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EF09CO06Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar problemas sociais de sua cidade e estado a partir de ambientes digitais, propondo soluções. Entender que as tecnologias devem ser utilizadas de maneira segura, ética e responsável, respeitando direitos autorais, de imagem e as leis vigentes.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia - Tecnologia digital e sociedade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09CO06 é uma daquelas que a gente precisa trazer pro dia a dia dos meninos, sabe? Não adianta só falar sobre tecnologia, tem que mostrar como ela tá ligada aos problemas que eles veem no bairro, na cidade. E mais importante: fazer eles entenderem que usar tecnologia não é só ficar jogando ou no WhatsApp, é também pensar em como ela pode ajudar a resolver treta que acontece perto da gente.

Geralmente, o aluno do nono ano já tem uma ideia básica de tecnologia porque a gente vai construindo isso ao longo das séries anteriores. Já mexeram em planilha, já fizeram pesquisa na internet. O que a gente faz agora é aprofundar: eles precisam olhar pro mundo ao redor, identificar um problema real e pensar em como a tecnologia pode ajudar a resolver isso de forma segura e ética. Tipo assim: se a rua onde moram tá sempre cheia de lixo, o que dá pra fazer pra melhorar usando tecnologia? Uma campanha nas redes sociais? Um aplicativo de coleta de lixo? E sempre atento às questões de segurança na internet, respeitando direitos autorais, não expondo ninguém sem permissão.

Uma atividade que eu curto muito fazer se chama “Mapa dos Problemas”. A gente usa só papel A3 e canetinha mesmo. Divido os alunos em grupos de quatro ou cinco, e cada grupo tem que escolher um problema que identificam no bairro. Aí eles desenham um mapa do bairro e marcam onde estão esses problemas. Essa galera adora desenhar e sempre sai cada obra de arte! Quando fizemos isso pela última vez, o grupo do João escolheu falar sobre as pichações na escola e desenharam um mapa com os pontos mais afetados. Isso levou umas duas aulas porque o pessoal capricha mesmo.

Outra atividade legal é o “Desafio das Soluções Digitais”. Aqui, a ideia é eles pensarem em soluções digitais pros problemas do mapa. Eles têm que pesquisar na internet exemplos parecidos, mas a regra é não copiar: tem que adaptar pro contexto deles. Uso o laboratório de informática da escola — quando funciona né, porque vocês sabem como é... — e dou uma aula pra pesquisa e planejamento e outra pra eles apresentarem pro resto da turma o que pensaram. Uma vez, a Ana veio com a ideia de criar um perfil no Instagram pra incentivar o pessoal do bairro a denunciar problemas no transporte público, tipo ônibus lotado ou quebrado. A turma adorou! E olha que ela era super tímida no início do ano.

E tem também o “Papo Reto sobre Segurança”. Essa é uma aula mais de conversa mesmo. Eu levo notícias recentes sobre problemas na internet — fraudes, fake news — e a gente discute como evitar essas ciladas. Aí entra aquela parte de usar a internet com responsabilidade: quando falam das fake news, por exemplo, sempre vem alguém com uma história nova “Ah professor, minha tia compartilhou uma coisa lá no grupo da família...”. Na última vez que fizemos essa conversa, o Pedro trouxe um caso bem legal sobre um aplicativo suspeito que ele quase baixou porque prometia moedas pra joguinho. O pessoal fica ligado nessas histórias reais.

Essas atividades sempre rolam numa boa porque os meninos se interessam bastante quando veem que dá pra usar aquilo que eles já gostam no celular pra algo maior. É claro que não são todos que se empolgam logo de cara; uns precisam de um empurrãozinho pra verem o sentido da coisa toda. Mas quando percebem que podem realmente pensar em algo que faça diferença na rua deles, aí o olho brilha.

O bacana é ver como essa habilidade conecta com outras coisas da vida deles, tipo cidadania e ética. Tão aprendendo sobre respeito às leis sem nem perceber. E eu acho fantástico quando um aluno me acha na saída e diz “Professor, contei pro meu pai aquele negócio da segurança na internet!”. É aí que vejo que o recado tá chegando.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é deixar claro pros meninos que tecnologia é uma ferramenta poderosa nas mãos certas. Que eles podem ser agentes de mudança na comunidade deles usando algo que já faz parte do mundo deles. Aposto muito nisso porque vejo resultado no jeito como eles começam a enxergar o ambiente digital como um aliado e não só um passatempo.

