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EF15CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as principais formas de organizar e representar a informação de maneira estruturada (matrizes, registros, listas e grafos) ou não estruturada (números, palavras, valores verdade).

Pensamento computacionalOrganização e representação da informação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF15CO01 da BNCC, do jeito que eu entendo, é um desses negócios de ajudar os meninos a dar forma pras ideias deles. É como se fosse ensinar a organizar um monte de peças de Lego pra construir algo que faça sentido. Basicamente, os alunos têm que aprender a pegar informações que às vezes estão espalhadas e montar isso de um jeito que todo mundo entenda. Tipo assim, se eles têm uma lista de coisas que precisam levar pra escola, ou uma tabela com as notas das provas, ou até um desenho com as posições do time de futebol deles no campinho, tudo isso são formas de organizar informação. E o bacana é que eles já chegam no 2º Ano do Fundamental com alguma noção disso, porque no 1º Ano eles já aprendem a fazer listinhas, desenhar mapas simples e essas coisas.

Eu sempre tento começar conversando com eles sobre como seria se as coisas não tivessem organização nenhuma. Pergunto se já viram a geladeira bagunçada em casa e como é difícil encontrar o suco de laranja. Isso ajuda eles a começarem a ver o valor de uma boa organização.

Bom, uma das atividades que eu gosto bastante de fazer é a "Feira das Cores". A gente usa folhas coloridas e objetos pequenos como botões ou tampinhas. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um saco com esses objetos misturados. A ideia é que eles criem uma tabela bem básica, ou seja, uma matriz, dividindo os objetos por cor e tipo. Você tinha que ver como a Maria e o João discutiam pra decidir onde colocar um botão azul que tinha um pouco de verde! O tempo todo era "Mas ele é mais azul ou mais verde?". Eles têm uns 20 minutos pra organizar tudo e depois cada grupo apresenta o resultado pro resto da turma. Os meninos ficam empolgados porque parece brincadeira, mas no fundo estão exercitando essa habilidade de agrupar e categorizar informações.

Outra atividade interessante que faço é o "Diário dos Bichos". Cada aluno escolhe um animal favorito e anota algumas características dele em um caderno: o que ele come, onde vive, como é sua aparência. Depois, eu peço pra eles transformarem essas informações em listas na lousa, dividindo em colunas com nomes dos animais na primeira coluna, tipo de alimentação na segunda, habitat na terceira, e assim vai. Dá pra fazer em uns 30 minutos e rola no final da aula de ciências. Uma vez o Lucas escolheu um ornitorrinco e quando ele começou a apresentar e falar das características do bicho, a turma toda caiu na risada porque ninguém acreditava que um bicho podia ser tão estranho. Foi bacana porque além de aprenderem sobre organização, eles também descobriram coisas novas uns com os outros.

A terceira atividade que faço é sobre contar histórias usando quadrinhos. Eu dou pra cada aluno uma folha em branco dividida em quatro quadrados grandes. Eles têm a missão de criar uma história simples usando desenhos nos quadrinhos. Depois disso, conversamos sobre como eles organizaram as sequências dos eventos na história deles. Isso ajuda bastante nessa questão dos grafos porque cada quadrinho é como se fosse um nó na estrutura da história. A Letícia uma vez fez uma história sobre um cachorro astronauta (inspirada no cachorro dela), e foi engraçado ver a reação dos amigos quando ela contou tudo certinho numa ordem lógica.

Cada atividade tem seu tempo e material bem simples, mas o impacto é grandão porque eles começam a entender que mesmo coisas rotineiras podem ser mais fáceis de lidar quando são organizadas direitinho. Os meninos gostam das atividades porque são práticas e fogem daquela coisa mais teórica que às vezes cansa eles.

Essas atividades ajudam os alunos a perceberem como é importante organizar informações pro dia a dia deles também ficar mais fácil. E além disso, deixa eles mais preparados pro futuro quando vão ver assuntos mais complexos. Eu vejo progresso neles toda vez que fazemos algo assim. A turma ganha confiança pra explorar outras formas de aprender e compartilhar ideias. É muito gratificante ver essa evolução acontecendo! Então é isso aí pessoal, qualquer dúvida ou dica sobre esse tema pode chamar aqui!

Então, gente, depois de passar as atividades que já falei, o jeito mesmo de saber se os alunos estão aprendendo é ficar de olho neles, sabe? E olha, dá pra perceber nos detalhes do dia a dia, naquelas pequenas coisas que acontecem na sala. Por exemplo, quando estou andando pela sala e vejo o João explicando pra Maria como ele fez pra organizar o material dele no caderno. Tipo, ele vira e fala: "Olha Maria, eu coloquei as matérias nessa sequência porque o prof pediu assim pra ficar mais fácil de estudar." Aí você pensa: "Ah, entendeu a ideia da coisa."

Também tem horas que pego as conversas deles quando estão em grupo. Teve uma vez que a Ana estava ajudando o Pedro a entender como organizar o horário dele. Ela disse: "Pedro, pensa assim: primeiro a gente separa o que é mais importante e o que vem depois... como se fosse uma história que precisa ter começo, meio e fim." Pronto, ali eu já vi que a Ana tinha sacado completamente o lance da organização.

Agora, errar faz parte do aprendizado né? E os erros mais comuns que vejo são tipo quando os alunos confundem sequência lógica com simplesmente listar as coisas. O Guilherme, por exemplo, uma vez trouxe uma lista toda bagunçada das tarefas dele. Aí eu percebi que ele estava simplesmente anotando tudo sem priorizar ou organizar. Então sentei com ele e falei: "Guilherme, vamos pensar juntos aqui. Que tal começar pelas tarefas para amanhã e depois pensar nas próximas?" Ele olhou pra mim meio pensativo e logo pegou a ideia.

Esses erros vêm muitas vezes da pressa ou mesmo de não parar pra pensar um pouquinho antes de começar. Pra eles é tudo muito rápido, né? Eu sempre falo: "Meninos, calma lá. Vamos respirar e ver a melhor forma de fazer isso." Quando pego um erro na hora durante a aula, gosto de chamar a atenção pra aquilo sem constranger ninguém. Faço perguntas pra eles mesmos descobrirem onde erraram.

Agora falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, são duas realidades bem diferentes na sala. Pro Matheus, que precisa de um pouco mais de movimento e dinâmica na aula, tento usar materiais visuais bem coloridos e atividades que ele possa levantar e fazer alguma coisa prática. Uma coisa que funcionou foi deixar ele responsável por organizar o material do grupo dele. Ele adorou! Era como se ele fosse o capitão da organização.

Por outro lado, com a Clara preciso ser mais cuidadoso com as mudanças bruscas e ruídos na sala. Pro entendimento dela ser mais fluido uso cartões com imagens para ajudá-la a organizar informações. Ela responde super bem quando tem um roteiro visual do que precisa fazer. Tive que aprender também que ela precisa de um tempo extra pra processar as coisas.

Ah, teve um dia que tentei colocar música durante uma atividade achando que ia ajudar todo mundo a relaxar e focar. Olha, uma bagunça! O Matheus ficou super agitado e a Clara não conseguiu se concentrar nem um pouco. Aprendi ali que silêncio ou sons específicos pro foco funcionam melhor pra eles.

Então é isso, pessoal. Cada dia é um aprendizado tanto pra eles quanto pra mim. E sempre tem algo novo pra tentar ou ajustar. É bom ter vocês aqui no fórum pra compartilhar essas histórias e ouvir as experiências de vocês também. Até mais!

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