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EF15CO09Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Entender que as tecnologias devem ser utilizadas de maneira segura, ética e responsável, respeitando direitos autorais, de imagem e as leis vigentes.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia computacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando vejo essa habilidade EF15CO09 da BNCC, penso logo em como é importante ensinar os meninos a usarem a tecnologia de um jeito que não vá dar dor de cabeça nem pra eles, nem pros outros. É tipo assim: os alunos precisam entender que a internet e as tecnologias são ferramentas incríveis, mas também trazem umas responsabilidades. Eles têm que saber, por exemplo, que não podem sair por aí copiando qualquer coisa da internet e dizendo que é deles. Direitos autorais e essas coisas, sabe? Além disso, tem aquela parte de usar imagens de forma correta, sem invadir a privacidade dos outros, e respeitar as leis que existem.

No 3º ano, a galera já vem com uma basezinha do que é certo e errado na internet, mas é mais na teoria. Quando chegam aqui, tentamos mostrar isso na prática. Eles já sabem que não podem compartilhar senhas ou serem mal-educados online (pelo menos a maioria sabe), mas agora precisam entender os detalhes, tipo o que realmente significa respeitar direitos autorais ou por que é importante pedir permissão antes de usar uma imagem.

Agora, deixa eu contar umas atividades que fazemos aqui na sala pra trabalhar essa habilidade.

Primeira coisa que a gente faz é o "Jogo dos Direitos Autorais". Eu crio umas cartinhas com imagens e textos curtos (coisas retiradas de livros antigos ou bancos de imagem gratuitos) e umas outras cartinhas com situações, tipo "Vicky fez uma apresentação e colocou essa imagem" ou "João quer usar esse texto no blog dele". A turma é dividida em grupos de 4 ou 5 alunos e cada grupo recebe um conjunto de cartinhas. Eles têm que discutir entre eles se aquela situação respeita ou não os direitos autorais. Isso costuma levar uns 30 minutos. Os meninos ficam super animados porque parece um jogo de tabuleiro. Da última vez, o Pedro ficou todo orgulhoso porque acertou todas as situações no grupo dele e saiu contando pra todo mundo como ele manja das leis.

Outra atividade bem legal é o "Workshop do Respeito às Imagens". Eu trago algumas revistas velhas e impressões da internet (todas imagens livres de direito) e a gente cria painéis sobre temas variados: natureza, esportes, cidades... Cada grupo escolhe um tema e monta um painel usando as imagens disponíveis. Aí eles têm que apresentar o trabalho falando por que escolheram cada imagem e se ela respeita os direitos autorais. Fazemos isso em uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. É bom porque eles trabalham em equipe e desenvolvem o olhar crítico sobre o uso das imagens. Uma vez o Lucas fez uma apresentação tão boa sobre animais marinhos que acabou virando a estrela da turma por uns dias.

A última atividade que faço é um debate simples sobre "A Vida Online Segura", onde cada aluno tem que trazer uma história ou notícia sobre segurança digital para compartilhar com a turma. Eles se organizam em círculo (tipo roda de conversa) e cada um fala por uns 3 minutos. O desafio é discutir como a situação poderia ter sido diferente se as pessoas envolvidas tivessem agido com mais ética ou responsabilidade. Deixa os alunos bem reflexivos sobre suas próprias atitudes online. Uma vez, a Ana trouxe uma história sobre uma influencer famosa que teve problemas com uso indevido de fotos pessoais, e isso gerou uma discussão super interessante sobre privacidade.

E olha só, às vezes aparecem umas situações inusitadas nessas atividades. Uma vez, durante o "Jogo dos Direitos Autorais", a Clarinha perguntou se ela podia usar qualquer música do Spotify no fundo dos vídeos dela no TikTok sem problemas. Foi ótimo porque deu pra explicar pra toda turma sobre como funciona direitos autorais em música também, coisa que eles adoram e usam bastante na internet.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é mostrar pros meninos que ser ético na internet é meio que como ser ético na vida real: você precisa respeitar o trabalho dos outros e cuidar pra não invadir a privacidade alheia. E é isso aí! Espero ter ajudado vocês a pensar em maneiras legais de abordar isso na sala de aula também. Até mais!

