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EF35LP26Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Escrita autônoma e compartilhada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF35LP26 da BNCC com os meninos do 3º ano é uma aventura divertida. Essa habilidade, na prática, é sobre fazer a molecada ler e entender histórias de uma forma mais independente. Eles precisam pegar um livro, dar uma lida, e conseguir sacar quem são os personagens, onde e quando a história se passa, o que tá rolando no enredo e qual é a diferença entre quando o personagem tá falando direto ou quando o narrador tá contando o que ele disse de forma indireta. Antes do 3º ano, os alunos já tiveram algum contato com histórias e leitura, mas agora o desafio é fazer eles se virarem um pouco mais sozinhos, sabe? Tipo assim, eles têm que começar a juntar as peças do quebra-cabeça narrativo sem tanta ajuda.

Agora, vou contar umas atividades que rolam por aqui na minha turma. A primeira delas é a tal da roda de leitura que eu gosto de fazer. Eu junto a galera em círculo e escolho um livro que tenha uma história envolvente, tipo "A Bolsa Amarela" da Lygia Bojunga. É um material acessível e os meninos adoram. Cada um lê um trecho em voz alta. Isso leva uns 40 minutos, às vezes mais se tiver muito papo depois. O legal é que ao final da leitura, eu peço pra eles tentarem contar a história de novo, mas com as próprias palavras. Aí começam as discussões: "Ah, mas foi o Paulo que fez isso", "Não, quem falou isso foi a Carolina". Uma vez, o Joãozinho ficou todo empolgado tentando convencer todo mundo de que o narrador tava mentindo sobre o que um personagem tinha feito. Foi hilário e mostrou que ele tava pensando além do texto.

Outra atividade que faço é um teatrinho de improviso. Divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos em cada, e dou uma historinha curta pra cada grupo. A ideia é eles encenarem essa história sem ter que decorar falas nem nada muito formal. Só têm que entender quem são os personagens e o que acontece na história. Dou uns 30 minutos pra preparação e depois cada grupo apresenta pro resto da turma. Material aqui é só a criatividade mesmo. É sempre muita risada e bagunça organizada. Na última vez, o grupo da Maria fez uma cena tão boa que até pediram bis! E olha só: enquanto estão se divertindo, eles estão assimilando a estrutura narrativa sem nem perceber.

A terceira atividade é a criação de histórias coletivas. Eu começo uma história com uma frase simples no quadro, tipo "Era uma vez um menino curioso chamado Lucas que encontrou uma porta mágica no quintal". A partir disso, cada aluno vem à frente e acrescenta uma frase à história. Isso dá espaço pra imaginação deles voar longe! Essa atividade dura uns 50 minutos e não precisa de material especial além do quadro e giz ou canetinhas. As crianças sempre ficam ansiosas pra ver como a história vai acabar, e muitas vezes surgem enredos mirabolantes com dragões, viagens no tempo e mistérios inacreditáveis! Numa dessas sessões, o Pedrinho inventou um final tão inusitado envolvendo chuva de chocolate que todo mundo ficou rindo e discutindo como seria viver num mundo assim.

Essas atividades não só ajudam no entendimento das estruturas narrativas como também desenvolvem oralidade e escuta ativa. Claro que nem sempre tudo sai perfeito; às vezes alguém se perde na leitura ou um grupo não consegue encenar tudo como planejou. Mas faz parte do aprendizado! O importante é criar esse ambiente onde eles se sintam à vontade pra explorar as histórias e perceber os elementos narrativos envolvidos.

Bom, é mais ou menos isso! Espero que esse post ajude quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade com os pequenos! Abraços!

entenderem essas histórias por conta própria, sem a gente ficar entregando tudo de bandeja. Aí, já que eu já contei algumas das minhas atividades favoritas pra trabalhar isso em sala, deixa eu falar agora de como eu percebo que a molecada aprendeu, sem precisar aplicar uma prova formal.

Olha, no dia a dia, circulando pela sala é que eu vejo o aprendizado acontecendo. Quando tô andando por ali, dou uma paradinha do lado de uma dupla ou grupo e fico de olho nas conversas. Aí você percebe quando um aluno tá explicando pro outro, de um jeitinho que só criança consegue fazer, algo como "ah, esse aqui é o vilão porque ele fez tal coisa" ou "ela tá triste porque perdeu o brinquedo". Já teve vez que ouvi a Ana Clara explicando pro Pedro que o lobo da história não era mau de verdade, só queria brincar com os outros bichos. Esse tipo de insight é um sinal claro de que eles tão sacando o que tá acontecendo nas histórias.

Outra coisa que acontece é quando eles começam a usar palavras ou expressões que ouviram nas histórias durante as conversas do recreio ou na hora da saída. Tipo, teve um dia que o Lucas estava contando pra turma que o cara do filme "tava tramando uma cilada", usando exatamente a palavra "cilada", que era do livro que lemos na aula passada. Nesses pequenos momentos do cotidiano dá pra ver que eles estão assimilando o vocabulário e as estruturas das histórias.

Agora, falar dos erros comuns... Ah, tem vários! Um erro clássico é confundir quem tá falando na história ou misturar direto com indireto. A Maria, por exemplo, sempre se enrola com isso. Já peguei ela falando "o narrador disse 'eu vou' quando era o personagem quem tava falando". Acontece porque muitas vezes eles ainda tão se acostumando com a ideia de que as histórias têm diferentes formas de apresentar falas e pensamentos. Quando pego esses erros na hora, geralmente tento explicar usando mímica ou encenação, tipo pedir pra duas crianças encenarem a cena pra ficar mais claro.

Também tem um erro que é confundir os tempos verbais, principalmente quando a história pula do presente pro passado. Mateus, outro menino fictício aí, sempre dizia coisas como "ele vaiu para casa" misturando o "vai" do presente com o "-ou" do passado. Quando isso rola, eu costumo chamar ele num canto e revisar rapidinho os tempos verbais numa conversa bem descontraída, tipo uma bate-papo pra não pesar.

E aí tem o Matheus e a Clara na minha turma. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento durante as atividades. Eu costumo incluir mais recursos visuais e dinâmicas que permitam ele se movimentar um pouco mais enquanto trabalha. Por exemplo, uso cartões com cenas da história onde ele pode reorganizar no chão pra entender melhor a sequência dos eventos. Isso ajuda muito ele a focar na atividade sem ficar ansioso ou disperso.

Com a Clara, que tem TEA, já é diferente. Ela gosta de previsibilidade e clareza nas atividades. Uma coisa que faço é usar pictogramas e esquemas visuais pra ajudar ela a entender quem é quem na história e o que tá acontecendo em cada parte. Também falo mais devagar e uso frases mais curtas quando tô explicando diretamente pra ela. O bom é que ela adora ilustrações e às vezes até desenha partes da história enquanto escuta.

Claro que nem sempre tudo sai perfeito! Já tentei usar músicas relacionadas às histórias esperando engajar tanto o Matheus quanto a Clara, mas acabou sendo uma bagunça generalizada, eles ficaram mais agitados do que concentrados. Então larguei mão dessa ideia com eles.

Enfim, a cada aula vou ajustando as estratégias pra dar conta das necessidades deles sem deixar ninguém pra trás. E olha só, acho que consegui passar um pouco da loucura boa que é trabalhar essa habilidade com essa turminha cheia de energia e criatividade! Vou ficando por aqui porque já falei demais. Até a próxima galera!

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