Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF03LP24Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler/ouvir e compreender, com autonomia, relatos de observações e de pesquisas em fontes de informações, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Escrita (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade aí do EF03LP24, o que importa mesmo é fazer os meninos entenderem o que eles estão lendo ou ouvindo. A ideia é que eles consigam pegar um texto, seja ele um relato de observação, uma pesquisa ou qualquer outra coisa, e sacar do que se trata, qual é o tema, quem tá falando, essas coisas. Na prática, é preparar a molecada pra conseguir buscar e interpretar informações de forma autônoma. Tipo, se eles pegarem um livro sobre bichos da Amazônia ou uma pesquisa sobre reciclagem, precisam entender qual a mensagem principal e discutir sobre isso.

No terceiro ano, eles já vêm com uma base do segundo ano. Eles já sabem o básico de leitura, já conseguem ler sozinhos textos mais simples, então a gente vai construir em cima disso. A ideia agora é aumentar essa capacidade deles de interpretação e compreensão. É aquele passo que ajuda o pessoal a não só ler as palavras, mas entender o que tá por trás delas. Tipo assim, não é só saber que a formiga foi pra casa da cigarra, mas entender por que ela foi e o que isso quer dizer na história toda.

Uma coisa que faço bastante é trabalhar com textos do cotidiano. Sabe aquelas notícias curtas de jornal? A gente pega umas assim. Uso recortes de jornais velhos ou imprimo algo da internet mesmo. Aí divido a turma em grupos pequenos, uns quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe um recorte diferente e tem uns 20 minutos pra ler e anotar o que entendeu. Aí vem a parte legal: cada grupo vem na frente da sala pra contar pro resto da turma o que era aquele texto. Eles ficam super animados com essa parte de apresentar pros colegas. Da última vez que fiz isso, a Letícia ficou toda empolgada falando de uma notícia sobre reciclagem em Goiânia. A maneira como ela explicou e ligou as ideias foi sensacional!

Outra atividade é a famosa roda de leitura. Essa é clássica! Escolho um livro mais curtinho ou um capítulo interessante e leio em voz alta pra turma toda. Enquanto vou lendo, vou fazendo umas pausas estratégicas pra perguntar o que eles acham que vai acontecer ou por que tal personagem fez aquilo. Isso geralmente rola em uns 30 minutos. O legal dessa atividade é ver as reações deles durante a leitura; tem sempre aquele momento de suspense onde todo mundo fica na ponta da cadeira! Na última vez, o Joãozinho quase pulou da cadeira quando achou que o vilão ia pegar o herói.

E por último, gosto muito de fazer uma atividade chamada “o detetive”. Essa é mais elaborada mas eles adoram! Dou uma lista de perguntas relacionadas a um texto específico e espalho pistas pela sala (as pistas são pequenos trechos do texto). Eles têm uns 40 minutos pra encontrar as pistas e responder as perguntas baseadas no texto original. Isso ajuda eles a prestar atenção nos detalhes e entender a importância das informações no contexto todo. É uma verdadeira caça ao tesouro! Na última vez que fiz isso, o Pedro encontrou uma pista super importante e saiu correndo pela sala gritando "Achei! Achei!", foi uma festa!

Essas atividades ajudam demais na compreensão e interpretação dos textos. Claro que rola umas dificuldades no começo com alguns alunos, mas com paciência e incentivando eles a perguntar sempre que tiverem dúvida, todo mundo acaba pegando o jeito. O importante é sempre estar ali do lado deles, mostrando que aprender pode ser divertido e interessante. No fim das contas, ver eles crescendo e ganhando confiança na leitura é gratificante demais.

Bom, essas são algumas das estratégias que uso por aqui. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como faz na sua turma, seria bacana trocar umas figurinhas!

No terceiro ano, a gente tá naquela fase onde os meninos começam a conectar as ideias de maneira mais consistente. E, olha, perceber que eles entenderam, sem precisar de uma prova formal, é um exercício diário de observação. Quando eu tô circulando pela sala, já dá pra sacar quem tá pegando a ideia. Tipo, quando eles tão lendo em grupo e um puxa o assunto: "Ah, então quer dizer que..." e o outro completa a frase com segurança, é sinal de que a compreensão tá rolando. Às vezes, escuto conversas interessantes nas entrelinhas. Outro dia, estava passando pelas mesas e ouvi a Mariana explicando pro Léo: "Não, mas olha só, ele tá falando disso porque no começo ele disse tal coisa". Aí, eu fico só com o ouvido atento e já percebo que ela captou o tema principal.

E tem aquela hora que um aluno explica pro outro e você vê que eles tão realmente discutindo o texto. Tipo assim, quando o Pedro estava ajudando a Ana Clara com uma tarefa de leitura. Ele virou pra ela e disse: "Mas você não percebeu que ele tá falando sobre reciclagem porque ele quer que a gente cuide do meio ambiente?". Aí, eu pensei comigo: "Ah, esse entendeu!". São nesses momentos que meu coração aquece, sabe?

Por outro lado, os erros mais comuns são aqueles deslizes que acabam pegando os alunos no pulo sem querer. Por exemplo, o Lucas sempre confunde o tema principal com os detalhes da história. Teve uma vez que a gente tava lendo sobre animais em extinção e ele comentou: "O principal aqui é que as araras são coloridas", quando na verdade o texto falava sobre preservação. Essa confusão acontece porque eles ainda estão aprendendo a distinguir o que é essencial do que é secundário. Quando pego esse erro na hora, tento trazer eles de volta à linha do raciocínio perguntando: "Lucas, por que você acha que o texto foi escrito? Por que falar das araras?" Isso ajuda a provocar uma reflexão.

E sobre lidar com alunos como Matheus e Clara... Ah, isso exige um pouquinho mais de cuidado e adaptação nas nossas atividades. Com o Matheus, que tem TDAH, preciso diversificar bastante as atividades pra manter ele engajado. Aí eu uso muitos jogos educativos e atividades práticas onde ele pode usar as mãos e se mexer mais um pouco. Lembro de uma atividade onde usamos cartões coloridos com frases do texto pra ele organizar na ordem certa. Isso funcionou super bem porque ele pôde manusear as coisas e ficou mais focado.

Já com a Clara, que tem TEA, eu adoto uma abordagem um pouco diferente. Eu descobri que ela responde muito bem às rotinas visuais. Uso cartões com imagens ou símbolos pra ajudá-la a acompanhar as etapas das atividades. Na leitura em grupo, dou pra ela um roteiro visual do texto antes de começarmos a ler. Assim ela já tem uma ideia do que esperar.

O que não funcionou muito bem foi tentar forçar uma interação entre os dois durante atividades em duplas. O Matheus é super agitado e isso acaba distraindo muito a Clara, que fica estressada com tanta energia ao redor dela. Então aprendi a posicionar eles em grupos onde se sintam mais confortáveis e possam contribuir da sua maneira.

Bom, galera, é isso! No fundo é tudo questão de observar e adaptar conforme percebemos as necessidades da sala. Cada dia é um aprendizado novo e acho que essa é a beleza de ser professor. Qualquer dúvida ou dica nova, tô por aqui! Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF03LP24 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.