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EF89LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e avaliar teses/opiniões/posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argumentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se frente à questão controversa de forma sustentada.

LeituraEstratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto Apreciação e réplica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF89LP04 da BNCC no 8º ano é uma tarefa que, à primeira vista, parece complicada, mas quando a gente bota em prática, dá pra ver como faz sentido no dia a dia dos alunos. Basicamente, o que essa habilidade pede é que os meninos consigam ler um texto argumentativo e pegar a ideia central dele, entender o que tá implícito e explícito e, principalmente, consigam formar uma opinião própria sobre o assunto. Não só formar opinião, mas também explicar por que pensam assim, sabe? A turma tem que ser capaz de ver os diferentes lados de um argumento e decidir qual faz mais sentido pra eles.

Agora, no 7º ano, os alunos já começam a ter um contato maior com textos argumentativos mais simples. Eles aprendem a identificar o ponto principal de um texto, a perceber a opinião do autor e até a discutir entre eles sobre as opiniões diferentes. No 8º ano, a gente aprofunda isso. Eles têm que conseguir ver os argumentos e contra-argumentos e, no final do texto, formar uma conclusão própria baseada no que leram.

Bom, vou contar umas atividades que faço com esse pessoal do 8º ano pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, tem uma atividade que gosto muito de fazer logo no início do ano: usar artigos de opinião simples, daqueles que saem em jornais tipo o "Jornalzinho da Escola". Eu separo a turma em grupos de cinco ou seis alunos e distribuo o artigo. Dou uns 30 minutos pra eles lerem e discutirem no grupo quais são os argumentos do autor e se concordam ou não. É legal porque sempre tem aquele aluno como o João Pedro que já chega cheio de opinião formada antes mesmo de ler tudo direito! Aí rola uma discussão saudável. Depois desse tempo, cada grupo apresenta pro restante da sala o que debateram. A ideia aqui é eles perceberem que podem ter diferentes interpretações do mesmo texto.

Uma vez, tava rolando um debate sobre um artigo sobre uso excessivo de celular na escola. O grupo da Ana Clara trouxe uns pontos super legais sobre como o celular pode ser ferramenta de estudo, enquanto o grupo do Mateus tava mais preocupado com a distração causada. Foi legal ver como eles começaram a perceber argumentos diferentes.

Outra atividade interessante é usar resenhas críticas de filmes ou livros que eles conhecem. Eu pego resenhas de filmes populares entre eles (tipo aqueles filmes que estão bombando na Netflix) e aí cada aluno lê uma resenha diferente. Dou uns 20 minutos pra leitura individual e depois faço uma roda de conversa onde cada um compartilha o que entendeu da resenha: qual era a opinião do autor? Quais argumentos ele usou pra sustentar essa opinião? Eles concordam ou discordam? É bem legal porque às vezes rola um debate acalorado. Teve uma vez que discutimos uma resenha sobre “Pantera Negra” e o Vitor levantou pontos bem interessantes sobre representatividade enquanto a Beatriz ficou focada na qualidade do roteiro.

A terceira atividade envolve cartas de leitores em revistas ou jornais. Trago algumas cartas que abordam temas polêmicos - tipo mudanças climáticas ou segurança nas escolas - e a galera tem que identificar quais argumentos os leitores tão usando. Aí, eu peço pra cada aluno escrever uma resposta como se fossem outro leitor escrevendo pro jornal. Eles têm que apresentar seus próprios argumentos respondendo à carta original. Aí eu dou uns dois períodos de aula pra fazer isso porque não é tão rapidinho assim.

Uma coisa engraçada aconteceu quando fizemos essa atividade pela última vez: a Isabela escreveu uma resposta super emocionante para uma carta sobre bullying na escola. Ela trouxe exemplos pessoais e tudo mais, e fez com que outros alunos abrissem pra ela durante a leitura. Foi super bacana ver como eles se conectaram com o tema.

O mais importante dessas atividades é criar um ambiente onde os alunos se sintam confortáveis pra expressar suas opiniões e aprendam a respeitar as dos outros também. No começo do ano, alguns ficam meio tímidos ou com medo de falar besteira, mas conforme vamos fazendo essas atividades, eles vão pegando confiança.

