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EF08LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos, orações subordinadas com conjunções de uso frequente, incorporando-as às suas próprias produções.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, meus amigos de profissão, essa habilidade EF08LP12 da BNCC é um bocado importante e até prazerosa de trabalhar na sala de aula. Quando a gente fala em identificar orações subordinadas com conjunções de uso frequente, nada mais é do que ajudar os alunos a entenderem como as frases se ligam pra formar um raciocínio mais complexo. Sabe aquelas palavras mágicas tipo "porque", "embora", "quando"? Então, os meninos precisam entender como essas palavras ligam ideias e dão sentido pras coisas que eles falam e escrevem.

Na prática, o aluno precisa ser capaz de pegar um texto qualquer e perceber onde tem essas conexões acontecendo. Não é só saber que uma oração subordinada tá ali, mas entender o papel dela naquele texto. E depois, claro, conseguir usar isso nas próprias produções. Tipo, ler um livro ou uma reportagem e depois escrever uma resenha ou um relato usando bem essas conjunções pra conectar as ideias. É como se eles estivessem montando um quebra-cabeça onde cada peça tem seu lugar certo pra fazer sentido no todo.

E eu percebo que quando os meninos chegam no 8º ano, eles já vêm com alguma noção disso aí, porque lá no 7º ano a gente já começa a puxar um pouco desse fio. Eles sabem que as frases não são soltas e que tem jeito certo de juntar umas com as outras. Mas aí no 8º ano, o desafio é sofisticar esse entendimento. A gente quer que eles usem as conjunções com propósito, criando relações de causa, condição, tempo… Essas coisas.

Uma atividade que eu faço pra treinar isso é o “Texto Quebra-Cabeça”. Olha como funciona: eu trago um texto curto, pode ser uma crônica ou um conto rapidinho, e corto ele em pedaços. Cada pedaço tem uma oração principal e algumas subordinadas. Eu distribuo esses pedaços entre grupos pequenos (tipo 4 ou 5 alunos por grupo) e dou a missão de montarem o texto na ordem lógica usando as conjunções pra guiar a montagem. Isso leva uns 30 minutos até eles discutirem e chegar numa conclusão.

Da última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana tava meio perdido no começo, mas quando entenderam que as conjunções eram pistas sobre como conectar os pedaços, eles foram longe! O Pedro até deu uma aula pros colegas sobre a importância do “embora” em mostrar uma ideia oposta ao esperado. No final, todo mundo se divertiu e aprendeu discutindo entre si.

Outra atividade que dá certo é a oficina de escrita criativa usando imagens. Eu levo algumas imagens legais impressas — pode ser cena do cotidiano ou coisa mais abstrata. Cada aluno escolhe uma imagem e escreve um parágrafo descrevendo a cena usando pelo menos três orações subordinadas com conjunções diferentes. Aqui eles trabalham individualmente por uns 20 minutos. Depois a gente faz uma roda de leitura pra compartilhar.

Lembro bem do dia que o João escolheu uma imagem de um parque e escreveu algo tipo: “Quando os pássaros cantavam alegremente nas árvores, sentia-se uma paz que embora fosse breve, acalmava o coração, pois o parque era um refúgio.” Ele ficou todo orgulhoso porque conseguiu usar “quando”, “embora” e “pois” de forma super natural. A galera até comentou como deu pra imaginar direitinho a cena.

Uma terceira atividade que adoro é o “Reescrevendo Histórias”. Nessa aí eu trago um texto sem as conjunções principais. Pode ser um texto narrativo onde eu tiro palavras como “porque”, “se”, “enquanto”. Os alunos têm que reler e preencher essas lacunas com as conjunções adequadas para dar sentido à narrativa. Fazemos isso em duplas pra eles poderem discutir juntos. Normalmente leva uns 40 minutos essa brincadeira.

Um dia desses, o Lucas e a Ana estavam em dupla e tinham uma história sobre um robô perdido numa cidade grande. Eles discutiram bastante qual conjunção usar no trecho final pra dar aquele clímax à história: se usavam “embora” ou “mas”. Foi legal ver como eles pensaram no impacto que cada escolha teria na leitura.

