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EF08CI15Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as principais variáveis envolvidas na previsão do tempo e simular situações nas quais elas possam ser medidas.

Terra e UniversoSistema Sol, Terra e Lua Clima
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, entender essa habilidade EF08CI15 da BNCC é mais simples do que parece. Na prática, o que a gente precisa é fazer os meninos entenderem como prever o tempo, sabe? Tipo assim, eles têm que saber quais são as coisas que a gente observa pra dizer se vai chover ou fazer sol. O aluno precisa conseguir identificar variáveis como temperatura, umidade, pressão atmosférica e vento, e aí simular como isso funciona na vida real. E a galera já vem de uma base do 7º ano onde eles aprenderam sobre o Sistema Solar e as estações do ano, então é mais pegar essas informações e conectar com o dia a dia deles. É mostrar como o que eles já sabem se aplica na prática.

Bom, então vou contar como faço isso na minha sala do 8º Ano. A primeira atividade que eu faço é a "Estação Meteorológica Caseira". Pra isso a gente usa materiais bem simples: garrafa PET, régua, fita adesiva, e um pouco de areia. Divido a turma em grupos de cinco, e a atividade dura uma aula inteira, de uns 50 minutos. Pedi pros alunos trazerem os materiais de casa pra não ter desculpa e funcionou bem — olha só, até o Joãozinho que nunca traz nada dessa vez trouxe!

A ideia é que cada grupo monte uma estação meteorológica básica pra medir a chuva (pluviômetro), a temperatura (termômetro simples com água colorida) e a direção do vento (cata-vento de papel). Na última vez que fizemos isso, os meninos estavam super empolgados! A Maria tava tão animada que já saiu colando tudo antes mesmo de eu explicar direito, aí claro que deu errado e tiveram que começar de novo. Mas deu pra ver que aprenderam com os erros.

Outra atividade legal é a "Simulação de Previsão do Tempo". Para essa, uso um programa online gratuito que simula o clima. Cada aluno tem acesso a um computador ou celular da escola (a gente se vira com o que tem). Eu separo a galera em duplas porque além de ser mais fácil ter ideias assim, só temos computadores suficientes pra isso. Essa leva uns 40 minutos; é rapidinho mas super eficiente.

A galera adora brincar de "meteorologista". O Pedro e o Lucas estavam usando o simulador pra prever chuva pro fim de semana e ficaram todos empolgados quando acertaram! Aí eu aproveito essa animação pra puxar uma conversa sobre as variáveis envolvidas — por exemplo, por que eles acham que deu chuva? Aí surgem as discussões sobre umidade relativa do ar, as nuvens carregadas e tudo mais.

Por último, tem a "Roda de Conversa com o Climatologista". Essa aqui é bem especial porque traz alguém de fora pra conversar com os meninos. Da última vez trouxe um amigo meu que trabalha no INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). Ele adora compartilhar experiências e vem sempre em troca só de um cafezinho. É um bate-papo descontraído onde todos podem fazer perguntas sobre como se faz previsão do tempo de verdade.

Essa atividade é ótima porque traz uma visão prática do mercado de trabalho. Os meninos ficam curiosos! A Ana ficou impressionada como ele usava satélites pra pegar dados do clima. E mesmo os mais tímidos acabam fazendo perguntas porque percebem que é uma conversa informal.

Fazer essas atividades ajuda os alunos a entenderem não só as variáveis envolvidas na previsão do tempo, mas também como tudo isso afeta nosso dia a dia. E o melhor: eles se divertem enquanto aprendem! Esse tipo de envolvimento é fundamental porque sai daquele esquema chato de ficar só na teoria. E no fim das contas, eles conseguem conectar os pontos entre o que aprenderam sobre Terra e Universo no ano passado com o que tão vendo agora.

Por isso acho importante garantir essa conexão prática. Afinal, quando eles veem os conceitos aplicados no mundo real — seja montando um pluviômetro ou conversando com um especialista da área — tudo faz mais sentido. Isso dá mais segurança pra eles entenderem as notícias sobre clima ou até mesmo discutir essas questões em casa. É sempre gratificante ver quando acendem aquela luzinha de "ahá!" nos olhos dos alunos.

E aí, alguém por aqui já tentou algo parecido? Como foi?

No dia a dia da sala de aula, a gente percebe que os alunos estão aprendendo de verdade quando começam a usar o vocabulário certo nas conversas entre eles, sabe? Tipo, quando tô circulando pela sala, já prestei atenção várias vezes nos alunos trocando ideias e, ao invés de falarem coisas genéricas como "tá um calor hoje", eles começam a usar expressões tipo "a pressão tá baixa" ou "essa umidade tá alta". Isso mostra que eles internalizaram o conceito.

Outro momento que gosto muito é quando um aluno explica pro outro. Teve uma vez que o João estava tentando entender por que certos dias são nublados e a Maria explicou pra ele usando o exemplo da panela de pressão. Ela disse algo tipo: "Imagina que o céu é igual àquela panela lá de casa. Quando a pressão tá muito alta, o vapor não sai fácil, aí ficam aquelas nuvens todas acumuladas". Olha, foi genial! Na hora pensei: "Ah, essa entendeu!"

Agora, quando os alunos cometem erros, é bem interessante também. Um erro comum é confundir temperatura com sensação térmica. Lembro do caso do Lucas. Ele vivia falando que tava “20 graus”, mas sentia frio e dizia que isso não fazia sentido. A explicação pra ele era sempre a mesma: temperatura é um dado fixo, mas a sensação térmica envolve outros fatores como vento e umidade. Percebi que essa confusão acontece porque a gente sempre ouve falar de temperatura como algo absoluto, sem considerar os outros elementos.

Quando pego esses erros na hora, sempre tento trazer exemplos práticos. Tipo, comparo com uma bebida gelada num dia quente: a garrafa pode tá gelada, mas em contato com a mão quente, não parece tão fria assim. Aí vai clareando.

Aí tem também o Matheus e a Clara na minha turma. Cada um tem sua forma especial de aprender. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento durante as aulas. Com ele, atividades práticas funcionam melhor. Então, em vez de só explicar sobre pressão atmosférica, peço pra ele fazer experiências rápidas, tipo usar uma seringa pra mostrar como o ar se comporta em diferentes pressões. Isso mantém ele engajado e ajuda muito na compreensão.

Já a Clara tem TEA e prefere atividades mais estruturadas e previsíveis. Com ela, uso mais recursos visuais e cronogramas. Pra ajudar no entendimento sobre o clima, por exemplo, usamos gráficos coloridos mostrando as variações de temperatura e umidade ao longo dos dias. Uma vez testei usar histórias em quadrinhos sobre previsões do tempo e ela adorou! Ela consegue seguir melhor quando vê as informações organizadas assim.

O que não funcionou tão bem foi tentar misturar muita informação de uma vez só com os dois. Tentei fazer uma dinâmica em grupo onde cada um deveria representar um elemento do clima e se comunicar pra prever o tempo. Causou confusão pro Matheus, que ficou agitado demais com tanta informação ao mesmo tempo, e pra Clara, que ficou perdida sem saber qual parte observar primeiro.

No fim das contas, entender como cada aluno aprende faz toda diferença. Com paciência e atenção aos detalhes, a gente vai ajustando as atividades pra que todos consigam aprender no seu próprio ritmo. E assim vamos navegando diariamente nessas descobertas... Bom gente, espero ter ajudado aí com essas dicas! Qualquer coisa tô por aqui pra gente trocar mais ideias. Abraço!

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