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EF04HI11História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar, na sociedade em que vive, a existência ou não de mudanças associadas à migração (interna e internacional).

As questões históricas relativas às migraçõesOs processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos Os processos migratórios do final do século XIX e início do século XX no Brasil As dinâmicas internas de migração no Brasil a partir dos anos 1960
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu pego uma habilidade da BNCC, tipo essa EF04HI11, eu sempre tento dar uma descomplicada e pensar como que isso aparece na vida real da molecada. Então, quando a gente fala de "analisar mudanças associadas à migração", eu entendo que é ver se a cidade onde eles moram, por exemplo, mudou por causa das pessoas que vieram de fora. Tipo, tem um monte de gente que veio de outro lugar e acabou trazendo costumes novos, comidas diferentes, essas coisas. E a molecada precisa entender que isso não é só coisa de livro, mas que tá ali na esquina de casa mesmo. Tipo assim, se a gente voltar um pouquinho no tempo, no terceiro ano eles já tinham visto um pouco sobre a comunidade local e a diversidade cultural. Agora, é meio que juntar os pontos e perceber que essa diversidade tem muito a ver com as pessoas que vieram de fora.

Agora deixa eu contar como eu faço isso na sala com os meninos do quarto ano. Vou te dar três exemplos de atividades que rolam por aqui.

A primeira coisa que eu fiz foi uma roda de conversa bem básica. Peguei uma folha de papel pardo e fiz um mapa da cidade com ajuda deles mesmo. Aí pedi pra cada um falar se tinha algum parente que veio de outro lugar. Foi rapidinho, uns 30 minutos no máximo. O legal é que eles começaram a perceber o quanto todo mundo ali tinha uma história diferente. Teve o Gustavo, por exemplo, que não fazia ideia que o avô tinha vindo do Nordeste pra cá atrás de trabalho quando era jovem. Ele ficou todo empolgado pra saber mais sobre isso. É incrível como essa atividade simples já abre um monte de possibilidades pra eles começarem a entender o rolê das migrações.

A segunda atividade rolou numa aula mais prática. Levei uns folhetos turísticos antigos e uns novos da nossa cidade pra turma comparar. Separei eles em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos cada, e dei uns 20 minutos pra galera investigar as diferenças. O lance era perceber se tinha alguma mudança no jeito como a cidade se vendia ao longo do tempo por causa das migrações. Eles tinham que prestar atenção em palavras ou imagens que mostrassem isso. Aí depois rolou uma discussão em sala onde cada grupo compartilhou o que encontrou. Uma vez o Pedro achou numa revista antiga um anúncio de uma padaria italiana e ficou super surpreso porque hoje temos vários restaurantes japoneses e chineses também. Foi massa ver como eles começam a ligar os pontos entre o que aprenderam e o dia a dia deles.

A última atividade que curto muito fazer é meio lúdica. A gente faz uma feira cultural. Cada grupo escolhe um grupo migrante diferente que faz ou fez parte da composição cultural da cidade (às vezes rola até fazer sorteio pra ser mais justo) e pesquisa tudo sobre eles: comida, música, dança, vestuário... Aí eles montam uma banca sobre esse grupo na "feira". Tem que ver como os olhos brilham quando vêm as bancas cheias de coisas legais. Isso leva umas duas semanas entre pesquisa e organização das bancas, mas cada segundo vale a pena porque eles realmente aprendem ao se envolverem tanto. No ano passado, o grupo da Mariana escolheu falar dos japoneses e trouxeram até sushi pra galera experimentar! Foi um sucesso.

Essas atividades são maneiras porque ajudam os alunos a verem a migração como algo presente na vida deles e não só coisa dos livros de História. O mais bacana é perceber como cada um acaba descobrindo algo novo sobre sua própria família ou sobre o bairro onde vive.

E aí quando vejo tudo isso acontecendo, percebo como é importante dar voz pra eles expressarem suas próprias histórias e conexões com o tema das migrações. Acho que isso acaba fazendo com que aprendam não só fatos históricos, mas também entendam suas próprias identidades dentro desse contexto maior.

