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EF07ER07Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e discutir o papel das lideranças religiosas e seculares na defesa e promoção dos direitos humanos.

Crenças religiosas e filosofias de vidaLiderança e direitos humanos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF07ER07 com a turma do 7º ano, a gente tá falando de ajudar os meninos e meninas a entenderem e discutirem o papel das lideranças, sejam elas religiosas ou seculares, na defesa e promoção dos direitos humanos. Na prática, isso quer dizer que eles precisam conseguir identificar quem são essas lideranças, entender o que elas fazem e por que isso é importante. É um papo sobre como essas figuras influenciam a sociedade pro bem comum, e como elas podem lutar pelos direitos de todo mundo. Os alunos já vêm com uma noção básica das diferentes religiões e filosofias de vida lá do 6º ano. Eles já sabem que existem várias crenças e que cada uma pode ter suas lideranças e valores.

Então, o primeiro passo pra mim é sempre partir do que eles já conhecem. Eu costumo começar pedindo pra galera pensar em alguma liderança que eles conhecem, tanto religiosa quanto secular. Aí a gente faz uma lista juntos no quadro. Isso ajuda a turma a ver que tem figuras como líderes religiosos, tipo o Papa ou o Dalai Lama, mas também tem gente secular que é importante nos direitos humanos, como a Malala ou o Mandela.

Agora vou contar três atividades que eu costumo fazer pra trabalhar essa habilidade. A primeira é uma discussão em grupo sobre um texto curto que trago pra sala. Uso um material simples, geralmente um artigo de jornal ou uma reportagem da internet que fala sobre alguma liderança atual ou histórica. Organizo a turma em grupos pequenos de quatro ou cinco alunos. Dou uns 20, 30 minutos pra eles lerem e discutirem entre si sobre o impacto daquela figura nos direitos humanos. Quando fiz isso da última vez, levei um texto sobre a Malala. O grupo da Ana ficou super engajado e ela trouxe umas ideias ótimas sobre como as ações dela influenciam as meninas do mundo todo. Os alunos reagem bem, ficam interessados porque conseguem se conectar com as histórias de vida dessas lideranças.

A segunda atividade é um debate na sala sobre uma questão polêmica ligada aos direitos humanos. Eu dou tempo pra eles pesquisarem antes, uns dois dias mais ou menos, pra trazerem informação fresquinha pro debate. Divido a turma em dois grupos: um a favor e outro contra determinada ação de uma liderança discutida. Na última vez, debatemos sobre o papel da Igreja Católica nos direitos reprodutivos das mulheres. A Júlia ficou no grupo contra e trouxe argumentos bem articulados. Lembro que ela disse algo tipo: "A gente não pode ignorar o direito de escolha das mulheres". Foi bacana ver como eles defendiam suas posições e respeitavam as opiniões dos outros.

Por fim, eu gosto de fazer um projeto de pesquisa sobre uma liderança escolhida por cada aluno ou dupla. Eles têm duas semanas pra pesquisar e preparar uma apresentação curta pra turma. Os materiais são simples: acesso à internet para pesquisa, pode ser até pelo celular mesmo se não tiver computador em casa, e alguns cartazes ou slides pra apresentação final. A última vez que fizemos isso foi incrível; o Pedro escolheu falar sobre Martin Luther King Jr., ele trouxe informações detalhadas sobre as marchas e os discursos dele. As apresentações foram super legais, os alunos ficaram surpresos com o quanto aprenderam uns com os outros.

Essas atividades ajudam mesmo porque eles não ficam só naquela coisa de decorar nomes e datas; os meninos começam a entender o impacto real dessas lideranças nos direitos humanos e na sociedade em geral. E olha, vou te falar que cada turma é diferente; tem umas que são mais participativas logo de cara, outras demoram um pouco mais pra se soltar. Mas trabalhando com esses exemplos concretos e dando espaço pra eles expressarem suas opiniões, dá certo.

No fim das contas, é legal ver como eles vão amadurecendo ao longo do ano e começando a relacionar tudo isso não só com história antiga ou distante, mas com o que tá acontecendo agora no mundo deles também. Eles saem do 7º ano com uma visão mais crítica sobre quem são essas figuras importantes e como podem se inspirar nelas pra fazer a diferença também.