Então é isso aí! Não tem fórmula mágica. O negócio é ir tentando coisas diferentes até encontrar o que funciona melhor com a sua turma. E aí você vai ajustando conforme for preciso. Essa habilidade tá preparando os meninos não só pra escola mas pra vida inteira – saber argumentar e defender sua opinião é essencial em qualquer canto desse mundão! Abraço!

Olha, sabe quando você percebe que o aluno realmente aprendeu alguma coisa? Não é só quando ele tira uma nota boa numa prova, é mais sobre o dia a dia mesmo, aquele convívio na sala de aula. Eu adoro circular pela sala enquanto os meninos estão fazendo alguma atividade. É ali que a gente percebe as pequenas coisas. Tipo, outro dia eu estava andando entre as carteiras e ouvi o João explicando pro Lucas como ele tinha interpretado um texto. "Cara, tá vendo que quando o autor fala isso, ele tá querendo dizer aquilo?" Aí eu pensei: nossa, o João entendeu direitinho o que é fazer inferência no texto, algo que a habilidade EF89LP04 pede.

E tem aqueles momentos em que você escuta as conversas entre eles e percebe que estão discutindo o tema de um texto fora da aula. Tipo a Mariana e a Ana Clara, que estavam conversando no intervalo sobre um artigo que lemos. A Mariana estava argumentando e usando exemplos do texto pra sustentar o ponto de vista dela. Isso é um sinal claro de que ela pegou a ideia da habilidade, mesmo sem uma prova formal.

Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem uma galera que se perde quando vai identificar o ponto de vista do autor. O Pedro, por exemplo, sempre acaba confundindo o que é opinião dele com o que é posição do autor. Uma vez ele veio falar comigo todo empolgado sobre um texto e disse: "Professor, eu super concordo com isso", mas não tinha percebido que o autor estava sendo irônico. Isso acontece porque muitas vezes eles leem rápido demais e não se atentam aos detalhes. Quando pego isso na hora, tento dar exemplos concretos pro Pedro: "Olha aqui nesse parágrafo, tá vendo como ele usa essa palavra pra mostrar que não tá falando sério?"

E também tem a questão de interpretar textos mais complexos. A Júlia sempre acha difícil quando o texto tem muita entrelinha, sabe? Às vezes ela lê tudo ao pé da letra e perde as nuances. Então eu puxo ela de lado e digo: "Júlia, pensa nesse texto como se fosse uma música. O que ele tá te fazendo sentir? Por que você acha isso?" Faço umas perguntas assim e ajuda bastante.

Agora, com o Matheus, que tem TDAH, é um desafio diferente. Ele tem dificuldade pra manter a atenção por muito tempo. Então, pra ele, eu tento quebrar as atividades em partes menores e mais manejáveis. Tipo assim, se a turma tem 40 minutos pra ler e discutir um texto, eu dou pro Matheus uns intervalos curtos no meio desse tempo pra ele dar uma voltinha ou fazer uma outra coisa rápida antes de voltar pro texto. Também uso materiais visuais sempre que posso. Ele responde super bem a mapas mentais e esquemas coloridos, ajudam ele a organizar a informação.

Já a Clara tem TEA e precisa de outras adaptações. Ela se sente melhor com rotinas bem estabelecidas. Então eu sempre deixo claro como vai ser cada atividade do dia desde cedo. E tento usar materiais táteis também, tipo fichas ou cartões com palavras-chave dos textos. Isso ajuda ela a se concentrar nos pontos principais sem se perder no meio do texto todo. Uma vez tentei mudar muito a aula na última hora e ela ficou super desconfortável, então aprendi que consistência é a chave com ela.

Bom, é isso aí galera! Trabalhar com essa habilidade tá longe de ser uma linha reta; cada aluno tem seus desafios e suas vitórias. O legal é ver cada um avançando do jeito deles e poder estar ali pra ajudar nesse processo. Espero que essas histórias aí da sala de aula possam ajudar alguém por aqui também. Vamos seguir firmes nessa caminhada! Abraço!

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