Enfim, aproveita essas dicas aí! Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências parecidas, bora trocar umas figurinhas. Quem sabe juntos a gente não encontra novas maneiras de engajar os alunos nessa jornada tecnológica? Valeu!

E aí, continuando o papo sobre essa habilidade EF09CO06, uma das coisas mais legais de ver é quando, sem precisar de prova nem nada, eu percebo que a galera tá realmente entendendo o que a gente tá discutindo. Eu gosto de circular pela sala enquanto eles tão trabalhando nos projetos, porque é ali que você pega se eles tão sacando a parada ou só enrolando pra entregar qualquer coisa.

Um dia desses, tava ajudando o João e a Maria com um projeto de mapeamento do bairro deles usando tecnologia. Eles estavam animados contando sobre os problemas de iluminação pública na rua deles e como uma aplicação simples que eles mesmos podiam desenvolver ajudaria a prefeitura a identificar os pontos críticos. Aí, eu percebi que o João virou pra Maria e disse: “Ah, se a gente usar aquele conceito que o professor explicou, dá pra automatizar isso aqui”, e aquilo me fez ter certeza que ele tinha entendido o conceito de automação. É nesse tipo de conversa que eu vejo a luz acender na mente dos alunos.

Outra situação foi quando vi a Ana explicando pro Lucas como integrar uma planilha ao Google Maps. Ela tava tão segura do que tava dizendo, e o Lucas, super atento, fazendo perguntas e anotando tudo. Esse tipo de interação me confirma que os meninos não tão só decorando informações, mas realmente assimilando o conhecimento e vendo como aplicar na prática.

Mas claro, nem tudo são flores. Quando a coisa não vai bem, geralmente são algumas confusões comuns. O Pedro, por exemplo, sempre tropeça na parte de lógica. Ele tinha dificuldade em entender como quebrar um problema grande em partes menores e resolver passo a passo. Uma vez ele tentou criar um algoritmo todo de uma vez só e não conseguia entender porque não funcionava. Aí tive que sentar com ele, pegar papel e lápis e literalmente desenhar o passo a passo de como ele devia fazer. Esse tipo de problema geralmente acontece porque eles querem fazer tudo rápido demais e acabam pulando etapas básicas.

A Júlia errou um dia achando que era só copiar e colar códigos da internet que ia funcionar no projeto dela, sem personalizar nada. Expliquei pra ela que cada código tem um propósito específico e muitas vezes precisa ser adaptado à nossa necessidade. Mostrei como ler a documentação das ferramentas que estávamos usando e adaptar ao projeto dela. Aí ela sacou onde tava o erro.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, eu tenho que pensar em estratégias diferentes pra eles se sentirem incluídos e participarem de igual pra igual. Pro Matheus, eu percebi que atividades mais curtas com intervalos frequentes ajudam muito. Ele se concentra melhor quando sabe que vai poder dar uma pausa logo logo. Além disso, as instruções têm que ser bem claras e diretas pra ele não se perder no meio do caminho.

Com a Clara é diferente. Ela precisa de um ambiente menos agitado e mais previsível. Então eu costumo dar pra ela um resumo do que vamos fazer durante a aula logo no começo. Isso ajuda ela a se orientar melhor no tempo e espaço da atividade. Também percebi que ela trabalha melhor em duplas ou grupos pequenos onde ela possa se sentir mais à vontade para compartilhar suas ideias sem pressa.

Já tentei algumas abordagens que não deram muito certo também, tipo colocar o Matheus pra trabalhar com música nos fones achando que ia ajudar ele a focar, mas isso acabou distraindo ainda mais. Com a Clara tentei uma vez num projeto muito aberto sem muitas direções específicas e ela ficou um pouco perdida.

Bom, é isso pessoal. Espero ter conseguido passar um pouco da experiência do dia a dia na sala de aula trabalhando com essa habilidade específica. Cada aluno é único e cabe a nós encontrar maneiras de ajudar cada um individualmente dentro do coletivo da turma. E aí? Como vocês lidam com essas situações nas suas escolas? Adoraria ouvir mais histórias de vocês também!

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