Bom, é isso aí pessoal! Espero que esse relato tenha ajudado alguém por aqui a pensar em novas formas de abordar essa habilidade em sala de aula. Me contem aí depois se vocês têm outras ideias também! Abraço!

Agora, como eu percebo que os alunos estão pegando a habilidade EF07ER07? Bom, não é só na hora da prova ou do trabalho formal, não. É no dia a dia mesmo, quando eu tô circulando pela sala ou ouvindo as conversas entre eles. Tipo, uma vez eu tava passando pelas carteiras e ouvi o Pedro explicando pra Júlia sobre como uma liderança religiosa lá da igreja dele ajudou a comunidade com um projeto social. A forma como ele falava, ligando as ações do líder a coisas que discutimos em aula, foi quando eu pensei "ah, esse entendeu". Ou também quando a Ana levanta a mão pra comentar sobre um artigo que leu na internet sobre um líder secular que defendeu os direitos das mulheres. Dá pra ver direitinho que ela fez uma conexão com o que trabalhamos em classe.

Aí tem esses momentos de ouro em grupos, quando um aluno tá explicando pro outro. Eu vi o Lucas contando pro Caio sobre como uma ONG que ele conhece defende os direitos das crianças e adolescentes. Ele fez uma ligação entre o que discutimos sobre liderança e direitos humanos com um exemplo real da vida dele. É nessas trocas que você percebe que eles internalizaram o conceito e tão aplicando no cotidiano deles.

Sobre os erros mais comuns, olha, tem vários. Um que acontece bastante é quando confundem influência com autoridade. Tipo a Maria, ela até argumentava bem nas discussões, mas às vezes achava que só porque alguém é uma liderança religiosa já tá fazendo algo bom pelos direitos humanos. Aí eu precisei bater um papo com ela sobre olhar criticamente cada ação das lideranças. Outro erro comum é superestimar o papel dessas lideranças, achando que só elas têm responsabilidade de lutar pelos direitos humanos. O João foi um que caiu nessa: ele sempre dizia que tudo de bom ou ruim numa comunidade era por causa de uma pessoa só. Trabalhei com ele pra entender a importância da ação coletiva.

Quando esses erros aparecem, eu costumo fazer uma intervenção na hora, mas sem desvalorizar o que eles falaram. E pergunto "olha, você acha que só essa pessoa pode mudar tudo? E as outras pessoas ao redor?" Isso faz eles pensarem e dialogarem mais. Às vezes rola até um debate legal entre eles mesmos.

Agora, falando do Matheus com TDAH e a Clara com TEA na minha turma, as estratégias mudam um pouco. Pro Matheus, é importante ter atividades mais dinâmicas e curtas, porque ele perde o foco fácil. Eu uso vídeos curtos e dinâmicas em grupo pra manter ele engajado. Já aconteceu de ele se perder no meio de uma atividade mais longa e aí eu preciso dar um passo a passo ou dividir a atividade em partes menores. Com a Clara, por ter TEA, eu preciso ser mais claro e consistente nas instruções. Ela gosta de rotinas, então procuro seguir um padrão nas aulas.

Pra ela também funciona bem usar materiais visuais e esquemas. Uma vez eu usei um gráfico sobre lideranças religiosas de diferentes partes do mundo e isso ajudou muito ela a entender onde cada uma se encaixava no contexto dos direitos humanos. O que não funcionou muito foi quando tentei fazer atividades muito abertas ou sem estrutura clara; percebi que ela ficava perdida.

Com ambos, tanto o Matheus quanto a Clara, eu tento estabelecer metas pequenas e alcançáveis pro dia a dia, e vou adaptando conforme vejo o desenvolvimento deles. Algumas ferramentas digitais também ajudam bastante pra manter o Matheus engajado e dar à Clara previsibilidade.

Bom, pessoal, é isso aí! Trabalhar essa habilidade EF07ER07 é um desafio mas também muito gratificante quando você vê que os alunos tão entendendo seu papel no mundo. Espero que as experiências aqui ajudem vocês de alguma forma e bora continuar trocando ideia e aprendendo juntos! Até mais!

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