Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF89LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir reportagem impressa, com título, linha fina (optativa), organização composicional (expositiva, interpretativa e/ou opinativa), progressão temática e uso de recursos linguísticos compatíveis com as escolhas feitas e reportagens multimidiáticas, tendo em vista as condições de produção, as características do gênero, os recursos e mídias disponíveis, sua organização hipertextual e o manejo adequado de recursos de captação e edição de áudio e imagem e adequação à norma-padrão.

LeituraEstratégia de produção: textualização de textos informativos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, galera, trabalhar essa habilidade EF89LP09 da BNCC com a turma do 8º Ano é uma experiência bem rica e desafiadora. Basicamente, a ideia é que os alunos consigam produzir uma reportagem completa, dessas que a gente lê no jornal ou vê na internet. E não é só escrever um texto qualquer, não! Eles têm que pensar no título, na linha fina (aquela frase logo depois do título que já dá uma ideia do assunto), na estrutura do texto, e tudo mais que faz parte de uma reportagem de verdade. Tem que ter começo, meio e fim, uma progressão lógica das ideias. E também precisam pensar em como usar fotos, vídeos e até áudio se for fazer algo multimidiático. Tudo isso tem que estar dentro da norma-padrão, então já viu que não é pouca coisa né?

Aí, se a gente for pensar nos meninos do 7º ano, eles já chegaram no 8º com alguma noção de texto informativo, tipo reportagens mais simples. Eles aprenderam a identificar informações principais, entender o objetivo do texto e até fizeram uns resumos. Agora a gente pega essa base e avança, levando eles a produzirem sua própria reportagem.

Uma atividade que eu gosto de fazer é a "Caçada de Notícias". Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e entrego jornais impressos mesmo pra galera. Dá pra pegar de edições antigas ou até pedir pra escola assinar algum jornal local. Peço pra cada grupo escolher uma reportagem do jornal e analisar os elementos principais: título, linha fina, como é dividido em introdução, desenvolvimento e conclusão. Eles têm uns 30 minutos pra fazer isso e depois cada grupo apresenta pro resto da sala o que eles encontraram. Na última vez que fiz isso, o João ficou super empolgado porque achou uma reportagem sobre futebol – ele é fanático por futebol – e conseguiu explicar direitinho como a estrutura do texto fazia o leitor ficar interessado até o final.

Outra atividade que funciona bem é a "Rádio Reportagem". Eu levo pro colégio uns gravadores simples ou peço pro pessoal usar os celulares mesmo (quando tá liberado). A turma se divide em duplas e cada dupla fica responsável por criar uma pequena reportagem em áudio sobre algum tema interessante da escola ou da comunidade deles. Podem entrevistar colegas, professores ou quem eles acharem relevante pro tema deles. Normalmente, eu dou uns três dias pra eles produzirem esse material porque envolve entrevistar gente fora do horário da aula às vezes. Da última vez, a Maria Clara fez uma reportagem super bacana sobre os projetos ambientais da escola e entrevistou até o diretor! Na hora de apresentar o trabalho no dia combinado, o pessoal todo ficou curioso pra ouvir, foi bem legal.

E também tem a "Feira de Reportagens", que eu costumo fazer no final do bimestre. Essa é maiorzinha e toma mais tempo de planejamento, mas vale muito a pena. Primeiro cada aluno escolhe um tema de interesse pessoal para investigar mais a fundo – pode ser algo local, nacional ou internacional. Aí eu dou um prazo de umas três semanas pra eles pesquisarem sobre aquele assunto nas várias mídias (internet, TV, livros...). Eles têm que montar uma reportagem impressa completa com título, linha fina e tudo mais. No dia da feira, montamos um painel com todas as reportagens deles na sala de aula ou num corredor da escola para outros alunos visitarem. Tem sempre aquela expectativa pra ver quem vai aparecer com uma ideia mais inovadora ou um ponto de vista diferente sobre temas batidos. Acho que o Lucas surpreendeu todo mundo na última feira quando fez uma reportagem sobre refugiados no Brasil que ele conheceu numa visita com a família em São Paulo.

Trabalhar essa habilidade com os alunos é muito gratificante porque você vê eles começando a entender como as informações são organizadas e apresentadas na mídia. Eles passam a olhar pras notícias com um olhar crítico e até mesmo entendem melhor como construir suas próprias narrativas. E o melhor é ver a empolgação deles quando percebem que podem dar voz às suas próprias ideias e opiniões por meio das reportagens.

