Olha, quando a gente fala da habilidade EF08LP04 da BNCC, na prática, é sobre ajudar os meninos a escreverem melhor. E não é só questão de escrever bonito, sabe? É usar bem as regras gramaticais, conseguir fazer um texto que faça sentido e que esteja correto. A gente tá falando de ortografia, de saber quando usar um verbo no presente, passado ou futuro, de entender como as palavras concordam umas com as outras... Essas coisas todas que fazem um texto ficar redondinho.
Aí, pensa assim: se você quer que o aluno escreva um texto sobre o que ele fez no fim de semana, ele precisa saber usar o passado corretamente. Se ele diz "eu vi o filme", tá certo. Mas se diz "eu ve o filme", aí complica, né? Então essa habilidade é sobre isso: garantir que os meninos consigam escolher as palavras certas pro contexto certo e façam as frases corretamente. Eles já chegam no 8º ano com uma certa base disso do 7º ano, tipo já sabem o básico dos tempos verbais e coisa assim, mas agora é hora de dar aquele polimento.
Agora, deixa eu contar umas atividades que eu faço com a galera pra trabalhar essa habilidade:
Primeiro, algo que eu gosto bastante é a atividade do "Diário Semanal". Cada aluno tem um caderno onde eles escrevem sobre a semana deles. Pode ser uma coisa boa que aconteceu, um desafio, algo engraçado... E olha, é coisa simples mesmo, só precisam de papel e caneta. Eu dou uns 15 minutos no início da aula toda sexta-feira pra eles fazerem isso. A ideia é eles praticarem a escrita regular e pensarem em como organizar as ideias. Na última vez que fizemos isso, a Maria tava escrevendo sobre uma situação engraçada com o cachorro dela. Aí ela colocou "o cachorro latiu muito e corremos atrás dele". Eu aproveitei pra mostrar pra turma a concordância verbal: "latiu" tá no passado porque foi um evento único e rápido.
Outra atividade legal é o "Desafio das Frases Correitas". Eu escrevo várias frases com erros comuns de ortografia e gramática num papel grande e penduro na sala. Aí divido a turma em grupos e dou uns 20 minutos pra eles corrigirem todas as frases que encontrarem errado. A turma adora porque vira uma competição saudável, sabe? E parece bobo, mas ajuda muito! Da última vez a galera tava animada demais. O Pedro até gritou "Professor, essa tá fácil demais!" quando encontrou "as menina foi brincar". Ele corrigiu pra "as meninas foram brincar" e foi ótimo porque ele aplicou direitinho a concordância nominal e verbal.
Aí também tem a atividade do "Reescrevendo Histórias". Nessa atividade eu dou pra eles um pequeno texto (pode ser uma fábula ou uma historinha curta). Eles têm que reescrever mudando o tempo verbal. Se a historinha tá no passado, eles colocam no presente ou futuro. Isso ajuda eles a verem como os tempos verbais mudam o sentido de uma narrativa. Essa leva mais tempo, tipo uns 30 minutos ou mais dependendo do tamanho do texto. Na última vez fizemos isso com "A Cigarra e a Formiga" e a Ana conseguiu transformar tudo pro futuro: "A cigarra cantará enquanto a formiga trabalhará". Foi massa ver ela descobrindo que era só mudar os verbos pra adaptar o tempo todo do texto.
Essas atividades são legais porque engajam os alunos e trazem aquela prática do dia a dia que eles precisam. E claro, sempre rola aquela conversa depois sobre os erros comuns, onde eles erraram mais... E óbvio, também tem o momento de comemorar os acertos! E assim vamos aprendendo juntos. Afinal, escrever bem é fundamental pro futuro deles.
Bom, é isso aí pessoal! Espero que essas dicas ajudem a galera por aí também. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser trocar ideia sobre o que funciona em sala de aula, tamo aí pra conversar! Abraço!
Olha, perceber que os meninos entenderam o que a gente tá ensinando sem usar uma prova formal é uma daquelas coisas que você pega no ar. Eu gosto muito de circular pela sala e escutar as conversas entre eles. A gente pensa que eles não estão prestando atenção, mas quando um aluno explica pro outro, dá pra perceber se a ideia tá clara. Por exemplo, outro dia eu tava passando pelas carteiras e ouvi o João falando pro Lucas: "Aí Lucas, no passado é 'eu fiz', não 'eu fazei'. É só lembrar do que a professora disse, tipo 'ontem eu fiz isso'." E eu pensei: "Ah, esse entendeu." Porque ele pegou a ideia de usar o verbo no passado e ainda ajudou um colega.
Outra hora legal é quando eles estão fazendo atividades em grupo e fico só de olho. Se eles estão usando os tempos verbais corretos nas conversas deles ou quando estão escrevendo algo juntos, isso já é um sinal positivo. Teve uma atividade em que pedi pra turma escrever um parágrafo sobre o que fariam se fossem prefeitos por um dia. O Felipe mandou bem demais ao usar "eu faria", "eu organizaria", "eu mudaria". Ele tava todo tranquilo e explicou pro grupo dele: "Pessoal, é futuro do pretérito, lembra? Aquela história de 'se eu fosse'." Aí você vê que a coisa tá funcionando.
Agora, falando dos erros mais comuns que aparecem, olha, acontece direto dos alunos misturarem os tempos verbais ou esquecerem a concordância. Tipo a Mariana, que escreveu "os carro vermelho". Isso é clássico! Ou então como o Pedro que misturou tudo e escreveu "ele foram" em vez de "eles foram". Esses erros geralmente vêm da pressa ou da falta de atenção. Eles querem terminar logo ou não revisam o que escreveram. Quando pego esses erros na hora, volto no aluno e faço perguntas do tipo: "Ué, o carro é um só ou são vários?" Ou então: "Mas espera aí, ele foi ou eles foram?" Assim, chamo atenção deles pro erro sem precisar dar bronca.
E aí tem os desafios com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH, então ele tá sempre se mexendo e se distraindo fácil. Pra ele, eu tento deixar as atividades mais curtas e focadas. Tipo assim, ao invés de pedir pra ele escrever um texto longo direto, peço pequenos trechos por vez. E também dou intervalos pra ele poder levantar e esticar as pernas. Com o Matheus funciona bem usar cores pra destacar partes importantes do texto ou das instruções. Ah! E deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental quando precisa se concentrar mais.
Com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser ainda mais cuidadoso. A rotina é muito importante pra ela, então sempre aviso com antecedência qualquer mudança na aula. Ela responde bem com atividades visuais, então uso muitos gráficos e mapas mentais. Uma vez tentei uma atividade em grupo sem explicar direitinho antes e não rolou muito bem; ela ficou meio perdida. Aprendi que com ela, tudo tem que ser bem explicado antes do tempo.
Mas olha, no fundo é isso mesmo: cada um tem seu jeito de aprender e interagir na sala de aula. E o desafio (e graça) do nosso trabalho é achar esses jeitos diferentes que ajudam cada aluno a chegar lá.
Bom, por hoje é isso pessoal! Espero ter ajudado vocês a visualizar um pouco do dia a dia dessa habilidade e como podemos fazer diferente pra incluir todos os alunos nesse processo. Continuamos essa conversa por aqui! Abraços!