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EF08LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Estabelecer relações entre partes do texto, identificando o antecedente de um pronome relativo ou o referente comum de uma cadeia de substituições lexicais.

Análise linguística/semióticaCoesão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08LP15 da BNCC, o nome é meio complicado, mas na prática é mais simples do que parece. O que a gente faz aqui é ensinar os meninos a ligarem as partes do texto, entenderem quem é quem, tipo quando um pronome se refere a alguém que já foi mencionado antes. Por exemplo, se eu digo "A Maria comprou um livro e ela adorou", o "ela" tá falando da Maria. A turma precisa saber fazer essas conexões pra entender bem o que lê. E isso não é só coisa nova pra eles, não. No 7º ano, a gente já começou a trabalhar com coesão, mas era mais básico, focando em ligarem pontos de textos menores. Agora a gente coloca mais peças nesse quebra-cabeça.

Uma atividade que faço bastante é bem direta: uso recortes de texto mesmo, tipo notícias de jornal ou pequenos contos, porque são materiais que eles já têm alguma familiaridade. Divido em grupos de quatro ou cinco e peço pra eles sublinharem os pronomes relativos e achar quem ou o quê eles estão substituindo no texto. Isso leva uns 20 minutos, não é demorado. A turma geralmente reage bem, mas tem uns que não gostam muito de ler em grupo. Da última vez que fiz isso, a Ana e o João brigaram porque um queria fazer tudo sozinho e o outro achava chato. Mas aí eu separei e deu pra contornar.

Outra atividade envolve criar histórias curtas. Eu dou um tema geral, tipo "Um dia na vida de um astronauta", e eles têm que escrever um parágrafo de cinco linhas usando pronomes relativos corretamente. Trabalho com folhas de papel reciclado mesmo, nada especial. E aí eles trocam os textos entre si pra identificar os pronomes e seus antecedentes nos textos dos colegas. Normalmente isso leva uns 30 minutos, contando com a troca e discussão depois. A galera fica animada nessa parte porque podem ser criativos (e também gostam de dar risada das ideias dos amigos). Uma vez o Pedro inventou uma história tão maluca que todo mundo ficou rindo por uns bons minutos.

A terceira atividade é tipo uma caça ao tesouro na biblioteca da escola. Eu seleciono alguns livros infantis ou juvenis (coisa leve), e marco páginas específicas onde eles precisam encontrar pronomes relativos e seus antecedentes. Eles trabalham em duplas ou sozinhos se preferirem. Isso pode levar até uma aula inteira dependendo do ritmo deles. Costumo deixar rolar por uns 40 minutos e aí discutimos o que encontraram no final da aula. É interessante ver como eles ficam entusiasmados procurando no meio dos livros, vira até uma competição saudável entre eles pra ver quem encontra mais rápido ou acha as relações mais difíceis. Na última vez que fizemos essa atividade, a Júlia achou um exemplo que nem eu tinha reparado antes e ficou toda orgulhosa.

No fim das contas, essas atividades ajudam muito porque são práticas e fazem eles colocarem a mão na massa, sabe? Acaba ficando menos teórico e mais presente no dia a dia deles quando vão ler qualquer coisa mais complexa. E é bacana ver quando começam a notar essas coisas por conta própria sem eu precisar apontar toda hora.

Enfim, é isso que tenho feito por aqui com os meninos do 8º ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Sempre buscando maneiras de tornar essas aulas de português mais vivas e conectadas com a realidade deles. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como faz na própria turma, fica à vontade! É sempre bom trocar ideia por aqui.

Até a próxima!

Então, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EF08LP15, queria contar como percebo que os meninos estão pegando o jeito, sem precisar daquela prova formal que todo mundo fica meio tenso. Quando estou circulando pela sala, é incrível como dá pra perceber muita coisa só de ouvir as conversas dos alunos entre eles. Por exemplo, outro dia eu tava passando pelas fileiras e vi a Joana explicando pro Pedro sobre um texto que eles leram. Ela dizia: "Tá vendo aqui? Quando fala 'ele', tá falando do cachorro da história, não do menino." Na hora eu pensei: "Ah, a Joana tá sacando bem essa de coesão."

Outra coisa que eu observo é quando um aluno consegue explicar para o outro com clareza. Tipo assim, teve uma vez que o Luiz perguntou pra Cecília sobre uma questão que ele não tinha entendido. E aí a Cecília disse: "É porque quando fala 'eles foram', tá se referindo ao grupo de amigos que tá no parágrafo anterior." Isso mostra que ela tá entendendo como as partes do texto se conectam e consegue passar isso adiante. Esses momentos são ouro pra gente.

Agora, claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que aparecem nesse conteúdo geralmente têm a ver com confundir os pronomes ou usar de forma errada no texto. O Marcelo, por exemplo, uma vez escreveu uma redação em que primeiro falava da professora e depois usava "eles" pra se referir a ela e ao aluno ao mesmo tempo. Isso acontece porque às vezes a galera não presta muita atenção em quem é quem no texto ou porque tá pensando rápido demais e acaba misturando tudo. Quando pego esse erro na hora, tento fazer o aluno voltar no texto e reler com atenção quem são os personagens ou elementos mencionados. Faço perguntas tipo: "Quem é esse 'eles'? Dá pra ser só duas pessoas?" Aí eles vão percebendo onde pisaram na bola.

E quando a gente tem na turma o Matheus e a Clara, que têm necessidades diferentes, o desafio é dar aquele suporte sem deixar de lado o restante da turma. O Matheus tem TDAH, então o tempo dele de concentração é mais curto. O que faço é quebrar as atividades em partes menores e dou pausas pra ele poder se mexer um pouco. Ele se beneficia muito quando uso materiais visuais também, tipo gráficos ou esquemas que ajudam a organizar a informação na cabeça dele.

Com a Clara, que tem TEA, a coisa é um pouco diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então tento manter uma estrutura de aula bem consistente pra ela saber o que esperar. Uma coisa que funciona bem é usar cartões com perguntas e respostas pra ela poder seguir determinadas sequências do texto ou identificar personagens sem se perder nos detalhes.

Teve uma vez que tentei encaixar uma atividade mais lúdica usando teatro pra ajudar na compreensão dos textos. Pro Matheus foi ótimo porque ele pode gastar energia atuando, mas pra Clara não funcionou tão bem; ela ficou desconfortável com a imprevisibilidade do exercício. Aí aprendi que era melhor deixá-la num espaço em que pudesse observar antes de decidir participar.

No final das contas, cada aluno vai mostrando seu progresso de maneira diferente e cabe a nós estarmos atentos e flexíveis. É uma jornada cheia de descobertas diárias e cada pequena conquista deles é como um prêmio pra nós professores.

Bom, é isso aí! Espero ter ajudado vocês com essas experiências da sala de aula e quem tiver dicas ou quiser compartilhar suas vivências também, tô por aqui sempre aberto pra aprender com vocês. Abraço!

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