma toda uma atividade longa e complexa de uma vez só, ele se perde fácil. Então, o que faço é dar objetivos curtos e claros pra ele. Por exemplo, em vez de pedir uma pesquisa completa sobre energias renováveis num único dia, peço primeiro pra ele investigar só sobre energia solar e fazer um resumo até o fim da aula.

Com a Clara, já é diferente. O importante é manter um ambiente previsível e confortável onde ela possa saber exatamente o que esperar. A gente usa muito quadros visuais pra ajudar na comunicação das instruções e expectativas. Tem dias que não funciona muito bem quando tô muito improvisado e mudo a dinâmica sem avisar antes. Uma vez troquei o lugar da atividade prática do laboratório pra sala de vídeo no último minuto e ela ficou bem desconfortável. Aprendi que ela precisa dessa previsibilidade.

E olha só, os dois têm seus próprios interesses e talentos únicos que às vezes surpreendem a turma toda. O Matheus adora desenhar e já fez uns cartazes incríveis nas apresentações. A Clara tem uma memória impressionante pra detalhes e muitas vezes lembra a galera de dados importantes durante as discussões.

Bom, pessoal, acho que deu pra ter uma boa ideia do dia a dia aqui na sala com essa habilidade da BNCC. Dá trabalho? Dá! Mas é gratificante demais ver os meninos crescendo como cidadãos conscientes do mundo ao redor deles. E aí? Como vocês lidam com os desafios parecidos na escola de vocês? Vamos trocar umas figurinhas por aqui! Abraço!

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