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EF06HI12História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Associar o conceito de cidadania a dinâmicas de inclusão e exclusão na Grécia e Roma antigas.

Lógicas de organização políticaAs noções de cidadania e política na Grécia e em Roma • Domínios e expansão das culturas grega e romana • Significados do conceito de “império” e as lógicas de conquista, conflito e negociação dessa forma de organização política As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades linhageiras ou aldeias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06HI12 da BNCC, parece complicado, mas na prática é mais simples do que parece. Basicamente, o que eu preciso é que os meninos consigam entender como o conceito de cidadania na Grécia e em Roma era diferente e como isso se relacionava com a inclusão e a exclusão. Tipo assim, na Grécia antiga, quem era considerado cidadão? Só os homens livres nascidos na cidade. Já em Roma, a cidadania foi mudando conforme o império crescia. Então, essa habilidade pede pra galera perceber essas nuances e compreender como essas dinâmicas de inclusão e exclusão ainda existem hoje em dia, mas de outras formas.

Antes de cair de cabeça nisso, a turma já tinha um pouco de noção sobre as civilizações antigas do quinto ano. Eles sabiam do básico sobre cultura e sociedade, mas não tinham ainda uma visão aprofundada de como essas estruturas políticas funcionavam. Então, nosso trabalho de agora é pegar esse conhecimento prévio e aprofundar, focando nessa questão do que é ser cidadão e como isso muda de acordo com o tempo e o espaço.

A primeira atividade que faço é um debate. Eu separo a turma em dois grupos: um vai defender Atenas e outro, Roma. Uso uma folha com alguns textos curtos que explicam as características básicas da cidadania em cada uma dessas civilizações. O material é simples mesmo: duas páginas com informações resumidas que eu mesmo preparo. Eu dou um tempo pra eles lerem e conversarem nos grupos (uns 15 minutos), e depois vamos pro debate. Isso dura mais ou menos uns 40 minutos no total.

Na última vez que fiz isso, o Luís e a Maria Clara estavam super engajados no grupo de Atenas. Eles ficaram surpresos ao descobrir que nem todos os homens eram considerados cidadãos e começaram a questionar por quê as mulheres estavam sempre de fora. Aí rolaram umas discussões bem interessantes sobre igualdade de gênero nos dias de hoje. No final, a galera percebeu que várias dinâmicas de exclusão ainda acontecem hoje em dia, só mudaram de cara.

A segunda atividade envolve uma dramatização. Eu peço pra turma criar pequenas cenas onde eles mostram situações do cotidiano de uma família romana versus uma família grega. Aí eles têm que mostrar quem tem voz nas decisões políticas e quem não tem. Pra isso, dou um roteiro básico pra eles seguirem que explica o contexto histórico e depois deixo eles criarem as falas e as cenas.

Divido eles em grupos de cinco pessoas mais ou menos, dependendo do tamanho da turma. Leva umas duas aulas pra eles se prepararem e apresentarem. Na última apresentação, o Pedro Henrique ficou responsável por ser o "cidadão romano" e a Júlia fez o papel da "esposa romana". Foi engraçado porque eles começaram a improvisar muito bem e a falar sobre como seria injusto não poder participar das decisões da cidade só por ter nascido mulher ou ser filho de escravo.

O pessoal adora quando pode atuar porque sai um pouco da rotina das aulas tradicionais e acaba fixando melhor o conteúdo. E isso ajuda eles a perceberem como as normas sociais podem ser bem arbitrárias e mudar de acordo com quem tá no poder.

A última atividade é uma pesquisa em pares sobre como esses conceitos de cidadania evoluíram até hoje. Eles precisam descobrir a história dos direitos civis no Brasil e fazer paralelos com as civilizações antigas. Dou pra eles acesso ao laboratório de informática da escola ou peço pra usarem os celulares, se for possível (com o wi-fi liberado). Essa atividade leva duas aulas: uma pra pesquisa e outra pra apresentação dos resultados.

Quando fizemos isso na última vez, a Ana Luiza e o Rafael vieram me mostrar um trabalho super legal comparando como a inclusão das mulheres na política brasileira foi recente comparado com outras partes do mundo. Eles fizeram uns links muito bons com o que aprenderam sobre Atenas e Roma.

