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EF89EF06Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Verificar locais disponíveis na comunidade para a prática de esportes e das demais práticas corporais tematizadas na escola, propondo e produzindo alternativas para utilizá-los no tempo livre.

EsportesEsportes de rede/parede Esportes de campo e taco Esportes de invasão Esportes de combate
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF89EF06 da BNCC com o pessoal do 8º ano é uma coisa que a gente precisa entender de uma forma bem prática. Esse negócio de verificar locais disponíveis na comunidade pra prática de esportes e outras atividades corporais é mais do que só saber onde tem quadra ou campo, sabe? É tipo assim: os meninos precisam ser capazes de olhar pros lugares que eles têm acesso e pensar como eles podem ser usados pra se mexer e se divertir. Pensa só, o aluno tem que ser aquele cara que olha pro parquinho da praça e pensa "opa, dá pra jogar um fut aqui com a galera", ou até mesmo ver aquele terreno baldio e pensar se rola uma peteca.

Eles já chegam no 8º ano com alguma ideia de como participar de atividades em grupo, socializar, e entender regras básicas de esporte, por conta do que aprenderam até o 7º ano, mas agora é hora de dar um passo além. É sobre autonomia, criatividade e, principalmente, fazer um link com a comunidade.

Na prática, isso significa incentivar os meninos a pensarem fora da caixinha quando se trata de espaço e tempo livre. E olha que criatividade não falta! O lance é fazer com que eles vejam as possibilidades ao redor deles e que também proponham coisas novas. É tipo dar aquele empurrãozinho pra eles perceberem que não é só na escola que dá pra praticar esporte.

Agora vou contar um pouco das atividades que eu faço com eles pra trabalhar isso.

Primeira atividade: Mapeamento dos espaços. Eu peço pros alunos trazerem um mapa da comunidade, pode ser desenhado à mão mesmo ou impresso do Google Maps, o importante é ter algo visual. Custa quase nada esse material. Aí eu divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 30 minutos pra eles marcarem no mapa todos os lugares onde dá pra praticar alguma atividade física. Pode ser qualquer coisa: uma quadra abandonada, um campinho na rua, até um quintal grande conta. Na última vez que fiz isso, o João virou pro grupo dele e disse: "Caramba, nem sabia que tinha uma quadra atrás da padaria!" E isso é exatamente o que eu quero despertar neles, essa visão além do óbvio.

Depois dessa atividade inicial, a gente parte pra segunda: Proposta de uso dos espaços. Cada grupo escolhe um dos lugares que mapeou e pensa numa atividade que poderia rolar lá. Aqui eu gosto de incentivar a galera a pensar em esportes diferentes dos tradicionais também. Tipo assim: "E se a gente fizesse um campeonato de peteca nesse campinho?" ou "Dá pra fazer uma aula de capoeira na pracinha". Aí eles têm mais uns 20 minutos pra discutir e montar uma proposta simples: qual atividade, quantas pessoas participariam, como organizar etc. Da última vez, a Ana propôs fazer um festival de esportes na pracinha central do bairro e foi super legal ouvir ela falando com tanto entusiasmo sobre como podia ser bom pro bairro todo.

Por último, a gente realiza uma das propostas em turma. Escolhemos coletivamente uma das ideias apresentadas e organizamos tudo para acontecer numa aula ou no contraturno. Dependendo do espaço escolhido, às vezes a gente nem precisa sair da escola porque recriamos o ambiente aqui mesmo. Na última vez, fizemos um mini torneio de vôlei na quadra da escola inspirado numa proposta do grupo do Pedro. Usamos bolas e redes emprestadas e foi um sucesso! A turma toda envolvida na organização e na competição em si foi incrível. Todo mundo colaborou de alguma forma: teve gente cuidando da arbitragem, anotando placares, organizando as duplas... No final teve até premiação simbólica com medalhas feitas de papel alumínio!

