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EM13CHS404Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e discutir os múltiplos aspectos do trabalho em diferentes circunstâncias e contextos históricos e/ou geográficos e seus efeitos sobre as gerações, em especial, os jovens, levando em consideração, na atualidade, as transformações técnicas, tecnológicas e informacionais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS404 da BNCC é um tanto complexa, mas na prática, a ideia é ajudar os meninos a entenderem como o trabalho funciona em diferentes tempos e lugares, e como isso afeta a vida da galera, principalmente os jovens. Quando falamos disso com a turma do 3º ano do Ensino Médio, estamos tentando fazer com que eles consigam olhar para o trabalho não só como algo que paga as contas, mas como uma coisa que molda a sociedade e que é moldada por ela. Eles precisam perceber como as inovações tecnológicas mudam tudo isso, sabe?

Por exemplo, os alunos têm que conseguir reconhecer que o jeito que a gente trabalha agora, com todas essas tecnologias e informações na ponta dos dedos, é bem diferente de como nossos avós trabalhavam. E mais: eles devem entender as implicações disso tudo. Será que essas mudanças estão trazendo mais oportunidades ou mais desafios? É isso que eles precisam discutir.

Bom, chegando no 3º ano, os alunos já passaram por outras séries onde aprenderam sobre revoluções industriais, conquistas de direitos trabalhistas e tal. Isso ajuda, porque aí no 3º ano a gente aprofunda e atualiza. A gente traz o assunto pro presente e pro futuro deles. E olha que tem aluno que já chega com aquela visão bem crítica e pronta pra debater.

Agora vou contar como eu faço isso acontecer lá na sala de aula. Tenho três atividades que sempre dão certo e ajudam a turma a entender melhor essa habilidade.

A primeira atividade é um debate sobre "O Futuro do Trabalho". Eu começo dividindo a sala em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco alunos. Passo um texto curto para cada grupo ler – pego coisas da internet ou de revistas que falem sobre inteligência artificial ou automação no trabalho. Coisa simples, duas ou três páginas pra cada grupo, pra não ficar cansativo. Essa atividade normalmente leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Quando fiz isso da última vez, lembro que o João e a Ana ficaram impressionados com um artigo falando dos robôs tomando empregos na indústria automobilística. No dia do debate, eles puxaram pro lado das consequências sociais disso tudo. A discussão foi longe e rendeu muito.

Outra atividade que funciona é a "Linha do Tempo do Trabalho". Aqui eu peço pros alunos pesquisarem sobre como era o trabalho em diferentes décadas do século XX até agora. Divido a turma em duplas e cada dupla fica responsável por uma década. Eles colecionam imagens, textos curtos e até mesmo entrevistas com pessoas mais velhas da família ou comunidade. Aí, eles montam uma linha do tempo visual na parede da sala. Essa atividade leva umas duas ou três aulas, porque tem toda a parte de pesquisa e depois o momento de montar tudo na sala. O pessoal adora ver como o trabalho foi mudando ao longo do tempo! Da última vez que fizemos isso, a Maria descobriu histórias incríveis do avô dela que trabalhou com rádio nos anos 50 e veio compartilhar com todo mundo. Foi muito legal ver o brilho nos olhos dela quando contou essas histórias.

Por fim, tem uma atividade mais prática chamada "Desafios do Trabalho Atual vs Futuro". Eu levo algumas notícias fresquinhas – pode ser de jornal ou site de confiança – que falam sobre emprego dos jovens hoje em dia em comparação com previsões para o futuro próximo. Divido a turma em dois grupos: um foca nos desafios atuais e outro nos desafios futuros. Cada grupo prepara uma apresentação rápida destacando o que acharam mais importante ou preocupante nessas notícias.

Essa atividade também leva ali umas duas aulas: uma pra pesquisa e preparação e outra pra apresentação dos grupos. O engraçado é ver como eles se engajam! Teve um dia que o Pedro trouxe um dado sobre como muitas profissões podem sumir nos próximos anos devido à automação e isso gerou um debate quente sobre qual curso escolher na faculdade considerando esse cenário.

