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EF35LP17Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Pesquisa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF35LP17 com a turma do 3º Ano é um baita desafio, mas também é muito gratificante. Essa habilidade, na prática, é ensinar os meninos a buscar e selecionar informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, com a nossa ajuda. É como se estivéssemos mostrando pra eles que o mundo tá cheio de informações, mas que a gente precisa saber onde procurar e como escolher o que realmente importa. E é impressionante como isso se conecta com o que eles já aprenderam nos anos anteriores. Eles já vêm com uma curiosidade nata sobre o mundo ao redor e com habilidades básicas de leitura. Agora, a ideia é afiar essa curiosidade, ensinar a ir atrás das respostas e começar a formar aquele olhar crítico sobre o que encontram.

Um exemplo concreto disso? Vamos supor que vamos estudar as estações do ano. Os alunos precisam aprender a buscar informações sobre como cada estação afeta as pessoas e o ambiente. Não é só saber que no verão faz calor, mas entender o impacto disso. Aí já entra aquela coisa de ver fotos, ler artigos curtos em sites ou em livrinhos apropriados pra idade deles. Isso ajuda eles a relacionarem o que veem no dia a dia com o que tá nos textos.

Agora, deixa eu te contar umas atividades legais que faço com a turma pra desenvolver essa habilidade. A primeira delas é bem simples: uso recortes de jornais e revistas. Sabe aquelas revistas velhas que ficam encostadas em casa? Trago várias pra sala e organizo os alunos em grupos de quatro ou cinco. Cada grupo tem cerca de 30 minutos pra explorar as revistas e jornais, buscando notícias ou imagens que tenham relação com algum tema que estamos estudando, tipo poluição ou alimentação saudável. A missão deles é selecionar uma ou duas reportagens ou imagens que acharem mais interessantes. Eles ficam super animados! Da última vez, o Pedro encontrou uma matéria sobre reciclagem e ficou fascinado em como separar o lixo pode ajudar a salvar tartarugas marinhas. A reação dele foi contagiante e isso inspirou o resto do grupo também.

Outra atividade que adoro fazer é uma pesquisa digital guiada. Aqui na escola temos um laboratório de informática com computadores velhinhos, mas que quebram um galho danado. Divido a turma em duplas e dou uns 40 minutos pra eles buscarem informações sobre um tema específico usando sites seguros que já deixo indicados (nada de Google solto por enquanto!). Da última vez foi sobre vulcões. O Lucas, por exemplo, ficou tão empolgado quando descobriu sobre aquele vulcão da Islândia que parou os voos na Europa há uns anos atrás. Achei bacana porque ele trouxe isso pra discussão em sala depois, mostrando como algo natural pode impactar tanto no nosso dia a dia.

E não posso deixar de falar da atividade de leitura compartilhada, que também é ótima pra essa habilidade. Levo pra sala alguns livros infantis que falam sobre fenômenos naturais ou sociais, tipo aqueles da coleção "De Onde Vem", que são super didáticos e cheios de ilustrações legais. Faço isso em roda de leitura, todo mundo sentado no chão mesmo em volta do livro. Aí leio em voz alta algumas partes e depois abro para eles fazerem perguntas ou comentarem sobre o que acharam mais interessante. O legal é quando eles começam a ligar as informações do livro com o mundo real. Na última roda de leitura sobre desmatamento, a Maria comentou que na cidade onde os avós moram quase não tem mais árvores perto da casa deles por causa disso. Foi um momento de reflexão bem legal.

O essencial dessas atividades é criar um ambiente onde eles sintam confiança pra perguntar, discutir e até discordar do que leram ou ouviram. E olha, os meninos são afiados! Às vezes saem umas perguntas tão boas que me deixam pensando também.

Enfim, trabalhar essa habilidade é colocar os alunos na trilha do conhecimento autônomo, mas ainda amparado pelo professor. É mostrar pra eles que a gente tá ali pra guiar, mas que eles podem (e devem) ir além por conta própria também. No final das contas, é uma construção conjunta: nós damos as ferramentas e eles fazem suas descobertas.

