Voltar para Língua Inglesa Ano
EF06LI08Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar o assunto de um texto, reconhecendo sua organização textual e palavras cognatas.

Estratégias de leituraCompreensão geral e específica: leitura rápida (skimming, scanning)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06LI08 da BNCC é bem interessante e acho que tem tudo a ver com deixar os meninos mais confortáveis e confiantes na leitura em inglês. A ideia é que eles consigam identificar do que se trata um texto, entendendo como ele é organizado, e também reconheçam palavras que são parecidas com o português, os chamados "cognatos". Parece complicado, mas na prática é mais simples do que parece.

Quando penso na prática dessa habilidade, imagino a galera conseguindo olhar um texto em inglês e tirar uma ideia geral do assunto sem precisar traduzir tudo palavra por palavra. Então, por exemplo, se eles pegam um artigo sobre esportes, eles conseguem perceber logo de cara que é sobre futebol ou basquete só pelos termos que aparecem ali. Isso tem muito a ver com a leitura rápida, tipo o tal do "skimming", que é passar o olho pra entender o geral, e o "scanning", que é procurar por palavras específicas. E as palavras cognatas ajudam muito porque são aquelas que soam ou se parecem com o português, tipo "information", "music", "television" e por aí vai. Isso tudo se conecta com o que eles já sabem da série anterior, onde já começam a aprender a identificar essas palavras e fazer associações.

Agora, vou contar três atividades que faço na sala pra trabalhar isso.

A primeira atividade é com recortes de revistas e jornais em inglês. Não precisa ser nada sofisticado. Eu peço para os meninos trazerem qualquer material impresso em inglês que tiverem em casa, até pode ser embalagem de produtos que vêm de fora. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Eu dou uns 20 minutos pra eles folhearem os materiais e discutirem entre si sobre do que acham que cada texto fala. Depois, cada grupo escolhe um texto e apresenta pros colegas, explicando o assunto geral e apontando as palavras cognatas que acharam. Da última vez que fiz isso, o João Pedro estava super empolgado mostrando uma reportagem sobre videogames. Ele conseguiu identificar várias palavras cognatas e explicou legal pro resto da turma.

Outra atividade é a leitura compartilhada de textos curtos. Pra isso, uso textos simples de blogs ou sites que falem de temas do interesse deles, como música ou filmes. Eu leio o texto em voz alta primeiro, fazendo pausas estratégicas e dando dicas sobre como identificar palavras cognatas. Depois, peço pra turma sublinhar essas palavras no papel impresso que entrego pra cada um. Todo mundo lê junto e vamos parando pra discutir o assunto do texto e como ele é organizado - introdução, desenvolvimento, conclusão. Isso costuma levar uns 30 minutos no total. Na última vez, estava lendo um texto sobre uma música famosa e a Maria Clara levantou a mão pra falar que "melody" parecia muito com melodia em português. Foi bacana ver essa conexão acontecendo!

A terceira atividade envolve jogos de palavras. Gosto de usar um jogo tipo bingo de cognatos. Eu preparo umas cartelas com palavras em inglês e distribuo pra galera. Vou falando as palavras em português e eles têm que marcar as equivalentes em inglês nas cartelas deles. Quem completa primeiro ganha. É uma atividade rápida, uns 15 minutinhos só pra finalizar a aula com um pouco de diversão. Aí sempre rola aquela competição saudável entre eles pra ver quem ganha mais vezes. Na última rodada que fizemos, o Lucas quase não conseguiu preencher porque ele confundiu "different" com uma palavra nada a ver, mas aí a Larissa ajudou ele a entender qual era a correta.

Essas atividades ajudam os meninos a perceberem que mesmo um texto em outra língua pode ser acessível se a gente souber onde procurar informações chave e como usar as semelhanças entre as línguas a nosso favor. E quando vejo eles se engajando assim nas atividades e colaborando uns com os outros, sinto que estamos no caminho certo.

Então é isso! Espero ter dado uma ideia de como trabalho essa habilidade na sala de aula e quem sabe inspirar alguns colegas aí também! Abraços!

Então, como a gente percebe que o aluno aprendeu, sem ficar aplicando prova? Olha, na minha experiência, é tudo sobre estar atento aos detalhes. Quando eu tô circulando pela sala e vejo a galera com aquele brilho no olho, tipo quando eles tão lendo um texto e de repente um deles diz "Ah, entendi! Tá falando sobre um cachorro que se perdeu e depois foi encontrado!". Aí você sabe que ele pegou a ideia geral do texto, que é exatamente o que a habilidade pede.

Outro momento bacana é quando eles começam a ajudar uns aos outros. Teve uma vez que o João, sempre atento, tava explicando pro Pedro que "dog" parece com "cachorro" por causa de uma figura no texto. E aí o Pedro fez aquela cara de quem teve uma epifania. Isso é ouro! Quando a gente vê os alunos conversando entre si e usando o que aprenderam, sem precisar da gente ficar ali em cima deles, é sinal de que as coisas tão funcionando.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem uns clássicos que passam direto pela sala. Sabe quando eles acham que todo cognato é perfeito? Tipo assim, a Maria um dia tava lendo um texto sobre "fabrics" e achou que era sobre "fábricas" em vez de "tecidos". É um erro comum porque a sonoridade engana. Então, quando pego erro assim na hora, costumo fazer uma pausa rápida e dou aquele exemplo prático: "Gente, 'fabric' parece fábrica mas não é. Fabrica tecido." E aí a luz acende pra muitos.

E tem o Matheus e a Clara, cada um com suas especificidades. O Matheus tem TDAH e ele precisa de algumas adaptações pra manter o foco. Uma coisa que funciona bem pra ele é quebrar as atividades em partes menores e dar pequenas pausas. Tipo assim, ele lê um parágrafo e aí discutimos rapidinho antes de ir pro próximo. Dá mais trabalho? Claro que dá, mas quando vejo ele participando sem se perder ou ficar ansioso, vale a pena.

Com a Clara, que tem TEA, o desafio é manter as instruções bem claras e visualmente organizadas. Com ela, uso mais figuras e gráficos pra explicar os textos. Ah, outro dia usei uma tabela onde ela podia associar palavras cognatas em inglês com suas correspondentes em português. Foi legal ver ela preenchendo aquilo com concentração total. Mas também já errei feio: uma vez tentei usar um jogo muito barulhento pra ensinar vocabulário e ela ficou super desconfortável. Aprendi ali que preciso sempre adaptar os materiais pro estilo dela.

E acho que é assim mesmo, cada aluno é único, né? A gente vai testando, errando aqui e acertando ali até encontrar o melhor jeito de ensinar cada um. No fim das contas, ver eles aprendendo e se sentindo confiantes é o que faz tudo valer a pena.

Bom, pessoal, acho que por hoje já falei bastante sobre essa habilidade EF06LI08. Espero ter ajudado vocês com algumas ideias práticas pro dia a dia na sala de aula. Até mais e qualquer coisa tô por aqui no fórum! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06LI08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.