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EF89EF02Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Praticar um ou mais esportes de rede/parede, campo e taco, invasão e combate oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas.

EsportesEsportes de rede/parede Esportes de campo e taco Esportes de invasão Esportes de combate
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF02 da BNCC parece meio complicada num primeiro olhar, mas, na prática, ela é bem direta e faz muito sentido. Eu entendo que a ideia é fazer os meninos e meninas praticarem diversos tipos de esportes, aqueles que a escola oferece, mesmo que seja de forma mais básica. A gente tá falando de esportes que têm regras diferentes: tem os de rede ou parede, como vôlei e tênis de mesa; os de campo e taco, tipo o beisebol ou mesmo o nosso tradicional betes; os de invasão, como futebol e basquete; e os de combate, como judô ou capoeira. A ideia é que eles consigam entender e aplicar as habilidades básicas necessárias pra cada um desses tipos de esporte.

Quando os alunos chegam no 8º ano, eles já vêm com uma noção dessas modalidades. No ano anterior, a gente já trabalhou o básico dessas categorias, então eles não são completamente novos na parada. O negócio é pegar o que eles já sabem e aprofundar um pouco mais, incentivando eles a participar ativamente e se sentirem confiantes nas práticas.

Agora, sobre as atividades que eu faço em sala pra trabalhar essa habilidade, vou contar umas que dão super certo.

Primeiro, tem um circuito que gosto de montar que chamo de "Estação dos Esportes". É bem simples: uso cones, bolas de diferentes tamanhos (de vôlei, futsal e tênis), raquetes improvisadas (feito com papelão e fita adesiva) e algumas cordas. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo vai passar por estações diferentes: uma estação pra cada tipo de esporte. Por exemplo, numa estação a galera joga badminton (ou algo parecido com raquetes improvisadas), noutra eles fazem passes de futebol tentando acertar entre dois cones (simulando gols), numa terceira tem um mini-jogo de vôlei com saque simplificado. O circuito todo leva uns 40 minutos, uns 10 minutos por estação. Da última vez que fiz isso, o João quase derrubou a nossa rede improvisada tentando defender uma bola impossível no vôlei – foi hilário e todo mundo acabou rindo junto.

Outra atividade que funciona bem é um jogo chamado "Desafio dos Times". Aqui preciso só das bolas certas pros esportes escolhidos da vez. Divido a turma em times mistos pra garantir participação igual de meninos e meninas. Cada time escolhe um esporte pra competir contra outro time. No início da aula, eles têm uns 10 minutos pra treinar o básico do esporte escolhido entre si, tipo passe no basquete ou saque no vôlei. Depois começamos os desafios: cada partida leva uns 5 minutos e aí mudam os adversários, assim todos jogam contra todos no tempo total da aula, cerca de uma hora. A última vez que fiz isso foi bem interessante: a Júlia se destacou no basquete com passes precisos; até perguntei se ela não queria tentar entrar no time da escola.

Por fim, algo que sempre faço é a "Roda de Conversa Tática" no final das aulas práticas. Aqui não preciso de material além do espaço pra sentar em círculo. A galera se reúne e discutimos o que foi aprendido na prática do dia: o que deu certo, o que foi difícil, o que poderia ser diferente na próxima vez. Essa atividade geralmente leva uns 10 a 15 minutos finais da aula. Na última roda tivemos uma discussão bem bacana sobre como adaptar regras do futebol pra facilitar o jogo quando temos menos jogadores. O Pedro sugeriu usar dois toques obrigatórios antes de poder chutar pro gol, e isso funcionou super bem na prática.

Os alunos geralmente reagem bem às atividades porque elas são dinâmicas e todos têm chance de participar ativamente sem pressão excessiva. Claro que tem sempre aqueles mais tímidos ou menos interessados em esportes específicos, mas aí entra meu papel de incentivar sem forçar a barra. A Carol, por exemplo, sempre torce o nariz pro futebol mas quando vê já tá rindo e participando depois do incentivo dos colegas.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade requer flexibilidade por parte do professor e disposição dos alunos pra experimentar coisas novas dentro dos esportes. O legal é ver como cada um vai ganhando confiança e aprendendo algo novo sobre si mesmo nesses momentos práticos. E você? Como anda trabalhando essa habilidade por aí?

