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EF06HI14História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e analisar diferentes formas de contato, adaptação ou exclusão entre populações em diferentes tempos e espaços.

Lógicas de organização políticaA passagem do mundo antigo para o mundo medieval A fragmentação do poder político na Idade Média
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06HI14 da BNCC é bem interessante de trabalhar com a galera do 6º ano. Na prática, o que a gente quer é que os meninos consigam perceber como diferentes povos e culturas se relacionaram ao longo da história. Tipo assim, saber identificar quando houve contato pacífico, conflito, adaptação ou mesmo exclusão entre eles. É uma habilidade que ajuda os alunos a entenderem como o mundo foi se formando e mudando ao longo do tempo e também a refletir sobre como essas relações ainda acontecem hoje.

No 6º ano, estamos falando da passagem do mundo antigo pro mundo medieval, né? Então, eles precisam pegar a ideia de como o poder político se fragmentou e como isso influenciou as relações entre os povos na Idade Média. Eles já vêm do 5º ano com uma noção básica de civilizações antigas como os romanos e gregos, então o desafio é mostrar como essa transição pro medieval foi cheia de encontros e desencontros culturais. Por exemplo, eles precisam entender o que rolou quando o Império Romano caiu e como isso levou à formação dos reinos medievais. E também como os bárbaros, muçulmanos e outros grupos entraram nessa dança.

Uma das atividades que eu faço é um teatro improvisado. Eu divido a turma em grupos e cada um representa um povo diferente daquela época - tem os romanos, os bárbaros germânicos, os bizantinos, e por aí vai. Dou um tempinho pra eles pesquisarem sobre as características principais do seu grupo usando livros didáticos e até alguns trechos de filmes que trago no pendrive. Depois, cada grupo encena uma situação de encontro entre esses povos, mostrando se foi um contato pacífico ou conflituoso. A galera adora! Na última vez que fiz isso, o Pedro ficou todo empolgado fazendo o papel de um chefe bárbaro e até improvisou um sotaque engraçado. A atividade leva uma aula inteira.

Outra coisa que funciona bem é um jogo de tabuleiro que eu mesmo adaptei. Montei um mapa da Europa medieval simplificado e os alunos jogam com peças representando os diferentes povos tentando conquistar territórios. Eles devem decidir se vão negociar ou guerrear com seus vizinhos, e todo passo tem consequências. Os meninos ficam vidrados nisso! Para essa atividade eu organizo duplas ou trios e usamos a metade de uma aula pra explicar as regras e jogar. A última vez que fizemos isso, a Ana decidiu pela estratégia diplomática toda hora, enquanto o João queria partir pra guerra com todo mundo! Foi interessante ver as discussões rolando sobre o que seria mais vantajoso.

E não posso esquecer dos debates em sala! Uma vez por mês eu organizo um debate onde a turma discute as diferentes formas de contato entre povos em diversos momentos históricos. Primeiro, dou um texto curto pra eles lerem em casa sobre um tema específico - pode ser sobre as Cruzadas, por exemplo. Depois, na aula, divido a classe em dois grupos: um defende que houve adaptação cultural e outro defende que houve mais conflito. Aí é deixar eles argumentarem! Esse tipo de atividade ajuda os meninos a desenvolverem pensamento crítico e argumentação. Na última discussão que tivemos sobre as Cruzadas, a Júlia trouxe uns pontos super interessantes sobre as influências culturais mútuas entre cristãos e muçulmanos.

Os materiais que uso são simples: livros didáticos da escola, mapas impressos e às vezes alguns vídeos curtos pra dar uma ilustrada no assunto. As reações dos alunos variam bastante: tem aqueles mais tímidos que demoram a entrar na brincadeira do teatro ou nos debates, mas aos poucos vão se soltando. E tem mais agitados que logo querem mostrar seus pontos de vista ou atuar com desenvoltura.