Bom, vou ficando por aqui porque já falei demais! Espero ter ajudado quem tá pensando em estratégias pra aplicar essa habilidade na sala de aula. Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências, tô sempre por aqui no fórum!

E, olha só, uma coisa que eu aprendi nesses anos todos de sala de aula é que o entendimento dos alunos não se mede só com prova. Claro que as avaliações formais têm o seu valor, mas no dia a dia a gente consegue perceber muito bem quem tá pegando o jeito da coisa. Quando eu tô circulando pela sala, observando eles nas atividades em grupo, dá pra ver claramente aqueles momentos em que a ficha cai, sabe? Tipo a Júlia, outro dia, tava lá explicando pra colega sobre um texto que a gente leu sobre os animais do cerrado. Ela começou a fazer aquelas conexões, tipo: "Ah, então é por isso que o tamanduá tem aquela língua comprida! É pra pegar as formigas!" Na hora eu pensei: "Essa entendeu!"

Outro exemplo foi com o Pedro. Ele é aqueles meninos que ficam meio quietos no canto, mas num trabalho em dupla, eu vi ele argumentando com o João sobre a importância da água nos ecossistemas. Eles estavam discutindo e de repente o Pedro solta: "Mas João, lembra que a professora falou que sem água não tem como as plantas crescerem? E aí se não tem planta...". Aí eu soube que ele tinha feito uma conexão importante e tava entendendo o papo de verdade.

Agora, falando dos erros comuns, os meninos às vezes misturam as informações. Teve uma vez que a Ana, toda empolgada, começou a explicar sobre as estações do ano e de repente misturou tudo com as fases da lua. "Mas professora", ela disse, "na lua cheia é inverno né?" Eu entendi que ela tava confundindo conceitos e isso acontece porque as informações vêm de todos os lados e às vezes eles ficam meio perdidos. Quando isso rola, eu volto um passo e explico novamente de maneira mais visual ou prática. Às vezes uso cartazes ou simples desenhos na lousa pra mostrar as diferenças e ajudar eles a organizar as ideias.

E agora, falar do Matheus e da Clara é importante, porque cada um tem suas necessidades específicas. O Matheus, com TDAH, precisa de mais movimento nas atividades. Eu procuro fazer coisas mais dinâmicas e dar uns intervalos pra ele levantar da carteira e se mexer um pouco sem perder o foco no conteúdo. Uma vez fizemos uma atividade de caça ao tesouro na sala, onde ele tinha que encontrar pistas sobre os temas que estávamos estudando. Ele adorou! Claro que nem sempre dá certo de primeira... Teve uma vez que a atividade era imprimir desenhos pra eles pintarem e correlacionarem com as informações do texto. Pro Matheus foi difícil ficar sentado direto fazendo isso.

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser mais estruturado e previsível nas atividades. Ela se beneficia muito de cronogramas visuais. Coloco sempre à vista dela um quadro com as etapas do dia ou da atividade. Isso ajuda ela a se organizar melhor e saber o que esperar. Também uso materiais sensoriais pra ela manipular enquanto discutimos alguma coisa. Recentemente trabalhamos com massinha de modelar pra criar figuras dos animais do cerrado enquanto falávamos sobre eles. Isso ajudou muito ela a se envolver e participar mais.

Olha, é claro que cada aluno tem o seu jeito de aprender e cabe a nós professores estarmos atentos e sermos criativos. Às vezes a gente acerta na mosca com uma atividade e às vezes não funciona tão bem quanto esperávamos. Mas o importante é mantermos esse diálogo aberto com os alunos e buscar sempre maneiras novas de engajar todo mundo.

Bom gente, por hoje é isso! Espero ter ajudado aí com minhas histórias e experiências lá da sala de aula. É sempre bom trocar ideias aqui no fórum, porque mesmo depois de 14 anos na escola, sempre tô aprendendo também. Abraço pra vocês e até a próxima!

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