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EF89EF11Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as diferenças e semelhanças entre a ginástica de conscientização corporal e as de condicionamento físico e discutir como a prática de cada uma dessas manifestações pode contribuir para a melhoria das condições de vida, saúde, bem-estar e cuidado consigo mesmo.

GinásticasGinástica de condicionamento físico Ginástica de conscientização corporal
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF11 da BNCC parece meio complicada quando a gente lê, mas vou te falar como eu entendo ela na prática. No fundo, é sobre a galera entender a diferença entre a ginástica pra melhorar o corpo e a ginástica que faz a gente ficar mais consciente do que o corpo tá fazendo. Tipo assim, eles têm que saber que uma é focada em deixar o corpo mais forte, mais resistente, e a outra é mais sobre entender como o corpo funciona, como tá se movimentando e sentir ele mesmo. E não é só entender, mas também pensar sobre como isso tudo pode ajudar na saúde e no bem-estar deles. Por exemplo, no 8º ano, eles já tiveram alguma introdução básica à ginástica e atividades físicas em geral. Então, quando chegam no 9º ano, o desafio é aprofundar isso e fazer com que eles percebam como essas práticas influenciam o dia-a-dia deles.

Agora vou contar um pouco sobre as atividades que eu faço com os meninos pra trabalhar essa habilidade. Bom, uma das primeiras atividades que eu faço é um circuito bem simples de exercícios. A gente usa o que tem na escola mesmo: colchonetes, aquelas cordas de pular, uns cones e bolinhas. A turma é dividida em grupos de cinco ou seis alunos e cada grupo vai passando por estações diferentes. Uma estação pode ser flexão de braço, outra abdominais, outra pular corda e por aí vai. Cada grupo fica mais ou menos cinco minutos em cada estação antes de trocar. No total leva uns 40 minutos.

A reação da turma geralmente é bem positiva. Eles gostam porque é uma atividade dinâmica e eles podem medir o progresso ao longo do tempo. Da última vez que fiz isso, o João tava lá todo animado tentando mostrar pro grupo dele como fazer uma flexão perfeita. E olha, o Lucas até conseguiu melhorar bastante depois de umas dicas dos colegas.

Outra atividade que eu curto fazer muito é uma aula de alongamento mais focada na conscientização corporal. Eu coloco uma música tranquila, mas não aquelas que dá sono, só pra criar um clima bacana mesmo. Os alunos se espalham pela quadra e a gente começa com uns exercícios de respiração. Depois disso a gente passa pros alongamentos principais: pescoço, ombros, coluna, pernas, tudo devagar. Eu explico pra eles prestarem atenção na respiração enquanto alongam e sentir cada músculo esticando. Essa atividade leva uns 30 minutos no total.

Na última vez que fizemos essa aula, a Mariana veio falar comigo depois dizendo que sentiu muita diferença quando começou a prestar atenção na respiração durante os alongamentos. Ela disse que parecia até que tinha alongado melhor do que das outras vezes. É legal ver quando eles percebem essas pequenas mudanças.

E por último, gosto de fazer uma roda de conversa com eles pra refletir sobre tudo isso e linkar as atividades com a saúde e o bem-estar no dia-a-dia deles. A gente senta em roda lá fora se tiver sol ou na sala mesmo se tiver chovendo e eu começo perguntando como eles se sentiram durante as atividades e se acham que alguma coisa mudou depois disso nas rotinas deles fora da escola.

Essa roda costuma levar uns 20 minutos ou mais se a conversa fluir bem. Na última vez, foi interessante porque a Júlia comentou que começou a fazer caminhadas com a mãe depois das aulas e já tava sentindo mais disposição durante o dia. E olha só, o Pedro falou que começou a alongar em casa antes de dormir porque isso ajudava ele a relaxar melhor.

Com essas atividades, eu acho que consigo fazer os meninos verem na prática essas diferenças entre as ginásticas de condicionamento físico e conscientização corporal. E mais importante ainda, faço eles pensarem em como isso tudo se relaciona com o bem-estar deles no geral.

