Olha, quando a gente fala da habilidade EF89EF08 da BNCC, estamos pensando em mostrar pros alunos como os padrões de desempenho, saúde e beleza mudaram ao longo do tempo. É basicamente fazer eles entenderem que o que hoje é considerado bonito ou saudável pode não ter sido há 50 anos e não será daqui a 20. Eu sempre tento explicar isso mostrando exemplos concretos do dia a dia deles. Tipo assim, o que rola na mídia, nos filmes, nas redes sociais, sabe?
Pra começar, eu sempre lembro com a galera do que a gente já falou nas séries anteriores. No 8º ano, por exemplo, eles já tiveram umas conversas sobre imagem corporal e como as redes sociais podem distorcer a realidade. Então, quando chegam no 9º ano, eles já têm uma ideia de que o que veem nas revistas ou Instagram nem sempre é real. O grande lance agora é aprofundar e mostrar que isso não é só coisa de hoje em dia, mas algo que muda com o tempo, influenciado por várias coisas. Queremos que eles consigam discutir essas mudanças, vejam as diferenças e questionem o porquê.
Uma atividade que faço é chamada "Linha do Tempo da Beleza". A gente usa papel kraft e revistas velhas. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e peço pra cada grupo pesquisar um período histórico específico: anos 50, 70, 90, e por aí vai. Eles têm uma aula pra pesquisar em casa ou na biblioteca da escola. Depois trazem recortes de revistas ou desenhos pra representar como eram os padrões de beleza naquela época. Aí colamos tudo no papel kraft na sala de aula, como uma linha do tempo mesmo. Levo uns 30 minutos pra montar essa linha do tempo na aula seguinte, e os alunos sempre ficam surpresos em ver como as coisas mudam. Na última vez que fiz isso, a Ana Clara disse que não fazia ideia de que as sobrancelhas super fininhas dos anos 90 eram tão famosas. E o João Pedro achou engraçado como as roupas dos anos 70 eram coloridas. Fica bem visual e ajuda muito na discussão.
Outra atividade bacana é o "Debate dos Influencers". Aqui eu pego uns vídeos curtos de influenciadores atuais falando sobre corpo e saúde e mostro pra turma em sala. Uso meu celular mesmo e conecto no projetor da escola. A turma fica dividida em dois grupos: um vai defender que esses padrões são positivos e saudáveis, e o outro vai contra-argumentar dizendo que são irreais e prejudiciais. Dou uns 10 minutos pra eles se prepararem e depois começamos o debate. O debate em si dura uns 20 minutos. Os alunos adoram porque muitos seguem esses influencers e têm opiniões fortes sobre eles. Da última vez, o Matheus se empolgou tanto defendendo seu influencer favorito que quase não deixou ninguém falar! Foi preciso chamar a atenção dele pra lembrar da regra do respeito ao colega falando.
Por último, faço uma atividade chamada "Cartões do Futuro". Peço para os alunos escreverem num papel como eles acham que serão os padrões de beleza e saúde daqui a 30 anos. Depois disso, discutimos as respostas em roda. Essa atividade leva menos tempo, uns 15 minutos no total. É interessante ver como alguns estão muito influenciados pelo presente e outros têm umas ideias super criativas e futuristas. A Sofia escreveu um cartão dizendo que imagina um futuro sem padrões de beleza porque todos vão ser aceitos como são, independente de qualquer coisa. Isso gerou uma boa discussão sobre aceitação e padrões sociais.
O mais legal disso tudo é ver como a turma vai descobrindo que essas ideias não são fixas e mudam conforme a sociedade muda também. Além disso, perceberem a influência dos meios de comunicação nessa construção faz parte do objetivo maior dessa habilidade: formar jovens críticos e conscientes do mundo ao redor deles.
Enfim, trabalhar essa habilidade na prática tem sido um desafio gostoso porque mexe com muitas crenças dos alunos sobre si mesmos e sobre o mundo ao redor. Cada turma reage de um jeito diferente com essas atividades, mas sempre saímos com discussões muito ricas. No final das contas, eu também aprendo muito com eles! É isso aí, pessoal! Até a próxima conversa!
E aí, pessoal, continuando nosso papo sobre a habilidade EF89EF08, uma coisa que eu faço bastante é observar o dia a dia dos meninos pra ver se eles realmente entenderam o que a gente discutiu em sala. Não fico só esperando por provas, até porque eu sei que nem todo mundo se dá bem só com papel e caneta, né?
Então, tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, sempre tô de olho nas rodinhas de conversa. É ali que eu vejo se eles internalizaram o que discutimos. Lembro de uma vez que a Marina tava explicando pro Lucas sobre como os padrões de beleza no século passado eram diferentes dos de hoje. Ela usou exemplo de um filme antigo que a gente viu na aula e conseguiu fazer uma relação legal com as fotos do Instagram dos dias de hoje. Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu o recado".
Outro momento bacana é quando um aluno ajuda o outro. O Pedro uma vez tava meio perdido no conceito de saúde ao longo do tempo, e o João foi lá e explicou usando o exemplo do pai dele, que sempre conta como a alimentação era diferente na época dos avós. Isso mostra que eles tão pegando a ideia de que saúde não tem um padrão fixo e muda conforme a sociedade muda.
Agora, sobre os erros mais comuns, tem uns clássicos. O Felipe, por exemplo, sempre confunde saúde com estética. Ele acha que ser saudável é só ter um corpo magro e malhado. Isso é muito por conta das redes sociais mesmo. Daí eu sempre falo: "Felipe, saúde vai além do físico! É mental também, cara!". E aí mostro exemplos concretos na aula, tipo pessoas que são saudáveis mesmo sem ter aquele corpo de capa de revista.
Outra coisa que vejo muito é a confusão entre padrões culturais e saúde real. A Ana teve essa dificuldade na hora de entender que nem tudo que é culturalmente aceito é saudável de verdade. Quando percebo esse erro na hora, tento puxar ela para exemplos práticos da vida dela mesma. Pergunto: "Ana, você lembra daquela festa junina? As comidas típicas são uma questão cultural, mas não significa que são saudáveis se exagerar!". Isso ajuda a clarificar as ideias.
Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, preciso adaptar algumas coisas pra eles. O Matheus precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco, então sempre incluo jogos que exigem movimento ou tarefas em que ele pode se levantar e participar mais ativamente. Um dia fizemos uma gincana no pátio da escola sobre padrões culturais através dos anos e ele se saiu super bem, porque podia mexer o corpo todo enquanto aprendia.
Já a Clara precisa de instruções mais claras e organizadas. Com ela, eu uso muitos recursos visuais como imagens ou vídeos curtos pra ilustrar os conceitos sobre saúde e beleza ao longo do tempo. Teve um vídeo em especial sobre moda nos anos 70 que ela adorou e até trouxe referências dele em discussões posteriores.
O grande desafio com o Matheus é quando a atividade precisa ser escrita e prende ele numa tarefa só por muito tempo. Nessas horas tento quebrar o trabalho em pedaços menores pra ele conseguir focar melhor em cada etapa individualmente.
Com a Clara o desafio maior tá nas atividades em grupo. Às vezes ela fica um pouco perdida com tanta interação ao mesmo tempo. O que funciona bem é dar um papel específico pra ela no grupo, algo bem definido onde ela se sinta segura pra contribuir sem pressão.
Bom, gente, vou encerrando por aqui. Espero ter ajudado com essas experiências da sala de aula sobre como perceber o aprendizado dos meninos e lidar com as diferenças entre eles. Qualquer coisa tô por aqui no fórum pra trocar mais ideias! Abraço!