Olha, pessoal, essa habilidade EF89EF18 da BNCC é um tanto complexa, mas a ideia é fazer os meninos do 9º ano entenderem como as lutas evoluíram ao longo do tempo e como a mídia e a esportivização mudaram essas práticas. Então, na prática, a gente quer que eles consigam perceber, por exemplo, como o jiu-jitsu não era algo tão popular até um tempo atrás e hoje é transmitido na TV, tem competições enormes e virou um esporte muito respeitado mundialmente. A ideia também é que eles respeitem as culturas de onde essas lutas surgiram. Tipo assim, não é só bater e derrubar o outro, mas entender o que tá por trás disso tudo, o contexto histórico e cultural.
Quando eles chegam no 9º ano, já trazem uma bagagem legal das séries anteriores. Eles já conhecem algumas lutas, sabem os movimentos básicos de judô ou capoeira, por exemplo. Agora, a gente quer aprofundar essa discussão, conectar com o que eles veem na mídia, tipo MMA no UFC ou filmes de ação, e discutir as questões culturais. Como essas lutas começaram? Quem são os grandes nomes? E mais importante: como a galera lá do Japão ou da África vê essas práticas? Não dá pra esquecer que cada luta tem uma história e um significado.
Bom, vamos às atividades que eu faço com a turma. Primeiro, tem uma dinâmica que eu gosto bastante: a gente usa vídeos curtos sobre diferentes lutas do mundo. Eu trago meu notebook e um projetor da escola mesmo. A turma se organiza em semicírculo ali no pátio pra todo mundo conseguir ver direitinho. A gente assiste vídeos sobre a história do judô no Japão ou da capoeira no Brasil. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos. Os alunos ficam bem interessados porque começa numa pegada de filme mesmo, sabe? Outro dia o Marcos falou "professor, nunca pensei que o judô era coisa de samurai!". Ver a reação deles é muito bacana.
Outra atividade que funciona bem é a roda de debate. Eu divido a turma em pequenos grupos e cada um recebe uma luta pra pesquisar: boxe, muay thai, aikido... O material é simples: eles podem usar o celular ou a biblioteca da escola pra achar informações. Aí cada grupo escolhe um porta-voz pra apresentar o que encontrou pros colegas. Entra no debate a transformação histórica das práticas, como foi parar na TV e essas coisas. Essa atividade também roda em duas aulas e precisa de um tempinho extra pro pessoal se preparar em casa. O interessante é como cada grupo traz perspectivas diferentes sobre as mesmas questões. Na última vez que fizemos, a Ana Clara trouxe um ponto sobre como o muay thai virou uma febre fitness entre as mulheres aqui no Brasil e isso gerou uma discussão ótima sobre inclusão e estereótipos.
A terceira atividade é mais prática. A gente reserva o ginásio e eu levo alguns tatames emprestados com a ajuda da coordenação. Organizamos oficinas onde eles praticam movimentos básicos das lutas que discutimos teoricamente. Eu conto com a ajuda de colegas da rede que têm mais conhecimento nessas áreas ou até mesmo de ex-alunos que se especializaram em alguma luta específica pra dar esse apoio. Essa parte prática leva umas três aulas porque não dá pra fazer correndo, né? Tem que ter cuidado pra ninguém se machucar. Os alunos reagem super bem; eles gostam quando conseguem aplicar na prática algo que discutiram na teoria. É legal ver o João Pedro todo empolgado tentando fazer uma chave de braço pela primeira vez, enquanto a turma toda incentiva.
Essas atividades são legais porque mostram pros meninos que lutas não são só briga ou força bruta, mas têm toda uma cultura e história por trás. E também porque eles conseguem ver na prática como é importante respeitar essas tradições ao mesmo tempo em que percebem como são representadas (ou às vezes distorcidas) pela mídia.
Enfim, trabalhar essa habilidade é desafiador porque envolve várias camadas de entendimento e sensibilização dos alunos. Mas quando vejo eles engajados nas discussões ou interessados em aprender mais sobre uma luta específica fora da sala de aula, sinto que estamos indo no caminho certo.
É isso aí! Se alguém tiver outras ideias de atividades pra compartilhar ou quiser saber mais detalhes sobre como organizo essas aulas, pode me chamar aqui no fórum. Adoro trocar figurinhas com vocês! Até mais!
Olha, quando a gente fala de perceber se os meninos aprenderam, eu não tô falando só em fazer prova ou um teste escrito. É mais sobre sentir o clima da sala, sabe? Tipo assim, às vezes eu tô andando entre as carteiras e escuto a conversa deles. Outro dia vi o João explicando pro Pedro o porquê que o jiu-jitsu cresceu tanto no Brasil. Ele tava lá, todo empolgado, falando como os Gracie fizeram isso e aquilo. Quando vejo isso, eu penso: "Caramba, eles tão pegando a ideia!"
Tem também aquele momento em que um aluno tenta explicar alguma coisa pra turma toda e aí você vê que ele realmente entendeu o conceito. Lembro da Ana um dia desses, ela tava explicando que a capoeira não é só uma luta, é uma manifestação cultural com música e dança. Aí eu pensei: "Poxa, ela sacou!"
Os erros comuns nessa habilidade? Ah, tem vários. O Lucas, por exemplo, sempre mistura as origens das lutas. Já aconteceu dele dizer que o karatê nasceu na China por causa dos filmes que ele anda assistindo. Isso acontece porque os meninos muitas vezes pegam informações meio soltas na internet ou nos filmes e misturam tudo sem verificar as fontes. O jeito é sempre puxar o assunto de novo e pedir pra eles pesquisarem mais em fontes confiáveis. Quando pego esses erros na hora, eu paro tudo e digo: "Lucas, vamos ver de onde veio essa ideia?" Aí a gente vai discutindo até ele acertar.
Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara, que têm suas dificuldades específicas... Bom, cada um tem seu jeito único de aprender. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos diferentes pra se concentrar. Eu percebi que ele se dá bem com atividades mais práticas e dinâmicas. Tipo quando a gente faz uma simulação de competição ou algum trabalho em grupo. Eu costumo dar a ele tarefas que o façam se movimentar mais durante as atividades pra ele não perder o foco. Uma vez fizemos uma atividade em que ele era o responsável por registrar os resultados das equipes e isso prendeu bastante a atenção dele.
Já a Clara tem TEA e gosta de rotinas bem definidas. Com ela, funciona explicar tudo direitinho antes da aula começar. Eu mostro os materiais que vamos usar e o que vamos fazer passo a passo. Uma coisa que dá certo é usar imagens e vídeos curtos sobre as lutas antes das atividades práticas pra ajudar ela a entender melhor o contexto do que estamos trabalhando. Teve um dia que mostramos um vídeo sobre a história do taekwondo e depois ela conseguiu participar super bem da discussão sobre como esse esporte se espalhou pelo mundo.
O que não rola muito bem com eles são atividades muito abertas sem uma estrutura clara. Já tentei fazer uma roda de conversa sem direcionar muito e percebi que o Matheus ficou meio perdido enquanto a Clara não sabia exatamente quando deveria participar.
Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Espero ter dado uma clareada em como identificar se os alunos tão aprendendo sem necessariamente fazer uma prova formal e também ter passado algumas ideias do que dá certo ou não com alunos com necessidades específicas como o Matheus e a Clara.
Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar experiências, tô aqui pra aprender também! Abraços!