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EF35LP30Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Discurso direto e indireto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar essa habilidade EF35LP30 com os meninos do 3º ano é um baita desafio, mas também muito divertido! Acho que o mais importante é a gente entender a diferença entre discurso direto e indireto. Na prática, isso é quando a gente passa de escrever exatamente o que alguém disse (discurso direto) pra contar com as nossas palavras o que a pessoa falou (discurso indireto). Tipo assim: se a Maria diz "Vou ao parque", no discurso direto, escrevemos assim mesmo, entre aspas. Já no indireto, seria "Maria disse que iria ao parque". Pra eles é um jeito de perceber como as palavras podem mudar dependendo de quem tá falando e de como a gente quer passar essa informação.

Os meninos do 2º ano já vinham trabalhando bastante com relatos pessoais e histórias em quadrinhos, então eles já estavam acostumados com personagens falando, mas talvez não usassem tanto o discurso indireto. Quando chegam no 3º ano, a gente tenta conectar esses pontos e mostrar pra eles que dá pra contar essas falas de outra forma e que isso muda o sentido e o jeito que o texto flui. Os verbos de enunciação também entram nesse papo, como "dizer", "afirmar", "perguntar", e são super importantes pra dar clareza sobre quem tá falando e o quê.

Uma das atividades que faço com eles é usar um material bem simples: quadrinhos. Escolho algumas tirinhas clássicas que eles adoram, tipo da Turma da Mônica ou do Calvin e Haroldo. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos e dou uma tirinha pra cada grupo. Primeiro, eles leem e interpretam em conjunto. Aí, peço pra que eles transformem os balões em discurso indireto. A atividade toda leva uns 30 minutos. Da última vez, quando fizemos isso, a Ana Clara teve uma sacada ótima: ela pegou uma fala do Cebolinha dizendo "Vou pegar o Sansão!" e transformou em "Cebolinha disse que iria pegar o Sansão". Deu aquele estalo na turma! Eles percebem como o discurso indireto pode deixar o texto mais fluido.

Outra atividade que deu super certo foi um teatrinho de fantoches. Usei materiais simples mesmo: papelão pra fazer os fantoches e cabos de vassoura pra segurar. A turma toda participa dividida em duas partes: um grupo faz uma cena com os fantoches usando só discurso direto enquanto o outro grupo precisa recontar a cena usando discurso indireto. O legal é que aí a gente vê muita variedade linguística entrando em cena, porque eles adoram imitar as vozes dos personagens! Da última vez, o João Pedro fez um personagem tão engraçado que transformou "Eu quero sorvete!" em "Ele reclamou dizendo que queria sorvete". Foi hilário ver como eles conseguem brincar com isso!

A terceira atividade é mais individual e envolve escrita. Damos aos alunos uma pequena história sem falas e pedimos pra eles criarem diálogos para os personagens usando discurso direto e depois reescreverem a história em discurso indireto. Leva uma aula inteira isso aí, coisa de uns 50 minutos. O legal é ver como cada um tem uma perspectiva diferente sobre o mesmo texto. A Larissa, por exemplo, pegou uma história sobre dois amigos discutindo se iriam ao cinema ou ao parque e mandou bem demais na hora de adaptar pro discurso indireto: "Ela disse que preferia ir ao parque porque estava sol". É incrível ver como até os mais tímidos se soltam na escrita!

O que eu percebo é que essas atividades ajudam muito os meninos a entenderem não só as diferenças entre discursos direto e indireto, mas também como escolher as palavras certas faz toda a diferença na comunicação. É um aprendizado valiosíssimo não só pra língua portuguesa mas pra vida toda. A ideia é sempre manter esse aprendizado leve e ligado ao dia a dia deles. Quando eles percebem que aquilo tá ligado às suas experiências, tudo faz mais sentido.

Enfim, trabalhar essa habilidade da BNCC pode dar um pouco de trabalho no início pra gente planejar as atividades, mas quando vemos o brilho nos olhos dos alunos ao entenderem algo novo ou conseguirem usar isso numa conversa ou num texto deles mesmos, tudo vale a pena! É isso aí pessoal, espero ter contribuído com umas ideias bacanas pra vocês testarem nas suas turmas também! Qualquer dúvida ou sugestão nova tô sempre por aqui!

Olha, pessoal, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é tipo um daqueles momentos em que você sabe que deu certo, sabe? A gente que tá na sala de aula percebe essas coisas no dia a dia, enquanto circula entre as mesas ou escuta aquelas conversas que os meninos têm entre si. Uma coisa que eu faço muito é prestar atenção quando um aluno explica pro outro. Isso é um sinal claro de aprendizado, porque pra ensinar alguém você tem que entender bem o que tá falando.

Teve uma vez que o Pedro tava explicando pra Luiza como transformar uma fala do discurso direto pra indireto. Ele disse: "Olha, Luiza, quando a prof falou ‘eu estou cansada’, você só precisa dizer ‘a prof disse que estava cansada’”. Foi ali que eu pensei: "Poxa, o Pedro entendeu mesmo!". E é nesses momentos espontâneos que a gente vê o aprendizado acontecendo.

Aí, sobre os erros mais comuns, olha, não tem jeito, sempre tem aqueles tropeços clássicos. Por exemplo, a Ana vive confundindo o tempo verbal quando vai passar do direto pro indireto. Tipo assim, se ela lê "vou à escola", ela pode acabar escrevendo "ela disse que vou à escola", em vez de "ela disse que iria à escola". Acho que isso acontece porque eles ainda estão pegando firme essa questão dos tempos verbais e como eles mudam dependendo da situação.

Quando eu percebo esse tipo de erro, na hora, eu não deixo passar. Dou uma parada ali mesmo e explico rapidinho: "Ana, se no direto é ‘vou’, no indireto vira ‘iria’, beleza?". E depois dou mais exemplos pra ela ver essa mudança acontecendo de novo e de novo até ficar mais natural.

Agora, quando falamos do Matheus e da Clara, a coisa muda um pouco. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então eu adapto algumas atividades pra eles. Pro Matheus, por exemplo, eu uso muito material visual e mais concreto. Sabe aqueles cartões com frases diretas e indiretas? Ele adora! Isso ajuda ele a focar melhor e entender a transformação de uma forma mais prática.

Já pra Clara, que tem TEA, eu uso muito esquema visual e rotina bem definida. Ela funciona super bem com listas de passos: primeiro faço isso, depois aquilo... É importante ter clareza nas instruções e às vezes usar figuras também ajuda. Outro dia usamos um aplicativo no tablet com atividades de discurso direto e indireto que ela curtiu bastante. Mas olha, já tentei fazer uma atividade em grupo com ela e não rolou muito bem; ela se distraiu fácil e ficou meio ansiosa.

O tempo também é crucial pros dois. Com o Matheus eu costumo dividir as atividades em etapas menores e dar uns intervalos entre uma parte e outra pra ele poder se mexer um pouco. Pra Clara também funciona bem ter um tempo extra pra concluir as atividades sem aquela pressão de terminar junto com o resto da turma.

No fim do dia é isso: adaptar as estratégias ao que funciona pra cada um deles. Nem sempre acerto de primeira, não vou mentir, mas com paciência e um pouco de tentativa e erro a gente vai ajustando até achar o jeito certo.

Bom, galera, acho que é isso! Espero que essas histórias possam ajudar vocês aí nas salas de aula também. A gente troca figurinha por aqui e vai aprendendo junto! Qualquer coisa me chamem por aqui mesmo, beleza? Abração!

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