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EF89EF13Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar e utilizar estratégias para se apropriar dos elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos) das danças de salão.

DançasDanças de salão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF89EF13 da BNCC, quando a gente fala de planejar e utilizar estratégias pra se apropriar dos elementos constitutivos das danças de salão, é basicamente ensinar os meninos a entenderem os pilares que compõem uma dança. Sabe aquela história de ritmo, espaço e gestos? Então, é fazer com que eles saibam identificar isso nas músicas e nos passos. Na prática, é fazer o aluno sentir a música e saber como ele deve se mexer pra acompanhar. Isso vai além de só 'dançar certinho'. Quer dizer que eles precisam saber como usar o espaço ao redor deles sem esbarrar no coleguinha, ter noção do tempo da música e conseguir transformar isso em movimento. E claro, tudo isso meio que vem sendo construído desde as séries anteriores. No 8º ano, por exemplo, trabalhamos bastante com a dança como expressão cultural, então eles já chegaram este ano com uma noção boa de como a dança faz parte das nossas tradições.

Agora, falando das atividades práticas que eu faço com a galera do 9º ano, tem umas que funcionam super bem. A primeira é o chamado "Ritmo em dupla". Eu uso nada mais que um rádio e umas playlists prontas no celular. Coloco a turma em duplas e a ideia é seguir o ritmo da música à medida que ela vai tocando. Começamos com músicas populares que eles já conhecem e gostam, tipo sertanejos mais lentos ou uns sambas conhecidos. Isso leva uns 15 minutos por rodada, dá pra fazer várias ao longo da aula. A reação dos alunos é sempre divertida. O João e o Lucas são um exemplo: da última vez eles estavam rindo o tempo todo porque um não conseguia acompanhar o outro. Mas no final, eles pegaram o jeito e mandaram bem.

Outra atividade é o "Jogo das cadeiras dançantes", que ajuda muito na questão de espaço e movimentação. Pra isso, só preciso de cadeiras e um espaço livre na sala. A ideia é organizar as cadeiras em círculo e deixar sempre uma a menos do que o número total de participantes. Aí é colocar uma música e fazer os alunos dançarem ao redor das cadeiras. Quando a música para, eles têm que achar um lugar pra sentar. Essa atividade costuma durar uns 20 minutos e é ótima pra trabalhar a percepção espacial dos meninos, porque eles têm que estar atentos ao ambiente ao redor deles enquanto dançam. Na última vez, a Amanda quase caiu sentando no colo do Felipe porque não viu a cadeira vazia do lado dela. Foi uma risadeira só na turma.

Pra fechar com chave de ouro, uma atividade que todo mundo adora é "Coreografia coletiva". Aqui eu uso um projetor pra mostrar vídeos de coreografias simples na parede da sala ou no pátio. A turma toda acompanha os passos e depois tentam recriar juntos. Normalmente escolho danças conhecidas ou desafios de dança que estão na moda na internet, algo que eles já tenham visto fora da escola. Isso leva cerca de 30 minutos ou mais se eles quiserem repetir algumas vezes até acertar – e geralmente querem! Uma coisa bacana aconteceu com a Júlia e a Clara na última vez: elas começaram super tímidas, mas quando perceberam que estavam conseguindo acompanhar bem os passos iguais aos do vídeo, se empolgaram tanto que até puxaram o resto da turma pra fazer junto com elas.

Essas atividades não só ajudam os alunos a se apropriarem dos elementos das danças de salão como também criam um ambiente descontraído onde todos se sentem à vontade pra tentar coisas novas sem medo de errar. E olha só, não é só dançar por dançar: tem muito aprendizado envolvido aí, principalmente sobre autoconfiança e trabalho em equipe. A cada aula eu vejo como eles evoluem não só nas habilidades motoras mas também na interação entre eles mesmos.

Então é isso aí. Espero ter dado uma ideia bacana de como trabalhar essa habilidade com os meninos do 9º ano! Quem tiver mais dicas ou ideias, tô aberto aqui pra trocar figurinhas!

Então, pessoal, continuando aqui no nosso papo... Quando a gente tá lidando com essa habilidade, eu sempre fico de olho na forma como os meninos interagem durante as atividades. Olha, tem aqueles momentos mágicos que nem precisa de prova formal pra saber que a galera aprendeu. Tipo, quando tô circulando pela sala e vejo o João explicando pro Pedro como fazer um passo ou como se movimentar sem esbarrar em ninguém. É nessas horas que percebo que ele entendeu o lance do espaço e do ritmo.

Aí tem também aquelas conversas entre eles que são bem reveladoras. Às vezes, tô ali do lado e finjo que nem tô ouvindo, mas tô de olho e ouvido ligados! Outro dia, a Mariana tava comentando com a Luiza sobre como a música tem umas partes mais aceleradas e elas deviam mexer os pés mais rapidinho. Aí você pensa: “Ah, essa já pegou a ideia do tempo da música”.

E quando o aluno ensina pro colega? Isso é ouro! Lembro do Lucas, que tinha maior dificuldade no começo, explicando pra Ana como sentir a batida da música entrar no corpo antes de começar a se mover. Quando vejo isso acontecendo, sei que entenderam bem mais do que só os passos.

Mas claro, nem tudo são flores. Quando falamos dos erros mais comuns, nossa, tem uns clássicos! O Gabriel, por exemplo, sempre esquece de olhar ao redor e quase sempre esbarra em alguém. Aí é hora de chamar ele de canto e conversar sobre a importância de perceber o espaço onde tá dançando. Eu faço ele treinar com um grupo menor pra pegar confiança.

Outra situação é o pessoal esquecendo de ouvir a música antes de começar a dançar. Teve um dia que a Júlia começou a dançar fora do ritmo e ficou toda confusa. O que acontece é que às vezes eles ficam tão ansiosos pra começar que esquecem de ir com calma. Nesses casos, peço pra ela parar, respirar fundo e prestar atenção na música antes de se mexer.

Agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e a gente sabe que manter o foco pode ser difícil pra ele. Então eu procuro mudar as atividades com frequência pra manter ele engajado. As vezes uso músicas com ritmos mais marcantes porque ajudam ele a se concentrar melhor no que tá fazendo. Também dou feedback imediato e positivo, tipo “Boa Matheus! Agora tenta fazer assim”, pra manter ele motivado.

Já com a Clara, que tá no espectro autista, o negócio é ter uma rotina bem estruturada. Ela precisa saber o que esperar das aulas. Uma vez eu tentei improvisar uma atividade diferente e ela ficou bem desconfortável... então aprendi a deixar tudo bem explicado logo no início. Materiais visuais ajudam muito com ela! Tipo cartazes mostrando os passos ou vídeos curtos que ela pode assistir antes de tentar.

E olha, às vezes preciso separar um tempinho extra pra eles depois da aula pra reforçar alguma coisa ou só checar como tão se sentindo em relação ao conteúdo. Respeitar o tempo deles é essencial.

No fim das contas, perceber quem aprendeu vai muito além do teste final. É sobre observar essas pequenas interações e ajustes diários. Sei que não é fácil equilibrar tudo isso numa turma grande, mas com paciência e atenção aos detalhes da sala de aula a gente chega lá.

Bom, é isso aí minha gente... Espero que esse papo tenha sido útil pra vocês! Se tiverem outras experiências ou dicas, manda aí que to sempre aprendendo também. Até mais!

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