Os alunos reagem super bem porque eles veem o resultado direto do esforço deles em pensar fora da caixinha. Quando percebem que podem usar o espaço comunitário ao redor deles pra algo diferente do dia a dia tradicional da escola, ficam mais animados e engajados nas atividades físicas.

Esse tipo de projeto dá trabalho? Dá! Mas é muito valioso ver os meninos crescendo não só fisicamente mas também como cidadãos críticos e participativos na comunidade deles. Espero que esses exemplos ajudem vocês por aí também! Sempre bom trocar ideia sobre o que dá certo na sala de aula!

E aí, gente, continuando sobre essa habilidade EF89EF06, eu percebo que os meninos aprenderam mesmo quando veem a possibilidade de usar um espaço de jeito criativo, sem precisar que eu fique perguntando ou fazendo prova. É tipo assim, tô andando pela sala e vejo eles trocando ideia sobre como o terreno baldio ali perto da escola pode virar um campo de vôlei improvisado. Outro dia mesmo, o Pedro tava explicando pro Lucas como usar as faixas da quadra de basquete pra marcar as posições do futebol. Quando vejo isso, percebo que eles realmente entenderam a proposta: é olhar e ver o potencial do lugar. Ou ainda, quando ouço a Ana sugerindo uma gincana na praça central usando só giz e algumas pedras. A criatividade é o termômetro.

Agora, sobre os erros mais comuns, tem uns clássicos. O João, por exemplo, vive sugerindo coisas que não têm muito a ver com a estrutura do lugar. Ele queria montar uma pista de corrida numa área cheia de árvores e buracos, aí tive que lembrar ele que o terreno precisa ser mais plano pra isso. Isso acontece porque eles às vezes não conseguem ligar a prática à realidade física do lugar, sabe? Meu papel ali é dar aquele toque, mostrar como dá pra adaptar ou escolher outro espaço mais adequado. Ou então a Mariana que sempre acha que precisa de um monte de material específico pra qualquer atividade. Eu mostro que dá pra usar o que tem na mão: cones viram garrafas PET, por exemplo. O erro vem da ideia de que precisa complicar demais, mas na real é simplificar.

Com o Matheus que tem TDAH, eu faço umas adaptações nas atividades pra ele conseguir focar melhor. Eu percebi que ele funciona bem com atividades divididas em pequenas etapas e com tempo curto. Então, ao invés de propor uma tarefa longa direto, eu divido em partes menores e crio pausas planejadas. Isso ajuda ele a manter a atenção sem se dispersar tanto. Ah, e ele adora quando uso música pra marcar tempo das atividades. Isso funciona bem como um estímulo auditivo pra ele saber que tá na hora de mudar ou focar em outra coisa.

A Clara tem TEA e precisa de uma abordagem diferente. Com ela, eu uso mais suporte visual nas instruções das atividades. Por exemplo, desenhei um mapa da praça com as áreas onde ela pode fazer cada atividade, com cores diferentes pras categorias: azul pro esporte com bola, verde pras brincadeiras sem material... E deixo sempre esse mapa com ela. Além disso, dou mais tempo pra ela concluir as tarefas e fico mais próximo quando necessário pra garantir que ela não se sinta perdida. Também descobri que ela se dá muito bem com tarefas repetitivas num primeiro momento antes de partir pras novas.

Olha só, teve coisas que não funcionaram também. Tipo tentar fazer o Matheus seguir uma planilha rígida de exercícios ou esperar que a Clara entendesse tudo só com explicação oral minha. Mas aí é assim mesmo, né? A gente vai testando e ajustando conforme vai conhecendo cada um.

Bom, galera, acho que deu pra compartilhar um pouco da experiência em manejar essa habilidade EF89EF06 no dia a dia da sala de aula. É sempre um desafio descobrir como cada aluno pode interagir melhor com os espaços disponíveis e também respeitar suas necessidades individuais ao mesmo tempo. Mas no fim das contas, ver eles usando o espaço comunitário pra além do óbvio é gratificante demais.

Vou ficando por aqui e se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, estamos aí! Até a próxima!

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