E aí termina mais uma jornada dessas nossas aulas cheias de descobertas e reflexões. Sempre saio cansado mas satisfeito ao ver os meninos se questionando sobre coisas importantes para o futuro deles. Aquele brilho no olho deles quando percebem algo novo não tem preço!

Enfim, é assim que tento trabalhar essa habilidade aí com a galera do 3º ano. Busco sempre tornar as aulas dinâmicas e ligadas à realidade deles pra manter todo mundo engajado. Espero ter ajudado algum colega professor por aqui a pensar em novas formas de abordar esse tema tão importante! Qualquer dúvida ou ideia nova, só chamar!

Olha, saber que o aluno aprendeu sem precisar fazer uma prova formal é um desafio, mas também é onde a gente vê a mágica acontecendo. Aí, no dia a dia, quando eu tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas, dá pra sacar quando o aluno tá sacando o conteúdo.

Teve um dia, por exemplo, que o João tava explicando pra Maria como as revoluções industriais mudaram a forma como a gente trabalha hoje. Ele tava usando exemplos do que a gente tinha discutido em aula sobre como antes as pessoas trabalhavam no campo e como as fábricas mudaram tudo. Aí eu pensei "o João pegou a ideia!". Quando eles começam a usar essas comparações e a aplicar o que aprenderam nos debates entre eles, é sinal de que algo ali funcionou.

E tem vez que você pega o aluno corrigindo o colega. Outro dia, ouvi a Luana falando pro Pedro: "Não, mas isso aí não foi só por causa da tecnologia, foi também porque as pessoas começaram a se organizar de um jeito diferente". É nessas horas que eu vejo que ela entendeu que não é só sobre máquinas e inovações, mas também sobre sociedade.

Os erros mais comuns... ah, esses são engraçados às vezes. Tipo o Tiago, ele sempre confunde revolução industrial com revolução agrícola. Eu acho que é porque ambas envolvem mudanças grandes e ele acaba misturando elas na cabeça. Quando pego ele errando na hora, tento sempre puxar ele de lado e perguntar: "Ó Tiago, lembra daquela aula quando falamos sobre como as fábricas surgiram? E no campo, lembra o que aconteceu antes disso?". Costuma ajudar ele a separar as ideias.

Outra coisa comum é os alunos olharem pro trabalho só pelo lado econômico. A Ana vive pensando que quando falamos de trabalho é só sobre salário e pagamento. Então sempre tento puxar discussões sobre como ele também tem um lado social e cultural. E quando ela erra, chamo ela pra uma conversa sobre como certas profissões criam identidades culturais e isso não tem só a ver com dinheiro.

Falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA, eu tenho que pensar em estratégias diferentes. Pro Matheus, por exemplo, eu tento quebrar as atividades em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado. Se estamos fazendo um texto grande, divido em etapas e dou pausas pra ele poder se recompor. Além disso, gosto de usar cores nos textos, ele adora isso! Ajuda ele a focar.

Já com a Clara, o negócio é mais sobre rotina e previsibilidade. Tento sempre falar anteriormente o que vamos fazer naquele dia pra não haver surpresas. Eu também introduzo materiais visuais pra ela porque isso ajuda bastante. Uma vez pensei em usar um vídeo super dinâmico pra explicar um tópico, mas vi que ela ficou meio ansiosa com tanta informação ao mesmo tempo. Então agora uso representações mais simples e diretas.

Pra ambos, ter uma comunicação direta com os pais também é essencial. Assim posso ajustar as atividades conforme o retorno deles sobre como tá indo em casa.

Bom pessoal, acho que é isso. A gente sempre tá aprendendo também com eles e tentando ajeitar as coisas para facilitar pro lado deles. Pode ser um trabalho árduo às vezes, mas ver eles entendendo e aplicando o conhecimento no dia a dia vale cada esforço. Vamos continuar trocando ideias por aqui! Até mais!

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