Agora, sobre perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal, isso aí é uma arte, viu. Na prática do dia a dia, dava até pra dizer que a gente vai desenvolvendo um faro, tipo um sexto sentido de professor. Quando tô circulando pela sala ou pelo pátio durante as atividades, olho muito pra como os meninos se comportam e interagem. Aí, por exemplo, quando ouço o João explicando pro Pedro como deve posicionar o corpo pra fazer um saque no vôlei ou quando vejo a Mariana corrigir o movimento do braço da Ana no arremesso de basquete, ali eu sei que eles estão sacando a parada. Não é só repetir o que falei, mas entender e aplicar do jeito certo.

Lembro uma vez que o Lucas, que tava sempre meio inseguro no futebol, chegou na Larissa e disse algo tipo "tenta abrir mais o pé quando chutar, você vai ver que a bola vai onde você quer". Rapaz, ali eu vi que ele não só aprendeu como tava confiante e seguro pra ajudar os outros. Esse tipo de coisa não é coisa que prova formal capta, né?

Sobre os erros mais comuns, olha, são aqueles errinhos básicos que quem tá começando a mexer com esporte sempre comete. A Sofia tinha dificuldade em entender a contagem de pontos no tênis de mesa; ela sempre se confundia quando chegava na parte dos 40. O Daniel vivia esquecendo de qual lado do campo devia defender no futebol depois do intervalo. Aí tem o Guilherme no judô que às vezes confundia os nomes dos golpes e aplicava um diferente do que tinha sido pedido.

Esses erros acontecem muito porque são detalhes que às vezes passam batido na explicação ou na prática rápida. Com pressa de fazer logo ou nervoso de errar, acabam tropeçando nesses pontos. Quando pego esses erros na hora, tento corrigir ali mesmo sem estresse. Pra Sofia com a pontuação, fiz um cartaz bem simples com os números e as palavras escritas, deixei na parede perto da mesa de tênis de mesa pra ela ir olhando até pegar o jeito. Pro Daniel, marcamos um X gigante com fita no chão do lado que ele começaria defendendo após o intervalo. Já com o Guilherme, era mais papo mesmo: depois da aula de judô, sentamos e conversamos sobre os golpes enquanto mostrava as posições devagarinho.

Agora falando do Matheus e da Clara... Cada um demanda uma abordagem diferente por causa das suas necessidades. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulo constante e ambiente mais controlado pra não se distrair tanto. Quando fazemos esporte que exige muito tempo parado ou esperando a vez, tipo beisebol ou betes, tento criar pequenas tarefas pra ele fazer enquanto aguarda: cuidar do placar, por exemplo. Isso ajuda ele a ficar envolvido sem perder o foco.

Já a Clara, que tem TEA, ela responde melhor quando sabe exatamente o que vai acontecer em seguida. Então tento ser claro sobre as atividades e sempre mantenho uma rotina previsível. Pra ajudar com a interação social nesses esportes de equipe ou combate, faço duplas ou trios fixos onde ela já se sente confortável com aqueles colegas. E olha, jogo visual funciona muito bem com ela: cartazes com as regras básicas e imagens dos movimentos são essenciais.

Claro que nem tudo dá certo logo de cara... Tentei umas vezes usar música nas atividades pra ajudar na concentração do Matheus e torná-las mais dinâmicas pra Clara seguir o ritmo das transições. Mas rapaz... Música só distraiu geral e aumentou a agitação da turma toda! A solução foi deixar aquelas ideias pra outras ocasiões mais controladas.

Bom pessoal, é isso por hoje. Espero que essas histórias ajudem vocês aí a lidar melhor com os desafios dessa habilidade e com as diferentes necessidades dos alunos na sala de aula também. Nada como trocar essas figurinhas por aqui, né? Qualquer coisa tô por aí pra gente seguir conversando! Abraço!

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