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EF89EF03Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Formular e utilizar estratégias para solucionar os desafios técnicos e táticos, tanto nos esportes de campo e taco, rede/parede, invasão e combate como nas modalidades esportivas escolhidas para praticar de forma específica.

EsportesEsportes de rede/parede Esportes de campo e taco Esportes de invasão Esportes de combate
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF03 da BNCC é aquele tipo de coisa que a gente, como professor de Educação Física, faz no dia a dia sem nem perceber que tem nome bonito. Na prática, é pegar as estratégias que os meninos já conhecem e dar um passo além: fazer eles pensarem não só em como jogar bem, mas em como resolver problemas durante os jogos. Tipo, se a bola tá vindo com tudo, o que fazer? Ou como enganar o adversário num jogo de futebol? A ideia é eles usarem a cabeça tanto quanto usam o corpo.

Então, no 8º ano, os alunos já têm uma base de como jogar vários esportes. No ano passado já tinham visto o básico dos esportes de rede, taco, invasão e combate. Agora é hora de afiar essas habilidades e aplicar umas estratégias mais avançadas. É mais ou menos como transformar o jogador num treinador. Eles precisam saber o que fazer quando a estratégia inicial não dá certo e ter criatividade pra se adaptar. E isso não vale só pro esporte, mas pra vida também.

Uma coisa que faço é um "mini-torneio de vôlei". Geralmente, um torneiozinho desses leva umas duas aulas pra completar. Pra essa atividade, o material é simples: bolas de vôlei e uma rede. Se não tiver rede, um cordão já resolve. Divido a turma em times de quatro ou cinco, conforme o número de alunos presentes. A ideia é cada time jogar contra todos os outros em rodadas curtas de 10 minutos.

Na última vez que fizemos isso, foi engraçado ver o João e a Maria bolando códigos com as mãos pra enganar o outro time quanto ao próximo lance. João ficava sinalizando pra Maria onde ia sacar e aí quando a bola vinha do jeito errado, eles tinham que improvisar rápido. A galera tava super envolvida e a cada rodada eles vinham com uma estratégia nova.

Outra atividade que gosto é o "jogo da invasão criativa". Bom, isso aí é mais livre, tipo um pega-pega mas com times e obstáculos. A quadra vira um campo cheio de barreiras (a gente usa cones, cadeiras ou o que tiver por perto) e cada time precisa invadir o campo do outro sem ser pego. A regra principal é eles só podem capturar se estiverem dentro do campo adversário.

Essa atividade ocupa uma aula inteira fácil, porque eu deixo espaço pras equipes se reunirem e formar suas táticas antes do jogo começar. Teve uma vez que o Pedro liderou seu time criando uma "zona segura" ao redor do campo deles onde ninguém podia ser pego facilmente. Isso fez todo mundo pensar mais sobre onde pisar e como reagir se fossem capturados.

Por último, tem o "desafio do taco alternativo". Pra isso só precisa de uma bola pequena e bastões (pode ser um cabo de vassoura cortado). É tipo um jogo híbrido entre beisebol e queimado. Divido a turma em dois grupos: um grupo joga enquanto o outro planeja estratégia olhando de fora. Eles têm que pensar em maneiras de vencer sem usar a força bruta: só estratégia.

Na última vez que fizemos esse desafio, foi muito bacana ver como a Ana e o Lucas se destacaram pensando fora da caixa — eles resolveram ficar mais perto do bastão pra pegar as bolas antes que fossem muito longe. Isso fez a turma pensar em novas maneiras de defender e atacar ao mesmo tempo.

No geral, os meninos adoram essas atividades porque não ficam presos só no físico. Eles têm espaço pra testar ideias e ver o que funciona ou não na prática. E é legal ver como eles crescem nisso com tempo — começam meio perdidos mas acabam desenvolvendo umas sacadas bem espertas.

Bom, essas são algumas das estratégias que uso aqui na escola pra desenvolver essa habilidade da BNCC com a garotada do 8º ano. E tem dado certo! O bacana é ver como cada turma reage diferente às mesmas atividades, dá uma renovada no nosso jeito de ensinar também. Até mais!

