Olha, quando a BNCC fala dessa habilidade EF89EF21, eu entendo que a gente precisa fazer os meninos lá do 9º ano sacarem o que é preciso para entrar numa dessas práticas de aventura na natureza, tipo rapel, escalada, trilha, essas coisas aí que a galera se amarra. Não basta só saber que existe, é pra entender como esses esportes são feitos com segurança e também um pouco da história deles, como foram mudando ao longo do tempo. Aí inclui saber dos equipamentos de segurança que são usados, os instrumentos e até as roupas específicas que o pessoal veste. E não é só isso, tem que perceber como esses esportes foram se transformando ao longo dos anos. E, claro, a gente não pode esquecer de falar da organização dessas práticas, como elas são estruturadas.
Pra fazer isso acontecer na prática com a turma, eu sempre penso no que eles já viram nos anos anteriores. Tipo, os alunos do 8º ano já tiveram uma noção geral das práticas corporais e um pouco de consciência corporal e de segurança, então no 9º ano a gente vai aprofundar mesmo. Eles já sabem que precisa ter cuidado e respeito pelo corpo e pelos outros quando praticam esporte. Então agora é aquele momento de juntar o conhecimento técnico com a prática.
Vou contar três atividades que faço com eles aqui na escola pra trabalhar essa habilidade.
A primeira atividade é uma pesquisa sobre as práticas corporais de aventura. Eu peço pra eles formarem grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo escolhe um tipo diferente de atividade de aventura na natureza. Pode ser algo como escalada, surf, mountain bike. Eles têm uma semana pra pesquisar sobre o esporte escolhido — quais os equipamentos fundamentais, como é a organização da prática e algumas curiosidades históricas. Eles podem usar o celular ou pedir emprestado o notebook da escola se precisarem. Cada grupo apresenta o que descobriu em sala. Dá pra tirar um bom proveito desse trabalho em uma ou duas aulas. Olha, da última vez que fizemos isso, o grupo da Ana Clara trouxe até uma corda de escalada pra mostrar pra turma! A apresentação deles foi bem bacana e gerou um super debate sobre segurança.
Outra atividade que gosto de fazer é uma simulação prática no pátio da escola. Aqui não precisa de muita coisa: uns cones pra delimitar espaço e alguns coletes de identificação pras equipes. Divido a turma em duplas e dou a eles um mini-desafio, tipo montar uma simulação de rapel usando os cones como pontos de ancoragem e cordas improvisadas (aquelas cordas usadas em educação física mesmo). O objetivo é planejar juntos como fariam pra descer com segurança se estivessem num ambiente real. Leva cerca de uma aula inteira. Da última vez que fizemos isso, o Pedro e o Lucas ficaram super empolgados e até deram um jeito criativo de amarrar as cordas que impressionou todo mundo! Claro que a gente tem que supervisionar bem de perto pra garantir segurança.
A terceira atividade envolve um bate-papo com alguém que pratica ou já praticou esportes desse tipo. Já convidei um amigo meu que faz trilhas e escalada há anos pra conversar com a turma. Ele trouxe alguns equipamentos reais dele — capacete, sapatilha, mosquetão — e mostrou pra galera como é cada item e pra que serve. Essa conversa dura uns 50 minutos e os alunos ficam bastante interessados quando ouvem histórias reais de quem já passou por experiências assim. Na última vez, o João Pedro ficou tão animado que começou a perguntar onde ele podia começar a praticar trilha por aqui!
Essas atividades são legais porque além de ensinarem sobre os esportes em si, ajudam os alunos a desenvolver habilidades de pesquisa, trabalho em equipe e criatividade na hora de resolver problemas práticos. Sem contar que eles ficam mais conscientes sobre a importância da segurança e do respeito às regras desses esportes.
Bom, aí está um pouco do jeito que trabalho essa habilidade com a galera do 9º ano. Espero que ajude quem tá tentando entender melhor como botar isso em prática na sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou ideias, tô sempre aberto pra trocar figurinhas! Valeu!
Olha, saber se um aluno entendeu uma habilidade dessas, tipo EF89EF21, vai muito além de aplicar uma prova. Eu vejo mais no dia a dia, nas conversas deles, na maneira como eles interagem entre si e até no jeito que se movimentam na prática. Quando tô circulando pela sala ou pelo pátio na hora das atividades, dá pra sentir se eles realmente absorveram o que a gente discutiu. Por exemplo, um dia desses, ouvi o João explicando pro Lucas como amarrar o nó certo pro rapel. Ele tava lá todo empolgado, mostrando com a corda e ainda falando das vezes que praticou na aula. Na hora pensei "ah, esse entendeu!"
Também tem quando eles começam a discutir entre si sobre as histórias dos esportes. Tipo a Maria brigando com a Ana porque uma dizia que a escalada começou em tal lugar e a outra afirmando que foi em outro país. Esse tipo de discussão mostra que elas tão realmente pensando sobre o assunto, indo além do que a gente só fala na aula.
Agora, sobre os erros comuns... Olha, tem uns deslizes que a galera comete direto. O Pedro, por exemplo, muitas vezes esquece a importância do equipamento de segurança. Ele acha que é só pra "quem tem medo", mas já peguei ele brincando que não precisa usar capacete numa simulação de escalada. Aí é hora de parar tudo e explicar de novo, mostrar vídeos e contar histórias de quem se machucou feio por não seguir as regras.
Outro erro clássico é confundir os esportes. Teve um dia que a Júlia virou pra mim e perguntou se precisava de corda pra fazer trilha na mata. Eu ri um pouco, mas expliquei com calma que a trilha não precisa desse tipo de equipamento e mostrei algumas fotos de trilhas pelo mundo pra ela entender melhor as diferenças.
Com os alunos que têm TDAH ou TEA, como o Matheus e a Clara, eu faço umas adaptações nas atividades. Pro Matheus, que tem TDAH e fica mais agitado, eu crio metas menores durante a aula. Divido as atividades em partes menores e dou desafios rápidos pra ele se manter focado. Também uso materiais mais visuais e coloridos pra chamar atenção dele. Funciona bem quando dou um cronograma visual do que vamos fazer na aula, assim ele tem uma referência do tempo e do que tá rolando.
Já a Clara, que tá dentro do espectro autista, precisa de um pouquinho mais de estrutura e previsibilidade. Então sempre aviso com antecedência sobre qualquer mudança que vai rolar na aula ou nos exercícios. Pra ela, mostrar vídeos com bastante clareza sobre como o esporte é praticado ajuda muito. Tem uma vez que fizemos um circuito e ela se saiu super bem porque já tinha assistido várias vezes o vídeo da atividade.
Mas nem tudo funciona sempre. Eu tentei uma vez fazer com que o Matheus explicasse uma prática pra turma toda logo depois de mostrar um vídeo... ele ficou muito ansioso e não saiu como esperado. Aprendi daí que ele se sente mais confortável primeiro demonstrando em grupos menores. Com a Clara, percebi que atividades sonoras demais ou muito agitadas acabam atrapalhando ela mais do que ajudando.
Eu aprendo tanto com eles quanto eles comigo. E assim vamos crescendo juntos na sala de aula.
Bom, acho que é isso por hoje! Vou ficando por aqui. Se alguém tiver alguma sugestão ou quiser compartilhar como lida com situações parecidas, vou adorar ouvir! Até a próxima!