E aí, como que a gente percebe que os alunos realmente aprenderam essa habilidade, né? Olha, não é só chegar e aplicar uma prova formal. No dia a dia, a gente vai pescando esses sinais. Quando tô circulando pela sala, observando os meninos, dá pra sacar muita coisa nas conversas entre eles. É na hora que eles começam a usar as palavras certas, argumentar uns com os outros sobre o que pode ou não pode fazer na internet. Já aconteceu de eu passar perto de um grupinho e ouvir o João explicar pro Pedro que não é legal pegar imagem da internet sem dar os créditos. Aí eu penso: "Ah, esse entendeu!"

Outra vez, tava rolando uma atividade em grupo e a Luísa deu um toque no colega dizendo que não podia usar a música do jeito que ele queria no vídeo deles. Ela falou: "Acho melhor a gente procurar uma música livre ou pedir autorização". Nesse momento, você vê que o trabalho tá surtindo efeito.

Mas olha, os erros mais comuns aparecem bastante também. Um dia desses, o Felipe tava lá todo empolgado mostrando um trabalho de pesquisa e eu percebi que ele tinha copiado um parágrafo inteiro de um site. Chamei ele num canto e expliquei: "Felipe, você tem que colocar com suas palavras ou citar de onde tirou essa informação". Ele ficou meio sem graça e disse que achava mais fácil copiar porque não sabia muito bem como escrever diferente. É comum isso acontecer porque eles tão ainda aprendendo a se expressar e às vezes tão mais focados no conteúdo do que na forma de apresentar.

Agora, quando vejo esse tipo de erro na hora, procuro corrigir ali mesmo. Chamo pra conversar rapidinho e mostro na prática como mudar aquele pedaço do texto. Com o tempo, eles vão sacando como fazer direito. Uma dica boa é sempre incentivar a revisão entre eles mesmos antes de entregar os trabalhos.

Com relação ao Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, tenho tentado adaptar as atividades pra ajudá-los a acompanhar melhor as aulas. Pro Matheus, é essencial manter as tarefas curtas e diretas. Ele se perde se algo é muito longo ou complexo demais. Divido as atividades em etapas menores e dou intervalos pra ele poder se movimentar sem perder o foco. Outra coisa que funciona é usar recursos visuais bem coloridos e dinâmicos. Aplicativos interativos são uma mão na roda com ele.

Já a Clara, ela precisa de um ambiente mais previsível e menos barulhento pra conseguir se concentrar nas atividades. Pra ela, eu uso sempre um roteiro visual das atividades do dia na lousa com desenhos simples que ajudem a antecipar o que vai acontecer. Tento manter uma rotina bem estruturada e aviso antes qualquer mudança no cronograma pra ela não ficar ansiosa.

Teve uma vez que achei que um jogo educativo ia funcionar super bem com os dois, mas percebi que pra Clara precisaria de menos estímulos visuais porque ela acabou ficando muito sobrecarregada com tantas informações ao mesmo tempo. Aí aprendi a usar mais materiais concretos com ela, tipo quebra-cabeças relacionados ao conteúdo.

No fim das contas, cada dia na sala de aula é uma descoberta nova e um desafio diferente. A gente vai ajustando aqui, ali, testando coisas novas até encontrar o jeito certo de alcançar cada aluno da melhor forma possível.

Bom, acho que já contei bastante coisa por hoje sobre como rola esse ensino na prática com os meninos sobre uso responsável da tecnologia. E vocês? Como têm percebido esses aprendizados nas salas de vocês? Vamos trocando ideias por aqui! Abraço!

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