Bom, acho que era isso que eu queria compartilhar sobre como trabalho essa habilidade com meus alunos do quarto ano. Se vocês tiverem alguma ideia ou quiserem saber mais detalhes sobre alguma atividade específica, me falem! Adoro trocar ideia com outros professores e ver o que estão fazendo por aí nas suas salas também. Abraço!

Olha, uma das coisas que eu mais gosto é quando eu tô circulando pela sala e vejo os meninos engajados, discutindo entre eles. Você percebe que eles entenderam o conteúdo quando começam a usar exemplos do dia a dia nas conversas. Tipo, outro dia estava andando pela sala enquanto eles faziam uma atividade em grupos e ouvi a Joana explicando pro Felipe sobre como a padaria do bairro começou a vender comida baiana porque agora tem muita gente da Bahia morando por aqui. Aí você saca, né? Eles estão fazendo as conexões que precisam. A Joana ali já tava vendo na prática o que a gente discutiu em aula sobre como as culturas se misturam quando as pessoas migram.

E tem também aquele momento mágico quando um aluno pega um conceito e repassa pro outro. Teve uma vez que o Lucas, que adora futebol, tava conversando com o Rafael sobre como o time deles mudou de estilo porque contrataram um técnico argentino. Isso numa conversa de recreio! Esse é o tipo de coisa que não aparece em prova, mas que mostra que eles captaram a ideia de mudanças associadas à migração num contexto bem mais próximo deles.

Agora, nem tudo são flores. Os erros comuns... Ah, esses aparecem bastante também. Muita gente confunde quem veio e quem foi. A Bárbara, por exemplo, sempre se embolava com isso. Quando a gente falava de migração nordestina pra cá, ela achava que a mudança era daqui pra lá. Isso é bem comum porque às vezes a molecada tá pensando no lugar onde nasceu ou onde tá agora e faz uma confusão na cabeça entre 'saída' e 'chegada'. Nessas horas eu paro e voltamos pro mapa na parede, mostrando as setinhas de quem vai e quem vem. A visualização ajuda muito.

E aí tem o Matheus e a Clara, que trazem desafios e aprendizados diferentes. O Matheus tem TDAH e precisa de uma dose extra de organização e clareza nas atividades. O lance com ele é tornar tudo mais dinâmico e visual. Por exemplo, em vez de pedir pra ele escrever um texto longo sobre as mudanças culturais provocadas pela migração, eu dou uns cards ilustrados com fatos e peço pra ele montar uma linha do tempo ou fazer um mural com imagens recortadas de revistas. Isso ajuda a manter o foco dele sem perder o fio da meada.

Quanto à Clara, que tem TEA, as atividades precisam ser ainda mais estruturadas e visuais. Com ela, o que funciona bem são histórias em quadrinhos ou sequências de imagens que ela pode organizar cronologicamente. Ela adora desenhar, então aproveito isso pedindo pra ela fazer desenhos sobre como ela imagina que era a vida das pessoas antes e depois da migração. E olha, dá certo mesmo! O lance é oferecer previsibilidade e evitar surpresas bruscas nas atividades.

Mas nem tudo dá certo sempre, né? Já tentei fazer uma atividade de grupo maior com o Matheus e percebi que ele ficava meio perdido com tanta informação ao mesmo tempo. No caso da Clara, já percebi que às vezes ela fica desconfortável se as instruções não são claras ou se muda muito rapidamente de tarefa. Então é questão de ir ajustando até achar o ponto certo.

Bom, acho que é isso! Sempre tem um jeito de ajudar cada aluno a aprender do jeito dele, mesmo quando as habilidades parecem complicadas no papel. É esse contato diário com a galera na escola que faz a diferença. Se alguém tiver outra experiência ou dica sobre essa habilidade (ou qualquer outra), divide aí também! Gosto muito de trocar ideias por aqui. Até mais, pessoal!

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