No geral, acho que os alunos reagem bem às atividades práticas assim porque conseguem ver na hora como o conhecimento se aplica. Eles ficam mais engajados quando têm a chance de criar algo próprio ou solucionar um problema concreto durante a aula. E quando eles começam a se sentir mais confiantes usando essas estruturas, a gente vê nas produções textuais deles como isso faz diferença.

Bom, é isso aí pessoal! Espero que essas ideias possam inspirar vocês nas suas aulas também. Vamos juntos nessa missão de formar leitores e escritores críticos e criativos! Até mais!

quando as ideias estão ligadas, sabe? Tipo assim, ele precisa entender que não é só juntar as palavras, mas saber como uma informação depende da outra. E aí, pra fazer isso de um jeito legal, eu gosto de propor umas atividades que fogem um pouco do tradicional. Já falei das minhas atividades favoritas, mas agora vou contar como é que percebo se a galera tá realmente entendendo o conteúdo.

Primeiro de tudo, eu adoro circular pela sala enquanto a turma tá fazendo as atividades. É engraçado como dá pra sacar quando o aluno tá começando a pegar o jeito. Tem aquele momento em que ele levanta a mão pra perguntar, mas já começa a frase tipo "Eu sei que essa frase tá ligada com aquela por causa do 'embora', né?", e eu já fico todo bobo porque ele tá pensando alto e mostrando que tá percebendo as conexões.

Teve uma vez que eu tava passando perto do grupo do João e da Marcela. Eles estavam fazendo um exercício de análise de um texto e o João começou a explicar pra Marcela uma diferença entre "mas" e "porque". Ele disse: "Ó, quando você diz 'Eu quero ir ao parque, mas está chovendo', a ideia é que a chuva é um impedimento. Já com 'Eu quero ir ao parque porque está ensolarado', o sol é uma razão pra ir." Quando você ouve isso, sabe que ele entendeu como as conjunções funcionam pra ligar ideias diferentes.

Outro jeito de perceber o aprendizado é nas conversas entre eles. Outro dia, peguei a Clara explicando pro Lucas como identificar uma oração subordinada adverbial causal. Ela tava dizendo algo assim: "Olha, sempre procura um motivo na frase, tipo 'porque' ou 'já que'. Isso vai te ajudar a entender o texto." Quando os alunos começam a explicar pros colegas com confiança e clareza, é sinal de que internalizaram o conceito.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, tem uns que voltam sempre! O Pedro vive se confundindo com "embora" e "porém". Uma vez ele escreveu: "Eu gosto de estudar português, embora não gosto de ler." E aí eu fui lá e perguntei se ele viu que a ideia tava meio torta. Expliquei que "embora" puxa uma concessão, algo inesperado. Corrigi com ele na hora, mostrando como seria usar "porém" ou reescrever pra fazer sentido.

A Juliana tem dificuldade com orações causais. Ela tende a achar que qualquer motivo tá bom pra justificar uma ação. Uma vez escreveu: "Ela dançou porque gosta de bolo." Aí precisei mostrar pra ela que as duas partes da frase não tinham ligação causal clara. A gente trabalhou junto pra criar frases onde a causa e efeito fossem coerentes.

Com o Matheus, que tem TDAH, preciso ajustar algumas coisas nas atividades. Ele se distrai fácil, então dou tarefas mais curtas com intervalos maiores entre elas. Uso cartões coloridos ou post-its que ajudam a manter o foco dele nas conjunções específicas. Uma vez tentei usar um aplicativo no tablet que prometia ser interativo e tal, mas percebi que só deixava ele mais agitado.

Já com a Clara, que tem TEA, organizo as atividades de forma bem visual. Mapas mentais funcionam bem pra ela ver como as ideias se conectam. As imagens ajudam bastante na compreensão dela sobre as relações entre as frases. Eu também dou tempo extra pra ela terminar as atividades e uso fones de ouvido quando precisa de mais concentração.

Então é isso, pessoal! Esse negócio de ensinar EF08LP12 é um desafio diário, mas ver os alunos entendendo e aplicando na prática é gratificante demais. Se quiserem compartilhar suas experiências ou dicas aqui no fórum, tô sempre por perto pra trocar ideia.

Um abraço dos bom do professor Carlos Eduardo!

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