Trabalhar essa habilidade exige criatividade pra envolver os alunos de forma prática e divertida. E é legal ver como eles começam a entender melhor não só histórias antigas mas também a complexidade das relações humanas ao longo do tempo. No final das contas, essa habilidade dá uma base bacana pra eles compreenderem a história enquanto algo dinâmico e vivo, cheio de nuances. E assim vamos indo, dia após dia, construindo conhecimento junto com eles!

Então, continuando meu papo com vocês sobre essa habilidade EF06HI14, vou contar um pouco de como eu percebo que os meninos estão realmente aprendendo a parada. Olha só, eu não sou aquele professor que fica só na frente da sala despejando conteúdo, não. Eu gosto de circular pela sala, observar o que a galera tá conversando, prestar atenção nas dúvidas deles e até nas explicações que eles mesmos se dão uns pros outros.

Tem um momento que eu acho bem revelador: quando eles estão fazendo atividades em grupo. Tipo, eu passo uma atividade em que eles têm que analisar como os povos se relacionaram em determinada época. Aí eu vou circulando e ouço as conversas. Outro dia, escutei a Mariana explicando pro João: "Pensa assim, é como se os romanos tivessem chegado com tudo, meio que querendo mandar, mas aí foram percebendo que tinham que aprender umas coisas com os locais pra se dar bem". Nessa hora eu pensei: "Ah, essa entendeu o lance da adaptação".

Outra coisa é quando eles fazem perguntas que vão além do que eu expliquei. Tipo o Lucas, que me perguntou: "Professor, mas por que alguns povos se misturavam e outros só brigavam?". Esse tipo de pergunta mostra que ele tá entendendo o quadro geral e quer ir mais fundo.

Agora, os erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos. Por exemplo, o Pedro sempre confunde contato pacífico com adaptação. Uma vez ele veio me dizer: "Então, professor, os vikings se adaptaram quando invadiram a Inglaterra". Aí eu tive que explicar que nem sempre contato significa adaptação cultural. Às vezes é só um acerto de convivência ou até imposição de um lado sobre o outro.

Outra situação é a Ana Clara sempre achar que todo conflito gerou mudanças positivas. Ela disse assim numa atividade: "Todo conflito deu em troca cultural boa". Eu tive que mostrar exemplos onde o conflito foi só destrutivo mesmo, sem troca interessante pros dois lados.

Quando esses erros aparecem na hora, eu tento não ser aquele professor chato que só corrige. Gosto de chamar a atenção pra reflexão. Tipo: "Ana Clara, pensa bem nesse ponto aí. Será que todas as culturas saíram ganhando mesmo? Vamos ver um exemplo juntos".

Agora falando do Matheus e da Clara. Olha só, o Matheus tem TDAH e tá sempre ligado no 220V. Pra ele, eu preciso quebrar as atividades em partes menores com pausas curtas entre elas. Ele não fica muito tempo parado numa coisa só, então às vezes faço umas atividades mais dinâmicas onde ele pode se mexer um pouco ou usar recursos visuais e manipulativos pra ajudar a fixar o conteúdo.

A Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais previsível e rotineiro pra se sentir confortável. Com ela, funciona bem quando dou instruções bem claras e diretas e tento incluir no planejamento visual alguns ícones ou imagens do que vamos fazer na aula. Também dou mais tempo nas atividades porque ela precisa desse espaço pra processar as informações. Já tentei usar histórias sociais pra ajudar a explicar algumas relações históricas e ela se saiu super bem.

O que não funcionou muito foi tentar fazer trabalhos em dupla entre eles dois sem uma orientação específica. Uma vez deixei eles livres pra escolherem seus pares e o Matheus quis fazer tudo rápido enquanto a Clara precisava processar mais devagar. Aí aprendi a importância de guiar melhor esses momentos pra garantir que ambos possam aproveitar.

Bom, é isso aí galera! Vou ficando por aqui porque já falei demais (mais uma vez! kkk). Espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais da vivência de sala de aula com essa habilidade da BNCC no 6º ano. Bora continuar trocando ideia por aqui. Abraço!

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