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EF08LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Diferenciar, em textos lidos ou de produção própria, complementos diretos e indiretos de verbos transitivos, apropriando-se da regência de verbos de uso frequente.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, quando a gente fala dessa habilidade EF08LP07 da BNCC, a gente tá lidando com algo que pode parecer meio técnico, mas é super importante pro entendimento da língua. É o seguinte: a molecada precisa entender a diferença entre complementos diretos e indiretos nos textos que eles leem ou escrevem. Isso envolve saber como os verbos funcionam e como eles pedem esses complementos. Se o verbo vai direto no objeto ou se precisa de uma preposição antes, sabe? Tipo assim: "Ela deu um presente para o amigo." Aqui, "um presente" é o complemento direto e "para o amigo" é o indireto. O aluno precisa sacar essas diferenças pra escrever e interpretar melhor.

Agora, falando de como isso se conecta com o que a galera já sabe do 7º ano... Bom, eles já vêm familiarizados com a noção de sujeito e predicado, sabem identificar um verbo numa frase e já têm noção de complementos básicos. Então, aqui no 8º ano, a gente expande isso tudo, aprofunda. E honestamente, às vezes eles chegam bem desavisados sobre essa coisa de regência verbal. Então é um desafio bom!

Pra trabalhar essa habilidade com os meninos do 8º ano, eu costumo fazer umas atividades bem práticas. Vou contar umas três que sempre rolam na minha sala:

Primeira atividade é uma análise de frases retiradas de músicas populares. Eu trago uma lista com frases de músicas que eles curtem. Geralmente pego umas cinco ou seis frases pra não ficar cansativo. Aí a gente lê junto em voz alta e eu peço pra eles identificarem os verbos e os complementos. A turma normalmente tá em duplas ou trios, porque aí rola aquela discussão legal entre eles sobre as respostas, você sabe como é! Eles têm uns bons 20 minutos pra fazer isso. Ó, e da última vez, tava lá a Maria e o Lucas discutindo se era "gosta de chocolate" ou só "gosta chocolate". O Lucas achava que era sem o "de" porque na cabeça dele fazia sentido assim direto. Foi massa porque deu pra discutir a função da preposição ali.

A segunda atividade é mais escrita mesmo. Dou um textinho curto pra turma – geralmente um conto bem simples ou um trecho de livro juvenil que eles conhecem – e peço pra reescreverem mudando os complementos dos verbos mas mantendo o sentido geral da história. Aí eles têm que pensar na regência dos verbos direitinho pra isso fazer sentido! Isso leva mais ou menos uns 40 minutos porque eles precisam fazer rascunhos e tal. E eu lembro do João Pedro, coitado, mudando tudo e inventando umas palavras doidas só pra não ter que usar verbos com preposição. A gente riu muito disso depois!

Por último, faço uma atividade em que a gente cria frases juntos. É meio jogo: cada grupo recebe um verbo num cartão (tipo "assistir", "gostar", "precisar") e tem que criar uma frase que use complemento direto e outra com complemento indireto pro mesmo verbo (quando é possível). Dou uns 15 minutos pra isso porque é rapidão mesmo, coisa pra finalizar a aula com algo animado. Da última vez que fizemos isso, o Rafael levantou uma questão boa: ele pegou o verbo "responder" e perguntou por que não podia ser "responder o colega" em vez de "responder ao colega". Foi uma ótima oportunidade pra discutir exceções e coisas mais avançadas.

O legal dessas atividades é que dá pra ver os alunos realmente se engajando e tentando entender. As discussões são sempre divertidas e produtivas, e mesmo quando erram, eles acabam aprendendo na prática, sabe? Além disso, eu acho importante sempre trazer exemplos do dia a dia deles porque isso facilita demais o entendimento.

Bom, galera, espero que essas ideias possam ajudar vocês aí nas suas salas também! Vamos nos falando por aqui sobre como adaptar ou melhorar essas atividades, sempre bom compartilhar experiências!

Abraços!

E aí, gente, continuando com essa conversa sobre ensinar os meninos a entenderem essa parada de complementos diretos e indiretos, eu vou contar como eu percebo que eles estão realmente sacando a ideia sem precisar aplicar prova formal.

Quando eu tô circulando pela sala e vejo a galera escrevendo, é onde eu mais consigo perceber. Aí, você vê um aluno tipo o Joãozinho comentando pro coleguinha: "Não, cara, aqui você precisa de uma preposição antes, porque o verbo pede um complemento indireto". Olha, quando eu escuto isso, meu coração até esquenta! Aí eu sei que ele entendeu o conceito, porque conseguiu identificar e explicar pra outro. Tem vezes que vejo a Mariazinha revisando o texto dela e ela mesma corrigindo: "Ah, coloquei errado aqui, preciso pôr um 'para' antes do complemento". Essas pequenas ações no dia a dia mostram mais do que qualquer prova.

Os erros mais comuns, gente, são aqueles deslizes que parecem bobos, mas são super frequentes. Tipo assim, o Pedro sempre confundia os verbos que precisavam de preposição. Ele escrevia algo como "gostou o presente", mas aí eu chegava e falava: "Pedro, olha aqui, esse verbo precisa de 'de', lembra?" E ele dava aquele sorriso meio sem graça e corrigia na hora. Acontece porque a língua falada às vezes nos engana, sabe? A gente fala tudo tão rápido e às vezes corta as preposições sem perceber.

Outra situação comum era com a Ana. Ela escrevia muito bem, mas na hora de organizar as frases com complementos diretos e indiretos juntos, ela se enrolava toda. Eu lembro uma vez que ela escreveu "Entregou para o amigo um presente". Aí é uma questão de ordem que a gente sempre relembra. Quando pego esses erros na hora, já vou direto no ponto com eles. Sento do lado e pergunto: "O que tá faltando aqui? O que podemos mudar pra clarear?" Mostrar o erro e a solução faz toda a diferença.

Agora, falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA na minha turma, é um desafio à parte. Com o Matheus, eu percebi que se funciono com atividades mais curtas e divido o tempo em blocos menores é melhor pra ele. Se eu deixo uma atividade longa demais, ele simplesmente perde o fio da meada. Então faço assim: dou uma tarefa menor e depois discuto rapidinho com ele sobre o que entendeu antes de passar pra próxima parte. Outra coisa que funciona é usar cores nos exercícios. Ele adora! Então, cada tipo de complemento ganha uma cor diferente.

A Clara já é outra história. Com ela, eu preciso ser mais visual. Então uso muitos gráficos e tabelas onde eu explico as funções dos complementos nas frases. Além disso, dou exemplos concretos da rotina dela pra fazer as conexões necessárias. Tipo: "A Clara gosta de brincar com o cachorro" tem o complemento direto "de brincar" e indireto "com o cachorro". Isso ajuda muito! O que não funcionou foi quando tentei usar muita informação num mesmo slide ou papel. A sobrecarga de informações deixa ela ansiosa e confusa.

Pra ambos, evito situações de pressão ou competição em sala. Dou espaço pra eles processarem no tempo deles sem ficar comparando com os demais alunos. O legal é ver a evolução deles no ritmo próprio de cada um.

Bom, pessoal, acho que falei demais por hoje! Espero que essas experiências possam ajudar algum de vocês em sala também. E se tiverem dicas ou experiências parecidas, coloquem aqui nos comentários também! Adoro trocar figurinhas com vocês.

Grande abraço e até a próxima!

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