Olha, essa habilidade da BNCC, a EF03LP22, é bem interessante e desafiadora de trabalhar com os meninos do 3º ano. No fim das contas, a ideia é que eles consigam planejar e produzir um telejornal voltado pro público infantil. Parece complicado, né? Mas a gente descomplica! Basicamente, os alunos precisam conseguir criar notícias e textos de campanhas que possam ser repassados de forma oral ou digital, como em áudio ou vídeo. A habilidade envolve entender bem a situação comunicativa, ou seja, saber pra quem eles tão falando e adaptar a fala pra isso. Os meninos precisam também entender o formato de um telejornal, como se organiza uma notícia, um texto de campanha, e pensar no assunto e finalidade desses textos. Já no ano passado, lá no 2º ano, eles começaram a trabalhar com contação de histórias e apresentações orais mais simples, então já chegam com uma base boa pra gente começar.
Agora, vou contar pra vocês como eu costumo trabalhar essa habilidade na prática com os pequenos. Vamos lá!
Uma atividade que faço com eles é o "Roteiro da Notícia". Funciona assim: primeiro eu trago algumas notícias infantis impressas e leio com eles. Umas coisas simples que envolvam coisas legais que crianças da idade deles fazem pelo mundo. Aí depois eu peço pra eles escolherem um tema que gostariam de transformar em notícia. A turma se divide em pequenos grupos (normalmente de 4 ou 5 alunos), cada grupo escolhe um tema e cria um roteiro bem simples do que seria uma reportagem sobre aquilo. O material que uso é basicamente papel e caneta, porque assim eles podem desenhar e escrever umas ideias. Leva umas duas ou três aulas pra conseguir finalizar tudo. A reação deles é sempre ótima! Da última vez, a Mariana e o Gabriel escolheram falar sobre um projeto de reciclagem na escola deles, ficaram super empolgados e até trouxeram alguns materiais recicláveis de casa pra mostrar pra turma.
Outra atividade que faço é o "Telejornal na Sala". Depois que já criaram os roteiros, a gente transforma a sala numa espécie de estúdio de TV. Eu pego meu celular ou um tablet pra gravar, nada muito tecnológico. Eles adoram essa parte! Os grupos apresentam suas notícias como se fossem repórteres de verdade. O tempo varia bastante aqui, mas geralmente conseguimos gravar tudo em uma aula só. Os meninos costumam reagir super bem a essa atividade porque dá aquele friozinho na barriga bom de apresentar pro resto da turma. Lembro da última vez que fizemos essa atividade, o João ficou tão nervoso na hora de falar que acabou dando risada no meio da apresentação, mas a turma toda apoiou ele, e ele conseguiu terminar super bem.
A última atividade é a "Campanha Digital". Aqui a ideia é que eles criem pequenos vídeos ou áudios de campanhas sobre temas importantes, tipo saúde ou meio ambiente. A gente começa discutindo na roda sobre os temas possíveis e escolhemos juntos. Depois cada grupo cria seu próprio vídeo ou áudio usando as ideias discutidas. Não precisa de equipamentos sofisticados; geralmente usamos o gravador do celular mesmo. Essa leva mais tempo: geralmente uma semana toda porque tem a parte de planejamento, ensaio e gravação. A reação dos alunos é sempre muito positiva porque eles se sentem importantes fazendo algo que pode impactar outras pessoas. Na última vez que fizemos isso, a Sofia criou um áudio incrível sobre economia de água e ficou super animada quando mostrei pra turma no dia seguinte.
Então é isso! Trabalhar essa habilidade é desafiador mas muito gratificante porque os alunos conseguem ver o resultado concreto do trabalho deles num jeito divertido e interativo. Eles aprendem não só sobre produção textual e oralidade mas também sobre colaboração em grupo e confiança ao falar em público. Ah, e eu aprendo muito com eles também! Enfim, alguém já experimentou algo parecido por aí? Como foi?