Enfim, ensino é isso aí: ver os meninos crescerem nas suas habilidades e descobrir novos interesses pelo caminho. Agora vou indo porque daqui a pouco já começa outra aula! Abraço!

Outra coisa que eu acho super importante, e que ajuda a perceber se os alunos realmente estão pegando o jeito da coisa, é ficar atento no dia a dia mesmo, sabe? Tipo, quando estou circulando pela sala durante as atividades, dá pra ver muito bem quem tá entendendo e quem tá só enrolando. Por exemplo, teve um dia que eu tava passando pelas mesas e ouvi a Juliana explicando pro Arthur como organizar as ideias da reportagem deles. Ela tava falando algo tipo "ó, primeiro a gente precisa de um título chamativo, depois na linha fina já colocar o principal, sem entregar tudo". Na hora pensei "essa pegou o espírito da coisa". Olhar os rascunhos também conta muita coisa. Quando vejo alguém começando com uma introdução que já traz uma questão interessante e dá uma ideia do que vem depois, aí tenho certeza que tá no caminho certo.

Outra situação legal é quando ouço as conversas entre eles e percebo que tão usando termos certos ou corrigindo uns aos outros, tipo "mas isso aqui não é uma entrevista, tem que mudar o jeito de escrever". Ou então quando vejo alguém como o Pedro explicando pra Luísa que na parte do desenvolvimento não dá pra jogar tudo de uma vez só, tem que ir construindo a história aos poucos. É nesse convívio, nessas trocas espontâneas, que a gente vê o aprendizado acontecendo de verdade.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha... o pessoal adora fazer umas confusões! Um dos erros mais frequentes é na hora de estruturar a reportagem. A galera às vezes escreve tudo junto, sem separar direito as partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. A Clara mesmo (outra Clara, não a que tem TEA) um dia me entregou um texto onde tudo parecia um bloco só, sabe? Aí sentei com ela e mostrei como podia dividir as ideias em parágrafos, dar uma pausa entre uma parte e outra pra organizar melhor as informações.

Outro erro comum é com o título e a linha fina. Muita gente coloca título genérico demais ou linha fina que não acrescenta nada. O Matheus (não o com TDAH, outro) semana passada escreveu um título tipo "Notícias do Dia" e na linha fina só repetiu a mesma coisa. Expliquei pra ele que o título precisa chamar atenção de quem passa o olho ali no jornal e a linha fina tem que dar uma pitada do que a matéria vai abordar de forma específica.

Agora sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA... olha, cada um é um universo bem particular. Com o Matheus eu preciso ser mais flexível com questões de tempo. Às vezes ele se dispersa fácil no meio das atividades. Então, sempre dou uns intervalos pra ele esticar as pernas ou mexer em algo antes de voltar pro texto. Ele até se sai bem quando consegue manter o foco por uns minutos seguidos. Pra ele, uso muito material visual: imagens que resumem a estrutura da reportagem ou cartões com partes das notícias pra ele juntar e entender melhor.

Já a Clara com TEA requer outra abordagem. Com ela tento sempre deixar claro qual é o objetivo da atividade desde o começo. Gosto de usar roteiros visuais também. Tipo assim: primeiro faz isso, depois aquilo, por último aquilo outro. Dá um norte pra ela seguir sem ficar perdida. Ah! E descobri que ela adora trabalhar com cores! Então deixo ela usar canetas coloridas pra organizar as ideias e separar os parágrafos por cor diferente.

Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com eles dois e não deu muito certo porque os dois têm ritmos bem diferentes. A Clara gostou mais quando dei uma tarefa individual onde ela podia controlar seu tempo sem pressão do grupo. Já pro Matheus funcionou melhor quando dei uma tarefa onde ele podia se mexer mais pela sala enquanto pensava nas ideias.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje sobre essa habilidade EF89LP09 no 8º ano. Cada aluno é único na sua forma de aprender e cabe a nós encontrarmos esses caminhos juntos com eles. Qualquer dúvida ou sugestão de como vocês fazem aí nas suas turmas também, tô por aqui pra gente trocar ideias! Valeu!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF89LP09 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.