Enfim, espero que tenha ajudado a entender um pouco mais sobre essa habilidade da BNCC e como a gente pode trabalhar ela na prática com os alunos. É tudo muito orgânico mesmo, sem muita firula. O importante é sempre tentar conectar com o dia-a-dia deles e mostrar que essas coisas podem realmente fazer diferença na vida deles.

Então é isso aí pessoal! Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui! Boa sorte pra quem vai tentar também!

Aí, quando eu tô circulando pela sala, é onde tá a mágica. Não tem uma fórmula pronta, mas dá pra sacar umas coisas pelos jeitos dos meninos. Tipo, na hora que tô explicando e vejo aquela cara de "ah, entendi!", já dá um alívio. Mas o legal mesmo é nos momentos mais espontâneos. Por exemplo, outro dia eu tava passando perto do João e da Luana, e escuto eles conversando sobre a aula de ginástica. O João vira pra Luana e fala: "É como o prof explicou, se a gente faz esse alongamento direitinho, nossa postura melhora e não dói tanto as costas". Aí eu penso: "Esse aí já pegou a ideia".

Outra situação que me faz perceber que eles tão sacando as coisas é quando vejo um aluno explicando pro outro. Eu lembro uma vez que a Carol tava com dificuldade em entender como um exercício específico ajudava na consciência corporal. Aí o Pedro chega e diz: "Pensa assim: quando você tá fazendo isso, você sente quais partes do corpo tão se mexendo mais? Isso é sentir o seu corpo." E a Carol fez aquela cara de "ah, agora saquei". É muito bacana ver eles se ajudando assim.

Bom, mas nem tudo são flores. Tem uns erros que aparecem com frequência. Por exemplo, a Maria adora confundir as coisas e acha que qualquer tipo de exercício físico vai melhorar automaticamente a consciência corporal dela. Então eu sempre explico que não é só sair correndo ou levantando peso; tem que prestar atenção ao que tá fazendo e sentir o corpo durante o processo. Outro erro comum é do Lucas, que acha que só porque ele tá suando muito quer dizer que tá funcionando pra consciência corporal dele, quando na real pode ser só esforço físico mesmo.

Esses erros muitas vezes vêm de uma falta de atenção ou até mesmo de uma interpretação errada do que foi explicado. Então eu tento sempre aproveitar essas "pegadas" pra reforçar o conceito ali na hora mesmo. Tipo, quando a Maria confunde as coisas, eu paro e digo: "Maria, lembra daquele exercício específico que fizemos? Aquilo ajuda você a perceber o seu corpo e não só fortalecer". Tento ser bem didático.

Agora, sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de mais estímulos visuais e atividades que sejam mais dinâmicas pra manter a atenção dele. Eu uso cartões coloridos com instruções curtas durante os exercícios pra ele não se perder. E olha, funciona bem! Ele consegue seguir melhor assim do que só ouvindo uma explicação longa.

Já a Clara, com TEA, precisa de um pouco mais de rotina nas atividades pra se sentir confortável. Então procuro sempre seguir uma ordem que ajude ela a saber o que vem depois. E também uso algumas imagens pra mostrar os movimentos antes de executá-los. Já tentei usar música em algumas atividades achando que ia ajudar, mas pra Clara acabou sendo distração demais. Então deixei só as instruções visuais mesmo.

E outra coisa legal é adaptar o tempo das atividades. Pro Matheus, dou umas pausas mais frequentes pra ele liberar energia sem perder o foco todo, e pra Clara mantenho um tempo constante pra ela saber o que esperar.

Mas é isso aí, pessoal! Não tem receita pronta; cada dia é um aprendizado também pra mim com esses meninos incríveis. A gente vai ajustando conforme vê o que funciona ou não. Espero ter ajudado com essas ideias! Quem tiver mais sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui pra gente trocar figurinhas.

Até mais!

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