De um modo geral, os meninos acabam saindo dessas atividades com uma visão mais crítica do mundo à sua volta. Eles percebem como as normas sociais moldam nossas vidas de forma diferente dependendo do tempo e do lugar em que vivemos. E acho esse tipo de reflexão super importante pra formar cidadãos mais conscientes.

Enfim, é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês também aí nas salas de aula! Se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar experiências, vamos conversando aqui no fórum. Até a próxima!

E, olha, a melhor parte de ser professor é quando você percebe que a galera realmente entendeu o conteúdo, sem precisar daquela prova formal. Tipo, eu tô circulando pela sala e ouço o Pedro explicando pro Lucas: "Cara, em Roma, eles foram ampliando quem podia ser cidadão pra controlar melhor o império. Tipo, quanto mais gente com direitos, mais gente feliz e menos revolta." Aí eu penso "Ahá! Esse pegou a ideia!"

Outro dia, tava ouvindo a Sofia e a Maria conversando. A Sofia falou: "Na Grécia, não deixavam as mulheres serem cidadãs, né? Hoje em dia isso parece tão errado." E a Maria respondeu: "Pois é, mas lembra que naquela época eles achavam que as mulheres tinham que cuidar da casa e dos filhos." Foi bem nesse momento que eu vi que elas conseguiram conectar o passado com uma crítica do presente. É uma satisfação enorme ver esse tipo de coisa.

Mas claro, nem tudo são flores. Sempre tem aqueles erros comuns que os meninos cometem. Uma vez o João, super empolgado, disse: "Professor, na Grécia antiga todo mundo era cidadão porque inventaram a democracia." E aí eu fico tipo "Calma aí, João." Tem essa confusão de achar que só porque a palavra democracia surgiu lá, todo mundo tinha os mesmos direitos. Eu sempre tento corrigir na hora com exemplos simples: "João, imagina só se hoje só pudesse votar quem nasceu em Goiânia. Como seria?" Isso ajuda eles a visualizarem melhor.

Outra situação comum é quando confundem Roma com Grécia. A Ana confundiu e disse que Alexandre, o Grande era romano porque ele conquistou muitos territórios. "Ana", eu falei, "Alexandre era macedônio e o império dele não era romano." Aí eu mostro mapas e como as fronteiras eram diferentes pra ajudar a clarear as ideias.

Agora, sobre lidar com alunos que têm necessidades específicas como o Matheus e a Clara, é um desafio diário. O Matheus tem TDAH e precisa de bastante estímulo visual e quebra de atividades em partes menores. Eu comecei a usar mapas mentais e cartões com imagens pra ele associar conceitos. Ele se dá muito bem com isso. A coisa é fazer pausas regulares pra ele se levantar um pouco ou mudar de atividade. Antes eu tentava fazer tudo de uma vez e percebia que ele perdia o foco rapidamente.

Já a Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), precisa de rotina e previsibilidade. Eu comecei a usar um cronograma visual fixado na parede pra ela saber qual será a sequência das atividades do dia. E também ajustei minhas expectativas sobre como ela participa das discussões em grupo. Às vezes ela prefere responder por escrito ou usar desenhos pra expressar suas ideias sobre cidadania.

O que não funcionou muito bem foi quando eu tentava fazer grupos grandes misturando todo mundo. A Clara ficava sobrecarregada com tanto estímulo ao mesmo tempo e o Matheus começava a dispersar demais. Aprendi que é melhor fazer grupos menores ou até mesmo duplas onde posso dar atenção mais direcionada.

E assim vamos tocando o barco por aqui. Tá sempre rolando algo novo pra aprender ou ajustar na nossa prática diária. Cada turma tem sua dinâmica e cabe a nós tentar entender o que funciona melhor pros nossos alunos e pro contexto deles.

Bom gente, é isso aí por hoje! Espero ter contribuído com vocês com essas histórias e dicas do dia a dia da sala de aula. Continuamos nessa jornada juntos e qualquer coisa tô por aqui! Até mais!

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