Então, continuando o que eu tava dizendo, no 8º ano os alunos já têm uma base boa de como jogar vários esportes. Eles já sabem as regras, já estão mais confiantes, mas agora é hora de aprofundar. E olha, perceber se eles aprenderam mesmo sem aplicar uma prova formal é aquele tipo de coisa que a gente vai pegando com o tempo, né? Tipo assim, enquanto eu estou circulando pela quadra durante um jogo de handebol, por exemplo, dá pra sentir quando o aluno tá sacando a parada. É na hora que ele faz uma jogada diferente ou quando ele chama a atenção dos colegas pra um posicionamento que ninguém tava vendo.

Teve uma vez que eu vi o Joãozinho no jogo de vôlei. A bola veio baixa e ele não ia conseguir atacar como queria. Em vez de se desesperar, ele fez uma manchete estratégica, bem colocada, pro colega que estava na posição certa finalizar. Na hora pensei: "Ah, esse aí entendeu!" E não foi sorte; na conversa entre eles depois do jogo, ouvi ele explicando pros amigos como pensou rápido pra manter a jogada viva. Isso pra mim é a prova de que ele não só aprendeu as técnicas, mas tá pensando estrategicamente.

Aí tem as conversas entre eles, né? É muito bom ver quando um aluno explica algo pro outro e você percebe que ali já rolou um aprendizado legal. A Bia tava explicando pro Lucas como ele podia posicionar o corpo melhor pra defesa no basquete. Ela falou de equilíbrio e centro de gravidade e eu só observando de longe, percebendo que ela tinha assimilado o que a gente discutiu nas aulas anteriores.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que os alunos cometem geralmente têm a ver com precipitação e falta de comunicação. Tem o Pedrinho, por exemplo, que sempre acha que consegue resolver tudo sozinho. Ele pega a bola e vai driblando todo mundo sem nem olhar pros lados. Aí perde a posse da bola fácil, fácil. Isso acontece porque ele ainda tá aprendendo a confiar nos colegas de time e perceber que jogo coletivo é fundamental. Quando eu vejo isso acontecendo, chamo ele de lado e explico como trabalhar em equipe pode ser mais eficiente do que tentar ser o herói do jogo.

E tem aqueles erros de estratégia também. A Maria frequentemente esquece de observar os adversários e acaba ficando fora de posição quando precisava estar cobrindo um espaço vazio na defesa. E aí entra aquela conversa sobre sempre manter os olhos abertos e entender melhor o jogo como um todo e não só a parte dela.

Agora falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA. Esses dois são um desafio extra e tanto! Mas é um desafio bom, sabe? O Matheus tem muita energia e às vezes é difícil pra ele focar nas regras ou esperar a vez dele. Então o que faço é quebrar as atividades em partes menores e dar instruções bem claras e diretas. Reduzir o tempo das atividades também ajuda muito. E olha só, usar cones coloridos nas atividades é uma mão na roda! Os cones ajudam ele a entender melhor o espaço e o movimento que precisa fazer.

Com a Clara é outro esquema. Ela tem TEA e gosta muito quando as aulas têm uma rotina clara e previsível. Se eu mudar tudo do nada, ela fica meio perdida. Então eu sempre aviso antes sobre as mudanças ou sobre o que vamos fazer na próxima aula. E isso ajuda demais! Dá tempo pra ela se preparar mentalmente. Ah, outra coisa: ela responde muito bem a demonstrações visuais. Então sempre tento mostrar antes do que explicar só falando.

Mas nem tudo funciona sempre, viu? Tentei usar música pra marcar tempo das atividades uma vez, achando que ia ser divertido pra eles acompanharem o ritmo da música. Pro Matheus até que deu certo, mas a Clara ficou desconfortável com o barulho e acabei desistindo dessa ideia.

Bom gente, espero que essas histórias ajudem alguém por aqui! Educação é mesmo essa troca constante entre aluno e professor, vendo o aprendizado acontecer nos momentos mais inusitados do dia a dia. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, bora conversar! Abraços!

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