Olha, a habilidade EF06LI21 da BNCC é sobre os meninos entenderem o imperativo nas instruções que a gente dá em inglês. Então, pense assim: se no 5º ano eles já estavam começando a entender comandos básicos como "sit down" e "stand up", no 6º ano a gente tem que dar um passo adiante. A ideia é que eles saibam reconhecer e seguir essas instruções, tipo quando a gente fala "open your book" ou "close the window". É mais do que só decorar umas frases, eles têm que saber o que fazer com o que escutam. É perceber que o imperativo é aquele modo de verbo que a gente usa pra pedir ou mandar alguém fazer alguma coisa. Serve pra eles entenderem as atividades e até mesmo quando eles próprios precisarem dar instruções.
Bom, falando das atividades que costumo fazer, vou começar com uma bem prática que funciona sempre. Chama-se "Simon Says". Eu uso esse jogo porque é uma forma divertida dos meninos praticarem o imperativo. Só preciso da minha voz e do espaço na sala. A turma toda participa, e funciona assim: eu vou dando comandos como "Simon says touch your nose" ou "Simon says jump". Quando eu não digo "Simon says" antes do comando, quem fizer o movimento sai. Isso ajuda a galera a prestar atenção nas instruções e reconhecer o imperativo. Geralmente leva uns 15 minutos, e olha, os meninos adoram! Na última vez que fiz, o João começou a dar comandos também, porque ele tava super empolgado e acabei deixando ele ajudar. Foi divertido ver como ele mandou um "Simon says clap your hands" e todo mundo bateu palmas rapidinho.
Outra coisa que faço é uma atividade de leitura com cartões. Eu preparo cartões com instruções em inglês, tipo "draw a cat", "write your name", "clap three times", e distribuo entre os alunos. Eles trabalham em duplas, e cada um lê o cartão pro colega seguir a instrução. Pra essa atividade, separo uns 20 minutos. A reação deles é bem positiva, porque acaba sendo um exercício de parceria, um ajuda o outro se não entenderem. Na última vez, a Júlia teve uma dificuldade com o "fold the paper", mas o Lucas explicou pra ela e foi legal ver esse apoio entre eles.
Essas atividades são todas maneiras de os meninos praticarem na prática como seguir comandos em inglês. Eu vejo que eles vão ganhando confiança ao longo do tempo. É importante voltar sempre nessas práticas porque o uso do imperativo tá em todo lugar: nas receitas de bolo, nas instruções de jogos, em tudo! E claro que nem sempre tudo sai perfeito. Às vezes alguém fica meio perdido ou envergonhado, mas aí a gente tenta ajudar sem pressão.
No geral, eu curto muito trabalhar esse conteúdo porque ele tem uma aplicação real no dia a dia dos alunos. E acho essencial eles estarem confortáveis com isso antes de passarem pras séries mais avançadas onde vai complicando mais. Então é isso aí, galera! Espero ter dado algumas ideias bacanas pra vocês aplicarem também com suas turmas!
Então, gente, como eu vejo que os meninos realmente aprenderam essa habilidade sem precisar meter uma prova formal? Tem umas coisas bem legais que a gente observa no dia a dia de aula. Tipo, quando a gente anda pela sala, dá pra perceber muito pelo jeito que eles reagem quando você solta um comando em inglês. Às vezes, estou lá na frente e digo “put away your pencils” e já vejo alguns deles começando a guardar os lápis sem precisar olhar pros colegas pra ver o que fazer. Isso é um sinal muito bom de que a coisa tá funcionando.
Outra situação é quando eles estão trabalhando em grupo. Escuto as conversas entre eles e é comum alguém perguntar “o que ele disse mesmo?” e um outro colega prontamente explicar. Teve uma vez que ouvi o João falando pro Lucas: “Ele quer que a gente abra o livro na página 23”, depois que eu tinha dado a instrução. Aí, você fica meio de canto só observando, e quando vê que um aluno toma a iniciativa de explicar pro outro assim, é porque ele já internalizou o que era pra fazer.
Nas atividades mais dinâmicas, tipo jogos ou gincanas, quando digo “line up” ou “go to the board”, os meninos que entendem já saem na frente organizando a galera. A Maria foi uma dessas alunas que me surpreendeu. Um dia ela estava super empolgada numa atividade de “Simon says” e não só seguia as instruções, mas também ajudava os colegas a entenderem o que era pra fazer. Ela virava pro lado e dizia: “Ele falou ‘Simon says’, então pode fazer!”. É muito gratificante ver esses momentos.
Outra coisa é quando eles deixam o “please” de lado. Eu sempre reforço com eles que a educação também faz parte do aprendizado do idioma. A Sofia tinha essa mania de só falar “pass me the book” sem um por favorzinho. Então, eu chamava ela no canto depois da atividade e explicava: “Olha, Sofia, é importante ser educado também em inglês, coloca um ‘please’ aí da próxima vez!” E na próxima vez ela já lembrava.
Quando se trata do Matheus, que tem TDAH, eu tenho que ser bem cuidadoso com o tempo e as instruções mais diretas. Geralmente deixo ele mais próximo da minha mesa pra poder dar uma atenção extra e não deixo as atividades durarem muito pra não perder o foco dele. Se eu noto que ele tá dispersando, já chamo ele pelo nome e dou uma tarefa simples pra trazer ele de volta pro momento da aula. Um recurso ótimo que funcionou foi usar cartões coloridos com os comandos escritos, tipo um verde pra “start” e vermelho pra “stop”. Ele gosta dessa coisa visual e ajuda muito!
Com a Clara, que tem TEA, o lance é um pouquinho diferente. Ela responde bem melhor quando sigo uma rotina previsível nas aulas. Já tentei começar a aula com algo super animado uma vez e percebi que ela ficou meio desconfortável, então mantive as coisas mais constantes desde então. Gosto de usar cartões com figuras associadas aos comandos pra ela ter uma referência visual clara do que é pra fazer. Por exemplo, um desenho de abrir um livro junto com a frase “open your book”. Isso deixou ela mais confiante em seguir as instruções ao longo das aulas.
Bem, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que essas dicas ajudem alguém por aí nas nossas aventuras em sala de aula. Se alguém tiver sugestões ou quiser compartilhar outras experiências, tô sempre por aqui! Grande abraço!