E aí, pessoal! Continuando aqui sobre essa habilidade EF03LP22, quero compartilhar como eu percebo que os alunos estão aprendendo, sem precisar daquelas provas formais. No dia a dia, são os pequenos sinais que mostram que a galera tá pegando o jeito da coisa.
Tipo assim, quando estou circulando pela sala, prestando atenção nas conversas entre eles, é fácil perceber quem já entendeu o lance de adaptar a fala pro público. Teve uma vez que eu tava passando entre as mesas e ouvi a Júlia explicando pro Pedro sobre como eles deviam falar de um jeito mais simples e engraçado porque o "público" eram as crianças pequenas. Aí eu pensei: "Pronto! A Júlia pegou a ideia!" Ela nem percebeu que tava mostrando que entendeu a habilidade, mas pra mim ficou bem claro.
Outra situação foi com o Rafael. Ele tava ajudando a Ana a escrever uma campanha de conscientização pra um vídeo. Ele disse algo tipo: "Ana, vamos usar palavras fáceis e ser bem diretos porque é pra criança entender de primeira!" Nessa hora, eu só fiquei olhando de longe com aquele sorrisinho de orgulho bobo no rosto, sabe? Porque ver um aluno ensinando o outro desse jeito é sinal de aprendizado genuíno.
Agora, quanto aos erros mais comuns que eles cometem nesse conteúdo, tem alguns clássicos. O Thiago, por exemplo, sempre começa com uma linguagem muito complicada. Ele tava criando uma notícia pra um telejornal e começou assim: "Prezados telespectadores infanto-juvenis..." Eu falei: "Thiago, pensa que você tá falando com seu irmãozinho pequeno, como você falaria?" Daí ele saca que precisa simplificar.
Tem também a questão da clareza. A Sofia tem a tendência de fazer frases longas e meio emboladas. Quando ela apresentou um texto pra campanha no vídeo, tava cheio de ideias misturadas. Eu sentei do lado dela e disse: "Sofia, vamos tentar dividir isso em partes menores? Tipo, primeiro diz o problema, depois o que dá pra fazer." Aí ela refaz e entende melhor como organizar as ideias.
Falando do Matheus, que tem TDAH, ajustar as atividades pra ele pode parecer complicado à primeira vista, mas é questão de adaptação. Com ele, eu procuro dar instruções mais curtas e diretas, porque ajuda ele a se concentrar melhor. Também tô sempre por perto pra dar uns toques rápidos enquanto ele tá trabalhando. Uma coisa que funciona muito é dividir as tarefas em etapas menores e dar recompensas rápidas tipo um elogio ou mostrar um vídeo legal quando ele termina cada parte.
A Clara, por outro lado, com TEA, precisa de outro tipo de suporte. Eu uso mais recursos visuais com ela. Quando estamos montando o telejornal ou as campanhas, eu trago imagens ou vídeos curtos pra ajudar ela a entender o contexto do que estamos fazendo. E tem vezes que ao invés de falar tudo de uma vez, eu mostro pequenos roteiros com ilustrações pra ela seguir na hora de criar os textos.
Mas ó, nem tudo funciona de primeira! Já tentei usar jogos interativos digitais pensando que ia ajudar os dois a se engajar mais... Bom, foi uma bagunça daquelas! O Matheus ficou hiper focado no jogo e esqueceu do trabalho principal e a Clara não curtiu a interface cheia de cores e sons. Então voltei pras estratégias mais calmas e centradas.
No fim das contas, é sobre conhecer bem seus alunos e ajustar suas estratégias conforme necessário. Não tem fórmula mágica; é tentativa e erro mesmo.
Bom pessoal, essas são algumas das minhas experiências por aqui trabalhando essa habilidade EF03LP22 com os meninos. Espero que algo daqui possa ajudar vocês também! Abraço e até próxima troca de ideias aqui no fórum!